Uma noite para esquecer: insónia, temperatura corporal elevada - 36,9ºC, e a "cereja" no topo do bolo: rebentaram alguns pontos e agrafos.
Agora pensem como me senti quando vi no espelho do WC a camisa do pijama tinta de sangue! Muito!
Tive uma descarga de adrenalina tremenda. Transpirei violentamente, de medo. Actualmente são estes os meus medos: a minha saúde. Nem me ralo com os velhos medos...
Os meus "anjos da guarda", ontem a Enfermeira Catarina Arruda, e principalmente hoje a Enfermeira Isabel Cordoeiro foram impecáveis. Trataram-me com zelo, profissionalismo e competência.
Enfim, há semanas up e outras down.
Hodie mihi, cras tibi. "Artigo 19.° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão." Declaração Universal dos Direitos Humanos
02 abril 2011
01 abril 2011
31 março 2011
Dr. Menezes da Silva
O meu agradecimento pessoal ao Dr. Menezes da Silva, que se prontificou a vir do exterior do H.L.A. visitar-me, e a facilitar a resolução de um problema, na noite de terça-feira, dia 29 de Março.
Obrigado Sr. Dr. O Sr. é o meu médico pessoal e particular faz umas mãos cheias de anos, no entanto fez muito mais do que o zelo, ou código deontológico o obrigava.
Foi um amigo o que senti na atitude, participação e desbloquear.
Obrigado Sr. Dr. O Sr. é o meu médico pessoal e particular faz umas mãos cheias de anos, no entanto fez muito mais do que o zelo, ou código deontológico o obrigava.
Foi um amigo o que senti na atitude, participação e desbloquear.
O Tempo e os Sentimentos
Há pessoas assim, com esse dom, carisma
Porquanto tantos foram os anos
Que a vida lhes trocou os papéis
E seguiram seus caminhos
Mas quando se reencontram
Novamente
O turbilhão de emoções
Julgado esquecidas, para sempre
Ou ultrapassado, afinal essas emoções
As genuínas
Vem ao de cima, com uma força imparável
E não há arquitectura antiga ou moderna, dique ou barragem
Que as controle, as amarre, as sustenha
O amor é eterno
Lindo
Indescritível
E muitas são as maneiras de compor uma jarra de flores
Um toque, paixão, um beijo, uma lágrima
Mas também um simples
Apertar de mãos
Um olhar, aquele…
Que marca toda a diferença
Oh deuses do Olimpo, que jamais feneça
Se apague a “Grega”, linda, sofisticada, mulher
Que a chama dure o que tiver de ser
Obrigado deuses, acaso, sei lá
Por saber que ainda não sou pedra
Nem pó!
Porquanto tantos foram os anos
Que a vida lhes trocou os papéis
E seguiram seus caminhos
Mas quando se reencontram
Novamente
O turbilhão de emoções
Julgado esquecidas, para sempre
Ou ultrapassado, afinal essas emoções
As genuínas
Vem ao de cima, com uma força imparável
E não há arquitectura antiga ou moderna, dique ou barragem
Que as controle, as amarre, as sustenha
O amor é eterno
Lindo
Indescritível
E muitas são as maneiras de compor uma jarra de flores
Um toque, paixão, um beijo, uma lágrima
Mas também um simples
Apertar de mãos
Um olhar, aquele…
Que marca toda a diferença
Oh deuses do Olimpo, que jamais feneça
Se apague a “Grega”, linda, sofisticada, mulher
Que a chama dure o que tiver de ser
Obrigado deuses, acaso, sei lá
Por saber que ainda não sou pedra
Nem pó!
Artérias novas e pequeno acerto na Aorta - Hospital de Santa Maria
Tal como o título deste post o indica, foi no grande Hospital de Santa Maria, que realizei a necessária,mas tão temida, operação ao coração.
Estranhem ou não, da operação propriamente dita, praticamente nada me lembro. Só sei o que me contaram posteriormente. Ainda assim, lembro-me de ser conduzido na cama/maca ao bloco operatório cerca das 23.40 horas de dia 24 de Março. Contaram-me que a operação em si, durou duas horas. Com o período preparatório e com o período pós-operatório foram no total cinco horas.
Tenho um agradecimento especial a fazer ao médico cirurgião que me operou: obrigado Dr. Ricardo Aruda Pereira. Devo ainda agradecer a simpatia, disponibilidade, competência, dos Dr. João dos Reis Fançony; Dr. António Barbosa; Dra. Jennifer Santos, Enfermeiro José Manuel, e outros profissionais altamente competentes e que me acompanharam nos maus e nos bons momentos.
Estranhem ou não, da operação propriamente dita, praticamente nada me lembro. Só sei o que me contaram posteriormente. Ainda assim, lembro-me de ser conduzido na cama/maca ao bloco operatório cerca das 23.40 horas de dia 24 de Março. Contaram-me que a operação em si, durou duas horas. Com o período preparatório e com o período pós-operatório foram no total cinco horas.
Tenho um agradecimento especial a fazer ao médico cirurgião que me operou: obrigado Dr. Ricardo Aruda Pereira. Devo ainda agradecer a simpatia, disponibilidade, competência, dos Dr. João dos Reis Fançony; Dr. António Barbosa; Dra. Jennifer Santos, Enfermeiro José Manuel, e outros profissionais altamente competentes e que me acompanharam nos maus e nos bons momentos.
30 março 2011
OS PONTOS NOS ÍS
Soube por colega reformada, que pratica voluntariado, no Hospital do Litoral Alentejano, da vergonhosa versão posta a circular quanto ao que sucedeu no passado dia 4 de Março. Tal como diz o velho ditado: Só não se sente quem não é filho de boa gente. Aliás, este meio serve de resposta às inverdades postas a circular. Naturalmente que se não vir, nem vier um pedido desculpa assumido pelos participantes, reservo-me o direito constitucional de adoptar outras medidas legais.
Depois deste intróito vamos ao que se passou no dia 4 de Março. Dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”
Ah, e não me venham com a conversa fiada que é o “atacado”, o fortemente menorizado nas suas capacidades de raciocínio, lucidez, é que ainda por cima lhe compete decidir responsavelmente, o que fazer, ou não, em face daquilo que mais tarde ficou demonstrado e documentado ter sido (sofrido) UM ENFARTE DO MIOCÁRDIO AGUDO.
Entretanto a populaça é manipulada e informada de coisa bem diferente do que se passou na realidade. Um diz-que-disse, umas conversas de café, e outros locais habituais para disseminar os boatos. A tradicional, velha e bolorenta táctica da contra-informação dos idos de 74, 75, 76, 77 e 78. Lembram-se? O medo…
Quando passamos por uma experiência, quase exotérica de não-vida, recuperamos o respeito por nós mesmos, deixa de haver “medos”, e muito menos aceitamos qualquer ataque à nossa honra e bom nome. São sagrados, a partir de agora, custe a engolir a quem quer que o chapéu lhe sirva.
Depois deste intróito vamos ao que se passou no dia 4 de Março. Dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”
Ah, e não me venham com a conversa fiada que é o “atacado”, o fortemente menorizado nas suas capacidades de raciocínio, lucidez, é que ainda por cima lhe compete decidir responsavelmente, o que fazer, ou não, em face daquilo que mais tarde ficou demonstrado e documentado ter sido (sofrido) UM ENFARTE DO MIOCÁRDIO AGUDO.
Entretanto a populaça é manipulada e informada de coisa bem diferente do que se passou na realidade. Um diz-que-disse, umas conversas de café, e outros locais habituais para disseminar os boatos. A tradicional, velha e bolorenta táctica da contra-informação dos idos de 74, 75, 76, 77 e 78. Lembram-se? O medo…
Quando passamos por uma experiência, quase exotérica de não-vida, recuperamos o respeito por nós mesmos, deixa de haver “medos”, e muito menos aceitamos qualquer ataque à nossa honra e bom nome. São sagrados, a partir de agora, custe a engolir a quem quer que o chapéu lhe sirva.
23 março 2011
Operação
Meus caros leitores, a partir de amanhã vou deixar de postar com regularidade. Aliás, nem sei quando volto a poder aceder a um computador.
Na quinta-feira, 24, para a operação ao coração. Peito aberto, externo aberto. Anestesia total. Desentupir três artérias, uma a 100%, outra a 92%, e a 3ª a 50%. Só me resta actualmente uma artéria totalmente livre, desimpedida. Conclusão: a minha circulação do sangue restringe-se aí a uns 35/40% do necessário.
Daí o super-desentupimento com recurso a pequenos excertos de veias tiradas dos membros inferiores.
Mas ainda há mais, vão tentar corrigir a atrofia na artéria aorta, isto é, passar dos actuais 39mm para os 41mm necessários.
DEUS queira que tudo corra bem. O Senhor é meu mestre e guia.
Estarei lá internado no SO - Urgência cerca de 4 ou 5 dias. Não posso atender chamadas, muito menos fazê-las. Mas vocês, meu pessoal, podem telefonar para o nº geral, presumo que serviço de cardiologia e perguntarem por mim. Para além da possibilidade de irem ver-me nas horas das visitas, ok?
Neste ultimo post quero agradecer a forma como fui bem tratado pelo Cardiologista Dr. Pedro Marques, pelos Enfermeiros Catarina Arruda, Daniela Braz, e José Brasil, e por Luís Lopes. Obrigado.,
Um especial agradecimento ao Sr. Director Clínico do Serviço de Medicina Interna - Dr. José António Sousa e Costa; ao Médico Assistente Principal - Dr. João Paulo Caixinha, e ao Médico Assistente - Dr. Armindo Ribeiro. Um caso de empatia a Dra. Susana Freitas (telefona-me?).
A razão é simples: vou amanhã,dia 23 de Março, para o Hospital de Santa Maria.
No primeiro dia para me prepararem, seja lá isso o que for!Na quinta-feira, 24, para a operação ao coração. Peito aberto, externo aberto. Anestesia total. Desentupir três artérias, uma a 100%, outra a 92%, e a 3ª a 50%. Só me resta actualmente uma artéria totalmente livre, desimpedida. Conclusão: a minha circulação do sangue restringe-se aí a uns 35/40% do necessário.
Daí o super-desentupimento com recurso a pequenos excertos de veias tiradas dos membros inferiores.
Mas ainda há mais, vão tentar corrigir a atrofia na artéria aorta, isto é, passar dos actuais 39mm para os 41mm necessários.
DEUS queira que tudo corra bem. O Senhor é meu mestre e guia.
Estarei lá internado no SO - Urgência cerca de 4 ou 5 dias. Não posso atender chamadas, muito menos fazê-las. Mas vocês, meu pessoal, podem telefonar para o nº geral, presumo que serviço de cardiologia e perguntarem por mim. Para além da possibilidade de irem ver-me nas horas das visitas, ok?
Neste ultimo post quero agradecer a forma como fui bem tratado pelo Cardiologista Dr. Pedro Marques, pelos Enfermeiros Catarina Arruda, Daniela Braz, e José Brasil, e por Luís Lopes. Obrigado.,
Um especial agradecimento ao Sr. Director Clínico do Serviço de Medicina Interna - Dr. José António Sousa e Costa; ao Médico Assistente Principal - Dr. João Paulo Caixinha, e ao Médico Assistente - Dr. Armindo Ribeiro. Um caso de empatia a Dra. Susana Freitas (telefona-me?).
22 março 2011
Parecer e ser...
Dia 22 – 18º de internamento ininterrupto no HLA.
Sou bem tratado, os profissionais são gentis, competentes. Não conseguem resolver os problemas internos dos pacientes. Acompanham, administram, receitam, monitorizam, fazem relatórios, mas não fazem milagres…
O problema que tive: enfarte agudo do miocárdio (2 vezes) foi um episódio do grande problema que me afligirá o resto da vida – angina de peito instável.
O dia está lindo a esta hora, vejo através da janela do quarto, as pessoas a movimentarem-se, sinto o cheiro a Primavera invadir-me o quarto (tenho o hábito de abrir a janela), o corre-corre, a lufa-lufa diária, de tudo isto tenho saudade. Mas não posso. Estou proibido de ir além do quarto. Dizem que não posso fazer nenhum esforço. Até penduraram nos pés da cama, não fosse eu esquecer-me, um letreiro com o aviso “Repouso no leito”!
Para não variar às 02.31h. fui acometido duma dor forte no peito, falta de ar, etc. A equipa de turno acorreu com presteza e eficiência, iniciou as manobras já relatadas por este vosso escriba em outros posts anteriores. Só que desta vez administraram-me sedativo suficiente e de tal eficácia que não ouvi nadinha da trovoada que se abateu sobre a nossa zona. Pelo menos era essa a conversa, hoje de manhã, por parte dos enfermeiros, auxiliares e enfermos. Por mim, népia, não dei por nada.
O pior ainda estava para vir. É norma desta casa, sim, já lhe chamo casa tantos são os dias que aqui estou, que os hábitos de higiene pessoais irem das 08.00h. às 09.00h. Pois foi em pleno banho que sofri fortíssimo ataque no peito. Só não caí, porque existem uns varões onde me agarrei. A água do chuveiro continuou a jorrar e inundou o chão da casa de banho. E agora digam-me que não somos Homens de hábitos e cultura enraizados desde os nossos ancestrais. Sabem o que fiz, apesar de estar a sofrer intensamente a dor no peito, ter tonturas, falta de equilíbrio, etc.? Limpei-me à toalha, o melhor que pude, por pudor, vergonha, de ter de chamar a equipa de emergência e ser visto nu! Parvoíce!
Desta vez além dos procedimentos já habituais, ligar-me às máquinas, N comprimidos, ligaram-me a máscara de oxigénio. Vieram os meus dois médicos assistentes: Drs. João Caixinha, e Armindo Ribeiro. Tomaram a decisão terapêutica de alterar a medicação que tomava até agora e de me submeterem a nova bateria de testes.
Pela minha parte, pedi uma vez mais, que me levassem para uma das “oficinas super especializadas” de Lisboa, em tratamento destes casos “complicados do motor”. Prometeram que o fariam.
Quem me vir, neste momento, nem lhe passa pela cabeça o que tenho sofrido nestes últimos 40 dias. Agora pareço bem, pareço o mesmo de antigamente, pareço…
Agrupamento E. S. A.
Foi comigo. Aguentei. Não se sabe com que maleitas ficarei para o resto da vida.
Com outros(as) as coisas podem ser diferentes, para pior...
21 março 2011
Agradecimento
Agradeço a todos os que me visitam, telefonam ou enviam mensagens escritas.
O vosso apoio tem sido fundamental para vencer a tristeza, depressão, angústia, que facilmente se apoderam de uma pessoa.
A espera por algo que sabemos ser a única solução é terrível. Mas é assim mesmo, os desígnios do Senhor são insondáveis. Há que ter fé e esperar...
Agradeço à Sra. Enfermeira-Chefe Helena Lucas, o resolver de assuntos; agradeço o serviço eficiente do Enfermeiro Especialista Victor Mendes, e à Enfermeira Rita Semedo.
Muito obrigado.
O vosso apoio tem sido fundamental para vencer a tristeza, depressão, angústia, que facilmente se apoderam de uma pessoa.
A espera por algo que sabemos ser a única solução é terrível. Mas é assim mesmo, os desígnios do Senhor são insondáveis. Há que ter fé e esperar...
Agradeço à Sra. Enfermeira-Chefe Helena Lucas, o resolver de assuntos; agradeço o serviço eficiente do Enfermeiro Especialista Victor Mendes, e à Enfermeira Rita Semedo.
Muito obrigado.
Viúvas-Negras
A viúva-negra é uma espécie de aranha extremamente perigosa. Sua picada pode,quase sempre, ser fatal devido ao seu concentrado veneno. Seu nome origina-se do seu acasalamento, que, após a cópula com o macho da mesma espécie, esta acaba por matá-lo e em alguns casos , até consome-o como alimento, tornando-se assim uma viúva e negra por conta de sua cor escura. Possui uma ampla mancha vermelha no abdômen A viúva-negra é uma espécie de aranha extremamente perigosa.
Com as devidas ressalvas e adaptações temos no género humano feminino o equivalente. São as “pastilhas-elásticas” ou “chuingans”.
Atraem, mastigam, saboreiam enquanto a pastilha tem gosto e sabor, e enquanto for suficientemente flexível e maleável. Quando começar a enrrijecer, cospem-nas fora!
As adeptas das “pastilhas-elá sticas” partem para outra conquista na maior das calmas, sem remorsos, sem nenhum sentimento nem obrigação vicenda. Para o exterior proclamam, com a maior desenvoltura e desfaçatez, que a culpa era do homo-pastilha não lhes ter satisfeito isto, isso, aquilo ou aqueloutro. E há quem acredite!
Talvez isto, como outras coisas, ajude a perceber a miséria moral em que vivemos e caímos.
As viúvas-negras reinvindicam direitos, nada de deveres ou obrigações, com o beneplácito da jurisprudêcia que apesar de estarmos no século XXI, continua a funcionar, nestes casos, como se ainda estivessemos nos séculos XIX ou 1ª metade do século XX.
Não se conhece antidoto para as viúvas-negras. Precaução, intuição e sorte são as únicas armas conhecidas para se evitar cair na teia das viúvas-negras.
Não vale a pena contar com a pseudo-colaboração da família das viúvas-negras (ver post sobre “Omerta”). Conspiram, aliciam incautos, crentes e apaixonados, fazem connúbio para manter este status, este modo de vida rentável.
Concluíndo, uma desgraça infame mas socialmente aceite com o nosso tão velho e relho encolher de ombros, e pensamntos do genero: ele que abra os olhos e se amanhe!
Nitroglicerina
21 de Março de 2011, dia do início da Primavera. Um dia solarengo, lindo, que aprecio a partir da janela do meu quarto de Hospital.
Observo a azáfama das pessoas, que chegam nos seus automóveis e enchem o parque de estacionamento. Disseram-me que todos os dias trabalham aqui, Hospital do Litoral Alentejano, mais de 2.500 pessoas nos mais variados metiers.
Pois num dia assim, auspicioso, às 02.30 horas este vosso amigo teve de chamar de urgência a equipa de turno para o acudir ao problema do costume: dores fortes no peito, falta de ar, tonturas, sensação de morte súbita.
Num instante os enfermeiros, inexcedíveis em atenção, eficácia e prontidão, Fernando Vicente e Liliana Cordoeiro, administraram-me, depois de consultarem o médico de serviço no SO, Captopril para a tensão arterial (16 – 10); 1.000gr. de aspirina, e o imprescindível comprimido SOS – Nitro glicerina, que se coloca por baixo da língua e deixa-se dissolver lentamente enquanto os efeitos do alívio da dor e pressão se desvanecem.
Lindo começar do dia, não foi? Sejamos positivos: o resto do dia será melhor…
20 março 2011
Dia 20 no HLA
Hoje, dia 20, voltei a ter uma manifestação desagradável provocada pelo meu coração. Senti falta de ar, desorientação, equilíbrio instável e dor forte no peito. E estou dentro dum Hospital onde o socorro é imediato. Imaginem darem estas dores em casa, ou no trabalho,como me aconteceu no princípio do mês.
A alimentação é sem sal, mas variada, bem confeccionada. Não tenho razões de queixa da alimentação. A
limpeza é sempre de manhã: chão e quarto de banho. Mudam todos os dias a roupa da cama, assim como as toalhas do banho.
Sou controlado de hora a hora quanto à glicemia, tensão arterial, e por causa do rush tomo injecções de cortisona. Comprimidos são tantos que já desisti de perguntar para que servem. Tomo-os e pronto!
Amanhã tenho a visita dos "vampiros" - colectores de sangue para analises, e analise à urina, em jejum.
Notícias de Lisboa (Santa Maria ou Santa Marta) é que não há meio de chegar.
Estou em baixo. Recebi duas visitas, uma familiar e outra de colega. Tentaram levantar-me o animo, mas há dias assim: sinto-me depressivo, triste, com pensamentos estranhos.
Decidi destacar pela simpatia, profissionalismo, eficiência, os enfermeiros Serafim Silva e Helena Queirós. Muitos outros também o merecem, mas deu-me na telha fazê-lo...
A alimentação é sem sal, mas variada, bem confeccionada. Não tenho razões de queixa da alimentação. A
limpeza é sempre de manhã: chão e quarto de banho. Mudam todos os dias a roupa da cama, assim como as toalhas do banho.
Sou controlado de hora a hora quanto à glicemia, tensão arterial, e por causa do rush tomo injecções de cortisona. Comprimidos são tantos que já desisti de perguntar para que servem. Tomo-os e pronto!
Amanhã tenho a visita dos "vampiros" - colectores de sangue para analises, e analise à urina, em jejum.
Notícias de Lisboa (Santa Maria ou Santa Marta) é que não há meio de chegar.
Estou em baixo. Recebi duas visitas, uma familiar e outra de colega. Tentaram levantar-me o animo, mas há dias assim: sinto-me depressivo, triste, com pensamentos estranhos.
Decidi destacar pela simpatia, profissionalismo, eficiência, os enfermeiros Serafim Silva e Helena Queirós. Muitos outros também o merecem, mas deu-me na telha fazê-lo...
Dia do PAI
Ontem, 19 de Março, foi Dia do PAI.
Recebi da minha filha o livro que apresento em baixo.
Obrigado por te lembrares.
Recebi da minha filha o livro que apresento em baixo.
Obrigado por te lembrares.
O que temos...
Infelizmente a sociedade actual valoriza o acessório, o parecer bem, os acéfalos, sem sentido crítico, falsos crentes, bem-falantes, narizes empinados (diz-se ter auto-estima!), e cujo único valor que prezam é a lei “Omerta”- Uma parte interessante do jogo são as famílias, família é um grupo de mafiosos que se reúnem por protecção mútua e com ideais de lealdade e respeito, toda família tem certas leis, que se desobedecidas podem ir desde alguma punição até expulsão.
A família possui uma hierarquia. Capo é como um líder local da família, podendo juntar à sua volta até 25 membros da família.
O cinismo e a hipocrisia fazem caminho, numa sociedade consumista, que despreza o mérito, o saber académico, a experiência, o bom senso. Prefere a cunha, o favor, o esperto, o desenrascanço, o bom/boa malandro, o nome de Família…
O que conte é o momento, vive-se para o show-off, para as luzes da ribalta. Quer-se ser socialite, para aparecer nos sítios in, para padrões de vida incomportáveis com o trabalho produzido por esses e essas figurinhas. Penso que para parecerem estar de bem com todo o mundo, conveniente, praticam cumprimentos e sorrisos falsos.
Pobre país que se não mete a marcha a trás nestes desmandos, verá as Omertas sicilianas continuar a medrar nas empresas, no Estado, no quotidiano familiar e na sociedade em geral…
A família possui uma hierarquia. Capo é como um líder local da família, podendo juntar à sua volta até 25 membros da família.
O cinismo e a hipocrisia fazem caminho, numa sociedade consumista, que despreza o mérito, o saber académico, a experiência, o bom senso. Prefere a cunha, o favor, o esperto, o desenrascanço, o bom/boa malandro, o nome de Família…
O que conte é o momento, vive-se para o show-off, para as luzes da ribalta. Quer-se ser socialite, para aparecer nos sítios in, para padrões de vida incomportáveis com o trabalho produzido por esses e essas figurinhas. Penso que para parecerem estar de bem com todo o mundo, conveniente, praticam cumprimentos e sorrisos falsos.
Pobre país que se não mete a marcha a trás nestes desmandos, verá as Omertas sicilianas continuar a medrar nas empresas, no Estado, no quotidiano familiar e na sociedade em geral…
19 março 2011
6 quilos
Minhas amigas e já agora amigos, se tem problemas com o seu peso tenho uma solução para si: quinze dias num sítio bem localizado, com magnífica vista para a serra e montes circundantes, ambiente calmo, bucólico até, alimentação sem sal, uns vinte comprimidos ao dia, umas tantas "picas", et voilá, vocês perdem 6, sim escrevi seis quilos num instantinho! Que tal? Interessados? Inscrevam-se...
17 março 2011
5º C
Já vi e li o que tiveram a amabilidade de me escrever em prosa, desenhar, ilustrar, colocar em poemas.
Não tenho vergonha de dizer-vos: foram das coisas mais bonitas que alguma vez recebi. Emocionei-me.
Quando puder fazer scanner, prometo publicar o que me enviaram. Agora, como compreendem não o posso fazer, porque estou internado no Hospital do Litoral Alentejano.
Um médico "anjo-da-guarda" estava presente quando recebi os vossos testemunhos. Talvez por ser nosso Hermano, mas onde a cultura e a escolaridade são verdadeiras prioridades há muito tempo, ficou sensibilizadíssimo com o que viu e leu. A voz não enganava, estava embargada, e disse que apreciava conhecer essa turma (o meu 5º C) que tanto apreciava, se preocupava, com o seu Professor.
Ficamos ambos quase sem palavras. As vossa é que eram verdadeiras, autênticas, bem-vindas!
Vocês ficarão para sempre na minha memória. Os meus problemas de saúde não deverão deixar-me regressar à leccionação este ano lectivo de certeza (o cataterimo precisa de 90 dias de recuperação). E dependente de como correr a operação ao coração e pós-operatório, o próximo ano lectivo está periclitante ( o período de recuperação ronda os 24 meses, se tudo correr bem).
Quero do fundo do coração que tenham rapidamente um(a) professor(a) substituto(a) que vos compreenda, aceite, responsabilize, ensine e prepare para os futuros cidadãos que todos desejamos que sejam.
Quanto às avaliações pelo menos já estão feitas, corrigidas, classificadas e entregues até meados do 2º Período. Se mais não houverem, entram em linha com as do 1º Período - avaliação contínua, lembram-se?
Beijinhos e abraços para todos
Não tenho vergonha de dizer-vos: foram das coisas mais bonitas que alguma vez recebi. Emocionei-me.
Quando puder fazer scanner, prometo publicar o que me enviaram. Agora, como compreendem não o posso fazer, porque estou internado no Hospital do Litoral Alentejano.
Um médico "anjo-da-guarda" estava presente quando recebi os vossos testemunhos. Talvez por ser nosso Hermano, mas onde a cultura e a escolaridade são verdadeiras prioridades há muito tempo, ficou sensibilizadíssimo com o que viu e leu. A voz não enganava, estava embargada, e disse que apreciava conhecer essa turma (o meu 5º C) que tanto apreciava, se preocupava, com o seu Professor.
Ficamos ambos quase sem palavras. As vossa é que eram verdadeiras, autênticas, bem-vindas!
Vocês ficarão para sempre na minha memória. Os meus problemas de saúde não deverão deixar-me regressar à leccionação este ano lectivo de certeza (o cataterimo precisa de 90 dias de recuperação). E dependente de como correr a operação ao coração e pós-operatório, o próximo ano lectivo está periclitante ( o período de recuperação ronda os 24 meses, se tudo correr bem).
Quero do fundo do coração que tenham rapidamente um(a) professor(a) substituto(a) que vos compreenda, aceite, responsabilize, ensine e prepare para os futuros cidadãos que todos desejamos que sejam.
Quanto às avaliações pelo menos já estão feitas, corrigidas, classificadas e entregues até meados do 2º Período. Se mais não houverem, entram em linha com as do 1º Período - avaliação contínua, lembram-se?
Beijinhos e abraços para todos
Episódio Recidivo
Dia 15 de Março, à noite, tive um ataque generalizado de rush em todo o corpo. Comichão como nunca tivera. Alguma reacção alimentar, porque quanto aos medicamentos não deve ser, porque são os mesmos desde o início do internamento. Tiveram de administrar-me 3 doses intravenosas de hidrocortizona, de 8 em 8 horas, para acalmar e superar o inesperado problema.
O pior aconteceu hoje, dia 17 de Março. O 1º episódio recidivo aconteceu às 00.50 horas. Já estava deitado a dormir. Acordei com uma dor fortíssima no peito, falta de ar, transpiração abundante. Os mesmos sinais de dias 3 e 4 p.p. Toquei a campainha de emergência. O pessoal de enfermagem ocorreu de imediato, actuou com precisão e eficácia. Mediram-me a tensão arterial: 17 – 12. Chamaram o médico, Dr. José António Quiles (o "anjo-da-guarda" de dia 4) que conversou, tranquilizou e receitou dois comprimidos: um tranquilizante para dormir e um comprimido de nitro glicerina, conhecido popularmente por SOS, que se coloca por baixo da língua, para prevenir eventuais enfartes.
Ok, parecia estar tudo bem. Medicado e deitado.
2º episódio: 02.00 horas. Novo enfarte, mais forte que o anterior. As dores eram tão forte que sentei-me no chão (para quem conheça o quarto tem cama e duas cadeiras). Chamei, mais uma vez, de emergência o pessoal de enfermagem. Vieram rápido, ouviram a queixa que apresentei, ajudaram sentar-me na cama, mediram a tensão arterial duas vezes: 18 -13 da 1ª vez, e 13 – 9 da 2ª vez. Administraram-me os mesmos medicamentos prescritos pelo médico aquando do 1º episódio, ocorrido cerca de uma hora antes. Um comprimido para dormir e um nitro glicerina (SOS) para evitar novos ataques.
Dormi o resto da noite, mas acordei, ainda, com uma ligeira dor no peito, que dei conta à 1ª auxiliar que entrou no quarto. Mas não insisti na queixa, pois à medida que fazia a higiene pessoal matinal, nada de errado voltei a sentir.
O pessoal de enfermagem, bem como o Dr. José António Quiles, calculo que devam ter feito referência no relatório das ocorrências do turno da noite ao acontecido. Assim, O meu médico Assistente no piso de enfermagem de Medicina, Dr. Armindo Ribeiro, veio ver-me informado dos episódios da madrugada, bem como do rush de dia anterior, e tomou decisões: tenho de passar a maior parte do tempo em repouso no leito, limitação drástica às visitas, não mais de duas horas de Internet por dia, aviso serio para limitar a recepção e/ou envio de mensagens escritas ou email, para já não falar em “proibição” de chamadas voz! Ordem – repouso, repouso, e mais repouso…
Segundo ele as minhas características sociais não me ajudam. Passo o tempo a pensar nos outros, a tentar resolver os problemas dos outros, a falar, e descuro-me pessoalmente. Segundo ele, tenho de inverter totalmente esta prioridade: primeiro eu, depois eu, em seguida eu, e então os outros. Isto se quero andar aqui, por este lindo planeta, mais uns anitos!
Desculpem se a partir de agora as coisas mudam, mas quando chegamos a este ponto, quase fim da linha, agarramos-nos a quem sabe disto, por já ter visto tantos casos de vida e morte, e seguimos os seus conselhos, desinteressados, sérios, prescientes.
Tenho-vos no coração, os mais próximos e mesmo os que se afastaram inexplicavelmente. Até qualquer dia. Depois do “falhanço” da operação ao cataterismo, do exame de Doppler, espero ansioso pela operação ao coração aberto. Os dias arrastam-se. E a mente humana pensa nos prós e nos contras. Afinal vão mexer no 2ºórgão mais delicado do corpo humano (só suplantado pelo cérebro). Desejem-me sorte, bem preciso dela. DEUS proteger- me-à.
O pior aconteceu hoje, dia 17 de Março. O 1º episódio recidivo aconteceu às 00.50 horas. Já estava deitado a dormir. Acordei com uma dor fortíssima no peito, falta de ar, transpiração abundante. Os mesmos sinais de dias 3 e 4 p.p. Toquei a campainha de emergência. O pessoal de enfermagem ocorreu de imediato, actuou com precisão e eficácia. Mediram-me a tensão arterial: 17 – 12. Chamaram o médico, Dr. José António Quiles (o "anjo-da-guarda" de dia 4) que conversou, tranquilizou e receitou dois comprimidos: um tranquilizante para dormir e um comprimido de nitro glicerina, conhecido popularmente por SOS, que se coloca por baixo da língua, para prevenir eventuais enfartes.
Ok, parecia estar tudo bem. Medicado e deitado.
2º episódio: 02.00 horas. Novo enfarte, mais forte que o anterior. As dores eram tão forte que sentei-me no chão (para quem conheça o quarto tem cama e duas cadeiras). Chamei, mais uma vez, de emergência o pessoal de enfermagem. Vieram rápido, ouviram a queixa que apresentei, ajudaram sentar-me na cama, mediram a tensão arterial duas vezes: 18 -13 da 1ª vez, e 13 – 9 da 2ª vez. Administraram-me os mesmos medicamentos prescritos pelo médico aquando do 1º episódio, ocorrido cerca de uma hora antes. Um comprimido para dormir e um nitro glicerina (SOS) para evitar novos ataques.
Dormi o resto da noite, mas acordei, ainda, com uma ligeira dor no peito, que dei conta à 1ª auxiliar que entrou no quarto. Mas não insisti na queixa, pois à medida que fazia a higiene pessoal matinal, nada de errado voltei a sentir.
O pessoal de enfermagem, bem como o Dr. José António Quiles, calculo que devam ter feito referência no relatório das ocorrências do turno da noite ao acontecido. Assim, O meu médico Assistente no piso de enfermagem de Medicina, Dr. Armindo Ribeiro, veio ver-me informado dos episódios da madrugada, bem como do rush de dia anterior, e tomou decisões: tenho de passar a maior parte do tempo em repouso no leito, limitação drástica às visitas, não mais de duas horas de Internet por dia, aviso serio para limitar a recepção e/ou envio de mensagens escritas ou email, para já não falar em “proibição” de chamadas voz! Ordem – repouso, repouso, e mais repouso…
Segundo ele as minhas características sociais não me ajudam. Passo o tempo a pensar nos outros, a tentar resolver os problemas dos outros, a falar, e descuro-me pessoalmente. Segundo ele, tenho de inverter totalmente esta prioridade: primeiro eu, depois eu, em seguida eu, e então os outros. Isto se quero andar aqui, por este lindo planeta, mais uns anitos!
Desculpem se a partir de agora as coisas mudam, mas quando chegamos a este ponto, quase fim da linha, agarramos-nos a quem sabe disto, por já ter visto tantos casos de vida e morte, e seguimos os seus conselhos, desinteressados, sérios, prescientes.
Tenho-vos no coração, os mais próximos e mesmo os que se afastaram inexplicavelmente. Até qualquer dia. Depois do “falhanço” da operação ao cataterismo, do exame de Doppler, espero ansioso pela operação ao coração aberto. Os dias arrastam-se. E a mente humana pensa nos prós e nos contras. Afinal vão mexer no 2ºórgão mais delicado do corpo humano (só suplantado pelo cérebro). Desejem-me sorte, bem preciso dela. DEUS proteger- me-à.
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| Recidiva de ataque cardíaco |
16 março 2011
Obrigado
Algumas frases/ citações que ajudam a enquadrarem o agradecimento às pessoas mencionadas, quiçá incompleto:
-Não vivemos como queremos, mas como podemos;
- Maldizemos a vida, mas tememos a morte;
- O mundo está cheio de pessoas que desde a infância nunca entraram por uma porta aberta com a mente aberta;
-Um homem de valor nunca é ingrato.
Vera Bernardo; Alice Bernardo; Maria Céu; Alexandre Gonçalves; Luís Gonçalves; José Coelho; Francisco Teixeira; Isa Coelho; Alzira Bordalo; Rita Bordalo; Ondina Bordalo; Lubélia Bordalo; Cláudio; Elsa Melo; José Melo.
Américo Jesus; Maria Jesus e Pias; Armando Ching; Timóteo Pfumo; Henrique Duarte.
António Espada; José Pinheiro; Mané Rangel; José Frederico; Sofia Santos; Ana Ribeiro; Liliana Filipa; Antónia Albardeiro; Cristina Moura; Rosa Dantas; Margarete Granja; Rosa M. Silva; Isabel Reis; Felizarda Barradas; Dulce Germano; Paula Delgado; Ana Rita; Luís Quintas.
Obrigado.
-Não vivemos como queremos, mas como podemos;
- Maldizemos a vida, mas tememos a morte;
- O mundo está cheio de pessoas que desde a infância nunca entraram por uma porta aberta com a mente aberta;
-Um homem de valor nunca é ingrato.
Vera Bernardo; Alice Bernardo; Maria Céu; Alexandre Gonçalves; Luís Gonçalves; José Coelho; Francisco Teixeira; Isa Coelho; Alzira Bordalo; Rita Bordalo; Ondina Bordalo; Lubélia Bordalo; Cláudio; Elsa Melo; José Melo.
Américo Jesus; Maria Jesus e Pias; Armando Ching; Timóteo Pfumo; Henrique Duarte.
António Espada; José Pinheiro; Mané Rangel; José Frederico; Sofia Santos; Ana Ribeiro; Liliana Filipa; Antónia Albardeiro; Cristina Moura; Rosa Dantas; Margarete Granja; Rosa M. Silva; Isabel Reis; Felizarda Barradas; Dulce Germano; Paula Delgado; Ana Rita; Luís Quintas.
Obrigado.
15 março 2011
Doença Coronária com Bipolar
A vida é assim mesmo. Até um dia sentimo-nos bem. Fazemos as nossas caminhadas, abstemo-nos das bebidas brancas, e mesmo o álcool resumia-se às principais refeições e moderado, já se tinha cortado com o açúcar e com o sal. A comida desde há dois anos eram grelhados, cozidos, assados no forno. Nada de enlatados. Verduras, hortaliças, sopas, batatas, massas, arroz, fruta, carnes brancas (frango, peru, pato), borrego e porco magro. Fritos só de vez em quando, idem para os doces.Não obstante estes cuidados, que reputo de alimentação cuidada, tenho colesterol, diabetes.
Fumava, é verdade, mas acabou-se! O problema está no stress laboral e familiar!
Por volta de meados de Fevereiro comecei a sentir-me mal, cansava-me com extrema facilidade. Para dar uma ideia, uma simples caminhada de 100 metros deixava-me completamente exausto, com falta de ar, a transpirar abundantemente. Arrastava os pés ao caminhar. Cheguei a sentar-me em qualquer lado, dado o pânico que sentia – num muro, até no lancil das estradas.
Depois vieram as pontadas agudas nas costas. Pareciam punhais a espetar-me. Onde estivesse parava, não me mexia, e até tinha medo de respirar tal a sensação de desconforto e de que se enchesse o peito de ar, o coração rebentaria.
Apesar da doença absoluta e permanentemente incapacitante para o trabalho, o sentido de honra profissional levou-me a que fizesse as matrizes, tabela de cotações, e corrigisse, pontuasse e classificasse duas turmas de História, com 26 e 22 alunos, e cada teste tinha 20 questões. Corrigi ainda os testes de Português de Expressão Escrita e de Compreensão Oral de 26 alunos. Após isso, há que fazer o lançamento em grelhas Excel apropriadas. Horas e horas que só quem é da arte sabe o que custam… E não são contabilizadas nas 35 horas semanais da F.P. nem tão pouco pagas como extraordinárias, ou compensadas seja lá de que maneira pensarem.
Por fim chegou a fase aguda, insuportável. As dores no peito, enormes, indescritíveis, sufocantes, que se estendiam por todo o tronco e braços. 20 minutos de terror.
Tive um enfarte no dia 3 de Março, de manhã. Como estava em pânico consegui chamar a minha filha que me trouxe às Urgências do H.L.A. por volta das 11 horas. Fui visto na triagem e mais tarde por uma médica que me disse que o meu mal era tabaco! Atendeu-me, sem se levantar, aí uns 120 segundos. Não mediu a tensão arterial, não auscultou. Disse com base em observação ocular à distância: o seu mal é tabaco! Passe bem, boa tarde. Eram 14.30 horas. Fui para casa “descansadíssimo”…
Dia 4 de Março dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”O Sr. Director ofereceu-se para me trazer ao hospital. Acabou por ser a minha filha a transportar-me do meu local de trabalho ao hospital. Consequência: como não vim de ambulância, apesar do enfarte, estive das 15 horas até às 19 horas para ser visto por um médico. Felizmente que o médico acreditou no que lhe disse (homem calmo, ponderado, africano), e mandou de imediato fazer uma serie de exames. Às 21 h. chamou-me e disse-me que precisava de conferenciar com outros colegas de Medicina Interna. Esperei mais uma vez na sala de espera. Fui chamado por um médico de ascendência do Leste, que analisou os resultados e remeteu a resolução para um 3º médico, espanhol, conciso, sisudo, proficiente, que mandou repetir todos os exames iniciais que efectuara. São 24 h. quando este competente médico, Dr. José António Quiles, me diz de forma directa, desassombrada, olhos nos olhos, que tinha tido dois enfartes do miocárdio agudos, um na 5ª e outro na 6ª feira, e se queria viver tinha de ficar internado de imediato na Urgência – SO. Dei entrada às 00.15 h. de dia 5 de Março. Ainda estou internado no H.L.A.
Comprimidos já tomei centenas. “Picas” para recolha de sangue dezenas. Estou monitorizado de hora a hora, é para a glicemia, para a hipertensão, para a “espessura” do sangue, para o colesterol, sei lá que mais…
Dia 9 de Março fui levado de ambulância ao Hospital Santa Maria em Lisboa, para fazer um cataterismo. O acto médico correu bem, embora me tenha doido imenso a injecção das linhas guias e do líquido contrastante. O pior foi as notícias na sala de recobro após o cataterismo: tenho de fazer uma operação de coração aberto, com corte do esterno, para desobstruir três artérias entupidas e rectificar a aorta superior. Então é assim, explicado pelo médico que me fez o cataterismo : uma artéria está obstruída a 100%; uma segunda a 92%; a terceira acima dos 50%; a quarta está limpa, desimpedida. Isto é, a função de grande e de pequena circulação do sangue, no meu caso, faz-se por uns meros 40% de capacidade necessária. Quanto a mexer na artéria aorta o caso ainda é mais bicudo. O médico limitou-se a dizer que vai correr tudo bem. Ah já me esquecia de dizer que vão fazer-me uns by-passes com veias tiradas dos pés.
Aguado a data da operação. A espera é angustiante. Estou na ala de enfermaria de Medicina A.
Sei que vou ser injusto, mas peço desculpa antecipada, porque não sei ou não me lembro dos nomes de todos os que me protegeram, trataram, cuidaram. Ainda assim aqui deixo registo de alguns: Drs. Sousa e Costa, Pedro Marques, Armindo Ribeiro, Rui Costa, J. Paulo Caixinha, e Dras. Susana Feitas, e Sofia Silva. Agradeço ainda o apoio dos Drs. Loução, João Campos, e Edgar.
E que dizer nos inúmeros profissionais de enfermagem (excelentes) que comigo interagiram? Só tenho uma expressão: muito obrigado, “kanimambo”, extensivo ao pessoal auxiliar de vários serviços.
Fumava, é verdade, mas acabou-se! O problema está no stress laboral e familiar!
Por volta de meados de Fevereiro comecei a sentir-me mal, cansava-me com extrema facilidade. Para dar uma ideia, uma simples caminhada de 100 metros deixava-me completamente exausto, com falta de ar, a transpirar abundantemente. Arrastava os pés ao caminhar. Cheguei a sentar-me em qualquer lado, dado o pânico que sentia – num muro, até no lancil das estradas.
Depois vieram as pontadas agudas nas costas. Pareciam punhais a espetar-me. Onde estivesse parava, não me mexia, e até tinha medo de respirar tal a sensação de desconforto e de que se enchesse o peito de ar, o coração rebentaria.
Apesar da doença absoluta e permanentemente incapacitante para o trabalho, o sentido de honra profissional levou-me a que fizesse as matrizes, tabela de cotações, e corrigisse, pontuasse e classificasse duas turmas de História, com 26 e 22 alunos, e cada teste tinha 20 questões. Corrigi ainda os testes de Português de Expressão Escrita e de Compreensão Oral de 26 alunos. Após isso, há que fazer o lançamento em grelhas Excel apropriadas. Horas e horas que só quem é da arte sabe o que custam… E não são contabilizadas nas 35 horas semanais da F.P. nem tão pouco pagas como extraordinárias, ou compensadas seja lá de que maneira pensarem.
Por fim chegou a fase aguda, insuportável. As dores no peito, enormes, indescritíveis, sufocantes, que se estendiam por todo o tronco e braços. 20 minutos de terror.
Tive um enfarte no dia 3 de Março, de manhã. Como estava em pânico consegui chamar a minha filha que me trouxe às Urgências do H.L.A. por volta das 11 horas. Fui visto na triagem e mais tarde por uma médica que me disse que o meu mal era tabaco! Atendeu-me, sem se levantar, aí uns 120 segundos. Não mediu a tensão arterial, não auscultou. Disse com base em observação ocular à distância: o seu mal é tabaco! Passe bem, boa tarde. Eram 14.30 horas. Fui para casa “descansadíssimo”…
Dia 4 de Março dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”O Sr. Director ofereceu-se para me trazer ao hospital. Acabou por ser a minha filha a transportar-me do meu local de trabalho ao hospital. Consequência: como não vim de ambulância, apesar do enfarte, estive das 15 horas até às 19 horas para ser visto por um médico. Felizmente que o médico acreditou no que lhe disse (homem calmo, ponderado, africano), e mandou de imediato fazer uma serie de exames. Às 21 h. chamou-me e disse-me que precisava de conferenciar com outros colegas de Medicina Interna. Esperei mais uma vez na sala de espera. Fui chamado por um médico de ascendência do Leste, que analisou os resultados e remeteu a resolução para um 3º médico, espanhol, conciso, sisudo, proficiente, que mandou repetir todos os exames iniciais que efectuara. São 24 h. quando este competente médico, Dr. José António Quiles, me diz de forma directa, desassombrada, olhos nos olhos, que tinha tido dois enfartes do miocárdio agudos, um na 5ª e outro na 6ª feira, e se queria viver tinha de ficar internado de imediato na Urgência – SO. Dei entrada às 00.15 h. de dia 5 de Março. Ainda estou internado no H.L.A.
Comprimidos já tomei centenas. “Picas” para recolha de sangue dezenas. Estou monitorizado de hora a hora, é para a glicemia, para a hipertensão, para a “espessura” do sangue, para o colesterol, sei lá que mais…
Dia 9 de Março fui levado de ambulância ao Hospital Santa Maria em Lisboa, para fazer um cataterismo. O acto médico correu bem, embora me tenha doido imenso a injecção das linhas guias e do líquido contrastante. O pior foi as notícias na sala de recobro após o cataterismo: tenho de fazer uma operação de coração aberto, com corte do esterno, para desobstruir três artérias entupidas e rectificar a aorta superior. Então é assim, explicado pelo médico que me fez o cataterismo : uma artéria está obstruída a 100%; uma segunda a 92%; a terceira acima dos 50%; a quarta está limpa, desimpedida. Isto é, a função de grande e de pequena circulação do sangue, no meu caso, faz-se por uns meros 40% de capacidade necessária. Quanto a mexer na artéria aorta o caso ainda é mais bicudo. O médico limitou-se a dizer que vai correr tudo bem. Ah já me esquecia de dizer que vão fazer-me uns by-passes com veias tiradas dos pés.
Aguado a data da operação. A espera é angustiante. Estou na ala de enfermaria de Medicina A.
Sei que vou ser injusto, mas peço desculpa antecipada, porque não sei ou não me lembro dos nomes de todos os que me protegeram, trataram, cuidaram. Ainda assim aqui deixo registo de alguns: Drs. Sousa e Costa, Pedro Marques, Armindo Ribeiro, Rui Costa, J. Paulo Caixinha, e Dras. Susana Feitas, e Sofia Silva. Agradeço ainda o apoio dos Drs. Loução, João Campos, e Edgar.
E que dizer nos inúmeros profissionais de enfermagem (excelentes) que comigo interagiram? Só tenho uma expressão: muito obrigado, “kanimambo”, extensivo ao pessoal auxiliar de vários serviços.
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| Hospital do Litoral Alentejano |
Desde meados de Fevereiro
Infarto agudo do miocárdio (IAM) ou enfarte agudo do miocárdio (EAM), popularmente e erroneamente conhecido como ataque cardíaco (um erro popular na interpretação do termo médico taquicardia), é um processo de necrose (morte do tecido) de parte do músculo cardíaco por falta de aporte adequado de nutrientes e oxigénio.
É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronário de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.
A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de aporte sanguíneo) no músculo cardíaco, por oclusão de uma artéria coronária. A oclusão se dá em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente comprometida por aterosclerose causando estreitamentos luminais de dimensões variadas.
O diagnóstico definitivo de um enfarto depende da demonstração da morte celular. Este diagnóstico é feito de maneira indirecta, por sintomas que a pessoa sente, por sinais de surgem em seu corpo, por alterações em um electrocardiograma e por alterações de certas substâncias (marcadores de lesão miocárdica) no sangue.
O tratamento busca diminuir o tamanho do enfarto e reduzir as complicações pós enfarto. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária e cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando a localização e tamanho podem ser afectadas, e resposta de cada pessoa ao enfarto ser particular.
O grau de disfunção ventricular esquerda é um dos factores de risco mais importantes na sobrevida pós IAM. Cerca de 30% a 50% dos pacientes apresentam sinais de dilatação ventricular, dependendo do local e extensão do enfarto, da perviabilidade ou não da artéria ocluída, da intensidade da circulação colateral e dos factores que aumentam a tensão ventricular.
A remodelação começa dentro de horas e continua por vários meses, mesmo após a cicatrização histológica da área enfartada, a qual dura de seis semanas a seis meses.
Os factores de risco para enfarto agudo do miocárdio estão associados a arteriosclerose ou doença coronariana. Os factores de risco podem ser divididos em dois grupos:
• Factores que podem ser mudados ou controlados:
o Colesterol alto
o Hipertensão arterial
o Tabagismo
o Excesso de peso
o Sedentarismo
o Diabetes Mellitus
o Apneia do sono - aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias e enfarto.
• Fatores que não podem ser mudados
o Idade
- História familiar ou predisposição genética
• O sintoma mais importante e típico do IAM é a dor ou desconforto intenso retroesternal (atrás do osso esterno) que é muitas vezes referida como aperto, opressão, peso ou queimação, podendo irradiar-se para pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso.
• Frequentemente esses sintomas são acompanhados por náuseas, vómitos, sudorese, palidez e sensação de morte iminente. A duração é caracteristicamente superior a 20 minutos. Dor com as características típicas, mas com duração inferior a 20 minutos sugere angina do peito, onde ainda não ocorreu a morte do músculo cardíaco.
• Podem, no entretanto, ocorrer outras doenças decorrentes do enfarto. São as chamadas complicações pós enfarto.
• Sua gravidade se encontra dentro de uma faixa bem ampla de possibilidades, desde a morte súbita ou incapacidade permanente, até a ausência total de consequências para a vida futura do enfartado.
São complicações possíveis:
• Arritmias cardíacas
• Distúrbios de condução ou bloqueios
• Insuficiência cardíaca
• Disfunções das válvulas cardíacas
• Aneurisma cardíaco
• Ruptura cardíaca, seja do septo interventricular, seja da parede externa do coração
• Pericardiopatias
• Tromboembolia pulmonar
• Tromboembolia sistêmica
• Choque cardiogênico
O meu muito obrigado a todas as equipas médicas, de enfermagem e de auxiliares do Hospital do Litoral Alentejano, que me tem socorrido desde 4 de Março corrente. Quando temos a vida por um fio, damos valor a esses profissionais abnegados como nunca o tinhamos pensado antes.
Os meus agradecimentos sinceros a todos os que me tem visitado, telefonado ou enviado mensagens. Bem hajam!
É causado pela redução do fluxo sanguíneo coronário de magnitude e duração suficiente para não ser compensado pelas reservas orgânicas.
A causa habitual da morte celular é uma isquemia (deficiência de aporte sanguíneo) no músculo cardíaco, por oclusão de uma artéria coronária. A oclusão se dá em geral pela formação de um coágulo sobre uma área previamente comprometida por aterosclerose causando estreitamentos luminais de dimensões variadas.
O diagnóstico definitivo de um enfarto depende da demonstração da morte celular. Este diagnóstico é feito de maneira indirecta, por sintomas que a pessoa sente, por sinais de surgem em seu corpo, por alterações em um electrocardiograma e por alterações de certas substâncias (marcadores de lesão miocárdica) no sangue.
O tratamento busca diminuir o tamanho do enfarto e reduzir as complicações pós enfarto. Envolve cuidados gerais como repouso, monitorização intensiva da evolução da doença, uso de medicações e procedimentos chamados invasivos, como angioplastia coronária e cirurgia cardíaca. O tratamento é diferente conforme a pessoa, já que áreas diferentes quando a localização e tamanho podem ser afectadas, e resposta de cada pessoa ao enfarto ser particular.
O grau de disfunção ventricular esquerda é um dos factores de risco mais importantes na sobrevida pós IAM. Cerca de 30% a 50% dos pacientes apresentam sinais de dilatação ventricular, dependendo do local e extensão do enfarto, da perviabilidade ou não da artéria ocluída, da intensidade da circulação colateral e dos factores que aumentam a tensão ventricular.
A remodelação começa dentro de horas e continua por vários meses, mesmo após a cicatrização histológica da área enfartada, a qual dura de seis semanas a seis meses.
Os factores de risco para enfarto agudo do miocárdio estão associados a arteriosclerose ou doença coronariana. Os factores de risco podem ser divididos em dois grupos:
• Factores que podem ser mudados ou controlados:
o Colesterol alto
o Hipertensão arterial
o Tabagismo
o Excesso de peso
o Sedentarismo
o Diabetes Mellitus
o Apneia do sono - aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias e enfarto.
• Fatores que não podem ser mudados
o Idade
- História familiar ou predisposição genética
• O sintoma mais importante e típico do IAM é a dor ou desconforto intenso retroesternal (atrás do osso esterno) que é muitas vezes referida como aperto, opressão, peso ou queimação, podendo irradiar-se para pescoço, mandíbula, membros superiores e dorso.
• Frequentemente esses sintomas são acompanhados por náuseas, vómitos, sudorese, palidez e sensação de morte iminente. A duração é caracteristicamente superior a 20 minutos. Dor com as características típicas, mas com duração inferior a 20 minutos sugere angina do peito, onde ainda não ocorreu a morte do músculo cardíaco.
• Podem, no entretanto, ocorrer outras doenças decorrentes do enfarto. São as chamadas complicações pós enfarto.
• Sua gravidade se encontra dentro de uma faixa bem ampla de possibilidades, desde a morte súbita ou incapacidade permanente, até a ausência total de consequências para a vida futura do enfartado.
São complicações possíveis:
• Arritmias cardíacas
• Distúrbios de condução ou bloqueios
• Insuficiência cardíaca
• Disfunções das válvulas cardíacas
• Aneurisma cardíaco
• Ruptura cardíaca, seja do septo interventricular, seja da parede externa do coração
• Pericardiopatias
• Tromboembolia pulmonar
• Tromboembolia sistêmica
• Choque cardiogênico
O meu muito obrigado a todas as equipas médicas, de enfermagem e de auxiliares do Hospital do Litoral Alentejano, que me tem socorrido desde 4 de Março corrente. Quando temos a vida por um fio, damos valor a esses profissionais abnegados como nunca o tinhamos pensado antes.
Os meus agradecimentos sinceros a todos os que me tem visitado, telefonado ou enviado mensagens. Bem hajam!
03 março 2011
27 fevereiro 2011
24 fevereiro 2011
22 fevereiro 2011
Alemanha e as lições da história
Há 65 anos a Alemanha era uma ruína e, graças a ela, a Europa também. Admiramo-nos como os alemães se reergueram mas esquecemos que o fizeram, e bem, com ajuda externa. Ajuda de quem vira muitos dos seus compatriotas perder a vida para libertar a Europa da loucura nazi.
Não terão sido poucos a perguntar: porque raio havemos nós de os ajudar quando por o estado em que estão apenas os próprios podem ser responsabilizados? Quando, para além da sua própria destruição, são responsáveis pelo terror, o genocídio e a destruição de tantos países? A resposta era simples: era a única forma de garantir a paz na Europa e, já agora, era útil ao crescimento económico de todo o Ocidente. O mundo fechou os olhos à vingança, respirou fundo e ajudou a Alemanha a voltar a ser uma potência. A generosidade voltou a sentir-se na reunificação alemã, que a Europa transformou numa prioridade de todos, e no assentimento do alargamento a leste.
Chegámos à crise do euro. Os países periféricos estão a sofrer sem terem atacado ninguém. Limitaram-se a estar mais expostos aos ataques a uma moeda criada à imagem e semelhança do marco (e que em muito pouco lhes tem sido útil). Não cumpriram demasiadas vezes os critérios orçamentais impostos, mais uma vez, pela Alemanha? Sim, assim como a Alemanha não os cumpriu em diversos momentos sem que isso então lhes parecesse um crime de lesa Europa.
À pergunta de tantos alemães - porque havemos de pagar a desgraça dos outros? - podem encontrar a resposta na sua própria história: porque sem isso a Alemanha não poderá contar com o crescimento que tem tido - muito à custa de um mercado aberto e de uma moeda que eles próprios desenharam. Porque sem a Europa estarão condenados a ser apenas mais uma Nação demasiado pequena e confortável para resistir à avalanche do Oriente.
Felizmente a Europa e os EUA tiveram líderes capazes de resistir ao egoísmo e à arrogância do vencedor. Ou a Alemanha os encontra ou, mais tarde ou mais cedo, o projecto europeu e o euro morrem por implosão. E nessas mortes o maior perdedor será a própria Alemanha. Porque ela foi o seu mais evidente beneficiário.
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
Não terão sido poucos a perguntar: porque raio havemos nós de os ajudar quando por o estado em que estão apenas os próprios podem ser responsabilizados? Quando, para além da sua própria destruição, são responsáveis pelo terror, o genocídio e a destruição de tantos países? A resposta era simples: era a única forma de garantir a paz na Europa e, já agora, era útil ao crescimento económico de todo o Ocidente. O mundo fechou os olhos à vingança, respirou fundo e ajudou a Alemanha a voltar a ser uma potência. A generosidade voltou a sentir-se na reunificação alemã, que a Europa transformou numa prioridade de todos, e no assentimento do alargamento a leste.
Chegámos à crise do euro. Os países periféricos estão a sofrer sem terem atacado ninguém. Limitaram-se a estar mais expostos aos ataques a uma moeda criada à imagem e semelhança do marco (e que em muito pouco lhes tem sido útil). Não cumpriram demasiadas vezes os critérios orçamentais impostos, mais uma vez, pela Alemanha? Sim, assim como a Alemanha não os cumpriu em diversos momentos sem que isso então lhes parecesse um crime de lesa Europa.
À pergunta de tantos alemães - porque havemos de pagar a desgraça dos outros? - podem encontrar a resposta na sua própria história: porque sem isso a Alemanha não poderá contar com o crescimento que tem tido - muito à custa de um mercado aberto e de uma moeda que eles próprios desenharam. Porque sem a Europa estarão condenados a ser apenas mais uma Nação demasiado pequena e confortável para resistir à avalanche do Oriente.
Felizmente a Europa e os EUA tiveram líderes capazes de resistir ao egoísmo e à arrogância do vencedor. Ou a Alemanha os encontra ou, mais tarde ou mais cedo, o projecto europeu e o euro morrem por implosão. E nessas mortes o maior perdedor será a própria Alemanha. Porque ela foi o seu mais evidente beneficiário.
Daniel Oliveira (www.expresso.pt)
Alemanha - Portugal
A notícia de que a Alemanha poderá vir a recusar a compra de dívida pelo mecanismo de ajuda europeu surge na pior altura possível para Portugal. Os juros da dívida portuguesa continuam acima de sete por cento no mercado secundário e há cada vez mais rumores de que o país venha a pedir ajuda até Abril.
Coligação de Merkel recusa compra de dívida pelo fundo europeu - Economia - PUBLICO.PT
http://economia.publico.pt/Noticia/coligacao-de-merkel-recusa-compra-de-divida-pelo-fundo-europeu_1481591
Coligação de Merkel recusa compra de dívida pelo fundo europeu - Economia - PUBLICO.PT
http://economia.publico.pt/Noticia/coligacao-de-merkel-recusa-compra-de-divida-pelo-fundo-europeu_1481591
Palíndromo e Tautologia
Sabe o que é um Palíndromo?
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAÍRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
E já agora, sabe o que é Tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ' subir para cima ' ou o ' descer para baixo ‘. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
- eu pessoalmente
Um palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos: OVO, OSSO, RADAR. O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores palíndromos da língua de Camões...
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAÍRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
E já agora, sabe o que é Tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios, e erros, mais comuns de linguagem. Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso ' subir para cima ' ou o ' descer para baixo ‘. Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
- eu pessoalmente
21 fevereiro 2011
20 fevereiro 2011
Triste sina…
Hoje acordei a pensar nisto! Nas causas desta triste situação em que vivemos, sem perspectivas de melhoria, antes pelo contrário, e nada parece possível fazer-se para inverter a actual tendência de descida vertiginosa da nossa economia.
Todos conhecemos as razões, escusado será citá-las, fazendo o rol das asneiras feitas desde que Portugal deixou de ter colónias para se juntar à Europa, na mira de se integrar num clube de ricos. Mas os ricos sabiam com quem estavam a lidar, com pobretanas ansiosos por virar ricos de um dia para o outro, regra que se aplica a quase todos e aos governantes pilha-galinhas em particular. Com pessoas ansiosas por um consumo de países ricos, com a América como paradigma, mas com uma economia fraca e já sem mercado (colónias) para onde escoar as suas mercadorias.
A Europa recebeu Portugal e outros países indigentes de bom grado, sabendo perfeitamente qual a sua situação. Tratou logo de aplicar o modelo colonial "chapa 4" a países como Portugal e seus colegas PIGS. A Europa pagou para afundar ainda mais a pobre economia portuguesa, incentivando os portugueses a não trabalhar. A Europa pagou para que se destruísse a agricultura, a pesca e as indústrias concorrentes e houve um período de «venha-a-nós» no qual os chicos-espertos aproveitaram para se encher, e o consumo disparou muito à custa de uma maior abertura do crédito ao consumo e para aquisição de casas e automóveis. Isto permitiu a ascensão de grupos virados para o consumo, centros comerciais com fartura que rebentaram com os pequenos comerciantes e alguma classe média suportada por estes.
Para ajudar à festa, a invasão chinesa acabou com o resto que havia de fabriquetas de peles, de bordados, de vidros, de artesanato, tapetes, etc. Os sectores primário e secundário da economia (os que produzem riqueza verdadeiramente) ficaram reduzidos a ZERO.
As únicas empresas a dar lucros em Portugal, ainda à custa do resto que ficou, alguns vinhos e azeitonas e pouco mais, são os serviços como energia, telecomunicações, bancos, saúde, seguros, etc. e os grandes grupos virados para o consumo. E estes exploram o consumidor o quanto podem, acorbetados pelo poder.
Portugal não tem saída se continuar a acreditar no Pai Natal. A Europa olha para Portugal como uma sua colónia para onde vende BMW's e TGV's aos corruptos que esmifram o povo até ao tutano. De tal modo que os ordenados da grande maioria em Portugal já estão ao nível dos ordenados dos chineses e em breve chegarão aos de Burkina Fasso, mas há «gestores» a ganhar mais que os seus congéneres americanos.
Hora Absurda: Portugal e Burkina Fasso, por Henrique Sousa
Todos conhecemos as razões, escusado será citá-las, fazendo o rol das asneiras feitas desde que Portugal deixou de ter colónias para se juntar à Europa, na mira de se integrar num clube de ricos. Mas os ricos sabiam com quem estavam a lidar, com pobretanas ansiosos por virar ricos de um dia para o outro, regra que se aplica a quase todos e aos governantes pilha-galinhas em particular. Com pessoas ansiosas por um consumo de países ricos, com a América como paradigma, mas com uma economia fraca e já sem mercado (colónias) para onde escoar as suas mercadorias.
A Europa recebeu Portugal e outros países indigentes de bom grado, sabendo perfeitamente qual a sua situação. Tratou logo de aplicar o modelo colonial "chapa 4" a países como Portugal e seus colegas PIGS. A Europa pagou para afundar ainda mais a pobre economia portuguesa, incentivando os portugueses a não trabalhar. A Europa pagou para que se destruísse a agricultura, a pesca e as indústrias concorrentes e houve um período de «venha-a-nós» no qual os chicos-espertos aproveitaram para se encher, e o consumo disparou muito à custa de uma maior abertura do crédito ao consumo e para aquisição de casas e automóveis. Isto permitiu a ascensão de grupos virados para o consumo, centros comerciais com fartura que rebentaram com os pequenos comerciantes e alguma classe média suportada por estes.
Para ajudar à festa, a invasão chinesa acabou com o resto que havia de fabriquetas de peles, de bordados, de vidros, de artesanato, tapetes, etc. Os sectores primário e secundário da economia (os que produzem riqueza verdadeiramente) ficaram reduzidos a ZERO.
As únicas empresas a dar lucros em Portugal, ainda à custa do resto que ficou, alguns vinhos e azeitonas e pouco mais, são os serviços como energia, telecomunicações, bancos, saúde, seguros, etc. e os grandes grupos virados para o consumo. E estes exploram o consumidor o quanto podem, acorbetados pelo poder.
Portugal não tem saída se continuar a acreditar no Pai Natal. A Europa olha para Portugal como uma sua colónia para onde vende BMW's e TGV's aos corruptos que esmifram o povo até ao tutano. De tal modo que os ordenados da grande maioria em Portugal já estão ao nível dos ordenados dos chineses e em breve chegarão aos de Burkina Fasso, mas há «gestores» a ganhar mais que os seus congéneres americanos.
Hora Absurda: Portugal e Burkina Fasso, por Henrique Sousa
O copo meio cheio… ou meio vazio
O INE (Instituto Nacional de Estatística) apresentou quarta-feira, 16/ 2, uma taxa de desemprego recorde, que ultrapassou os 11 por cento no quarto trimestre de 2010.
A 18/ 2, são revelados os números do IEFP relativos a Janeiro deste ano e que apontam para uma ligeira diminuição do número de inscritos nos centros de emprego (0,5%).
Confusos? Estamos a falar do mesmo país e do mesmo período de tempo? Estamos.
Então porque é que os números baixam?
Porque… os centros de emprego, depois de passar o tempo em que o desempregado tem direito ao Subsídio de Desemprego, começam a enviar uns postais... de 2 em 2 meses... dizendo algo semelhante a isto: lamentamos mas ainda não conseguimos arranjar-lhe emprego. Quer continuar inscrito? Tem...10 dias para responder.
Se não se responder, sai-se da lista de Inscritos nos Centros de Emprego.
Perceberam…
A 18/ 2, são revelados os números do IEFP relativos a Janeiro deste ano e que apontam para uma ligeira diminuição do número de inscritos nos centros de emprego (0,5%).
Confusos? Estamos a falar do mesmo país e do mesmo período de tempo? Estamos.
Então porque é que os números baixam?
Porque… os centros de emprego, depois de passar o tempo em que o desempregado tem direito ao Subsídio de Desemprego, começam a enviar uns postais... de 2 em 2 meses... dizendo algo semelhante a isto: lamentamos mas ainda não conseguimos arranjar-lhe emprego. Quer continuar inscrito? Tem...10 dias para responder.
Se não se responder, sai-se da lista de Inscritos nos Centros de Emprego.
Perceberam…
19 fevereiro 2011
18 fevereiro 2011
Portugal será resgatado
O cenário de que Portugal vai pedir ajuda ganhou força em Bruxelas, noticia a agência Reuters, que antecipa uma intervenção em Abril.
"Portugal está a afundar. Não será capaz de se aguentar após o final de Março", afirmou fonte europeia à Reuters. "Os mercados financeiros já se tinham dado conta da situação, mas agora a situação já foi também assimilada pelos ministros das Finanças europeus", acrescentou.
Margarida Vaqueiro Lopes
"Portugal está a afundar. Não será capaz de se aguentar após o final de Março", afirmou fonte europeia à Reuters. "Os mercados financeiros já se tinham dado conta da situação, mas agora a situação já foi também assimilada pelos ministros das Finanças europeus", acrescentou.
Margarida Vaqueiro Lopes
16 fevereiro 2011
Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV).
Exmos(as) Senhores(as)
A Universidade Aberta tem abertas candidaturas / inscrições, durante o mês de fevereiro, para várias ações de formação integradas em diversificados Programas no âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV).
Se considerarem esta informação de interesse para as comunidades, solicitamos a vossa cooperação para que se possa proceder à divulgação que considerarem mais adequada.
Em anexo, encontrarão o cartaz de divulgação - fevereiro 2011, em formato digital.
Mais informações estão disponíveis em http://www.uab.pt/web/guest/estudar-na-uab/oferta-pedagogica/alv
Grata por toda a atenção e com os melhores cumprimentos
Joana Correia
Coordenadora do CLA da UAb em Grândola
Centro Local de Aprendizagem de Grândola
Avenida António Inácio da Cruz, 1
7570-185 Grândola
Telefone: 269 456 122
Telemóvel: 915 676 348
E-mail: cla_gran@univ-ab.pt
Url: www.univ-ab.pt
Horário de funcionamento:
segunda-feira a quinta-feira, das 17h30 às 19h30
sexta-feira, das 16h30 às 19h30
A Universidade Aberta tem abertas candidaturas / inscrições, durante o mês de fevereiro, para várias ações de formação integradas em diversificados Programas no âmbito da Aprendizagem ao Longo da Vida (ALV).
Se considerarem esta informação de interesse para as comunidades, solicitamos a vossa cooperação para que se possa proceder à divulgação que considerarem mais adequada.
Em anexo, encontrarão o cartaz de divulgação - fevereiro 2011, em formato digital.
Mais informações estão disponíveis em http://www.uab.pt/web/guest/estudar-na-uab/oferta-pedagogica/alv
Grata por toda a atenção e com os melhores cumprimentos
Joana Correia
Coordenadora do CLA da UAb em Grândola
Centro Local de Aprendizagem de Grândola
Avenida António Inácio da Cruz, 1
7570-185 Grândola
Telefone: 269 456 122
Telemóvel: 915 676 348
E-mail: cla_gran@univ-ab.pt
Url: www.univ-ab.pt
Horário de funcionamento:
segunda-feira a quinta-feira, das 17h30 às 19h30
sexta-feira, das 16h30 às 19h30
Declínio demográfico e social
A Revista Única deste fim-de-semana publica um artigo “Portugal, um país em declínio demográfico e social”, que chama a atenção para o impacto da dimensão do desemprego jovem no fenómeno do declínio demográfico.
Para além do debate recorrente que é feito sobre o envelhecimento da população - em que sobressai a redução da natalidade e o aumento da esperança de vida - sobre a sustentabilidade da segurança social - com um cada vez maior número de reformados para um cada vez menor número de activos - ou sobre a capacidade de o sistema de saúde dar resposta ao aumento da esperança de vida, o professor Mário Leston Bandeira (professor do ISCTE que está envolvido num projecto de investigação sobre o envelhecimento em Portugal) chama a atenção para um outro fenómeno, mais recente, que é em seu entender responsável pelo declínio demográfico e social em Portugal.
Segundo o Professor, o nosso declínio demográfico tem a ver com a incapacidade de o país criar empregos e dar oportunidades aos mais jovens. “O nosso declínio demográfico é menos o problema do envelhecimento e mais o problema do desemprego. O que quer dizer que é também declínio social, devido ao elevado desemprego juvenil e à idade com que os jovens conseguem o primeiro emprego.” Com efeito, sem emprego e estabilidade, os jovens são obrigados a adiar a sua independência económica e financeira e a adiar o início de um novo ciclo de vida que passa por casar e constituir uma família. Muitos deles são forçados a construir o seu futuro fora de Portugal, levando consigo a força, a energia e a criatividade que tanta falta faz para rejuvenescermos a nossa sociedade e ganharmos competitividade para a nossa economia. Levam consigo a esperança na qual o país investiu, que outros saberão aproveitar.
Se o desemprego é um grande flagelo, a fuga de jovens para o estrangeiro é uma tragédia nacional. No imediato podemos não sentir os seus efeitos, preocupados que andamos com a crise financeira, mas no médio e longo prazo será muito duro. Ver longe tem sido um défice crónico nacional...
Margarida Corrêa de Aguiar
Para além do debate recorrente que é feito sobre o envelhecimento da população - em que sobressai a redução da natalidade e o aumento da esperança de vida - sobre a sustentabilidade da segurança social - com um cada vez maior número de reformados para um cada vez menor número de activos - ou sobre a capacidade de o sistema de saúde dar resposta ao aumento da esperança de vida, o professor Mário Leston Bandeira (professor do ISCTE que está envolvido num projecto de investigação sobre o envelhecimento em Portugal) chama a atenção para um outro fenómeno, mais recente, que é em seu entender responsável pelo declínio demográfico e social em Portugal.
Segundo o Professor, o nosso declínio demográfico tem a ver com a incapacidade de o país criar empregos e dar oportunidades aos mais jovens. “O nosso declínio demográfico é menos o problema do envelhecimento e mais o problema do desemprego. O que quer dizer que é também declínio social, devido ao elevado desemprego juvenil e à idade com que os jovens conseguem o primeiro emprego.” Com efeito, sem emprego e estabilidade, os jovens são obrigados a adiar a sua independência económica e financeira e a adiar o início de um novo ciclo de vida que passa por casar e constituir uma família. Muitos deles são forçados a construir o seu futuro fora de Portugal, levando consigo a força, a energia e a criatividade que tanta falta faz para rejuvenescermos a nossa sociedade e ganharmos competitividade para a nossa economia. Levam consigo a esperança na qual o país investiu, que outros saberão aproveitar.
Se o desemprego é um grande flagelo, a fuga de jovens para o estrangeiro é uma tragédia nacional. No imediato podemos não sentir os seus efeitos, preocupados que andamos com a crise financeira, mas no médio e longo prazo será muito duro. Ver longe tem sido um défice crónico nacional...
Margarida Corrêa de Aguiar
15 fevereiro 2011
14 fevereiro 2011
Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém - II
Soube-se muito recentemente que o plano de formação do Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém para o ano de 2011 já não se encontra suspenso.
Em Dezembro passado, o Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém conheceu o impedimento, por tempo indeterminado, de iniciar qualquer acção de formação constante do seu Plano de Formação.
A justificação da suspensão da actividade do Centro de Formação foi a intenção de efectuar uma avaliação cuidada e rigorosa das ofertas formativas da região.
Em Dezembro passado, o Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém conheceu o impedimento, por tempo indeterminado, de iniciar qualquer acção de formação constante do seu Plano de Formação.
A justificação da suspensão da actividade do Centro de Formação foi a intenção de efectuar uma avaliação cuidada e rigorosa das ofertas formativas da região.
12 fevereiro 2011
Nova refinaria de Sines
Nova refinaria de Sines com impacto de 400 milhões na economia.
O investimento na refinaria de Sines terá, a partir de 2012, um impacto na balança comercial portuguesa na casa dos 400 milhões de euros anuais.
Com a conclusão programada para o terceiro trimestre deste ano, a reconversão do aparelho refinador da Galp permitirá a Portugal prescindir da importação de gasóleo, ao contrário do que acontece actualmente.
Até ao final do ano serão investidos 970 milhões de euros na execução do projecto de conversão das refinarias de Matosinhos e Sines. Os trabalho no terreno empregam, neste momento, 4.800 pessoas, das quais 4 mil em Sines e 800 em Matosinhos.
O investimento na refinaria de Sines terá, a partir de 2012, um impacto na balança comercial portuguesa na casa dos 400 milhões de euros anuais.
Com a conclusão programada para o terceiro trimestre deste ano, a reconversão do aparelho refinador da Galp permitirá a Portugal prescindir da importação de gasóleo, ao contrário do que acontece actualmente.
Até ao final do ano serão investidos 970 milhões de euros na execução do projecto de conversão das refinarias de Matosinhos e Sines. Os trabalho no terreno empregam, neste momento, 4.800 pessoas, das quais 4 mil em Sines e 800 em Matosinhos.
11 fevereiro 2011
Egipto - Hosni Mubarak demite-se
Hosni Mubarak demite-se após 18 dias de contestação popular.
Hosni Mubarak deixou a presidência do Egipto, colocando fim a 30 anos de um regime que foi alvo de intensa contestação popular nas últimas semanas. O Conselho das Forças Armadas tomará conta do poder até à realização de eleições.
De acordo com a cadeia televisiva Al Arabiya, os militares fizeram cair o governo, recentemente nomeado por Mubarak durante os protestos, e suspenderam ambas as câmaras do parlamento.
Assim que foi anunciado o afastamento de Mubarak, a multidão de muitas centenas de milhares de pessoas que se encontra reunida na Praça Tahrir, no Cairo, irrompeu num brado de contentamento, durante vários minutos. O mesmo cenário viveu-se em vários pontos do país.
Hosni Mubarak deixou a presidência do Egipto, colocando fim a 30 anos de um regime que foi alvo de intensa contestação popular nas últimas semanas. O Conselho das Forças Armadas tomará conta do poder até à realização de eleições.
De acordo com a cadeia televisiva Al Arabiya, os militares fizeram cair o governo, recentemente nomeado por Mubarak durante os protestos, e suspenderam ambas as câmaras do parlamento.
Assim que foi anunciado o afastamento de Mubarak, a multidão de muitas centenas de milhares de pessoas que se encontra reunida na Praça Tahrir, no Cairo, irrompeu num brado de contentamento, durante vários minutos. O mesmo cenário viveu-se em vários pontos do país.
10 fevereiro 2011
Aprendendo História – COMO INTERPRETO DOCUMENTOS
O MAPA
O mapa é fundamental no estudo da História, pois se fizeres uma correcta interpretação deste documento estás a desenvolver uma das competências essenciais da disciplina, a localização no espaço de factos e acontecimentos históricos. Assim, no mapa, podes situar a representação dos territórios onde se "movimentaram" as civilizações em estudo, destacando-se, normalmente, o seu local de origem e a sua área de expansão territorial e comercial. Possibilita também localizar os lugares onde ocorreram acontecimentos marcantes em determinadas épocas históricas.
Para aprenderes a retirar informação de um mapa deves, entretanto, ter atenção a determinados detalhes:
a) Rosa-dos-ventos;
b) Legenda;
c) Escala;
d) Título
Depois de observares todos os elementos atrás referidos não te deves esquecer que é essencial identificares também as áreas geográficas (continentes, oceanos) que constam do mapa. Se não estiverem denominadas podes recorrer a um atlas (formato papel ou formato multimédia) para as localizares mais facilmente.
O mapa é fundamental no estudo da História, pois se fizeres uma correcta interpretação deste documento estás a desenvolver uma das competências essenciais da disciplina, a localização no espaço de factos e acontecimentos históricos. Assim, no mapa, podes situar a representação dos territórios onde se "movimentaram" as civilizações em estudo, destacando-se, normalmente, o seu local de origem e a sua área de expansão territorial e comercial. Possibilita também localizar os lugares onde ocorreram acontecimentos marcantes em determinadas épocas históricas.
Para aprenderes a retirar informação de um mapa deves, entretanto, ter atenção a determinados detalhes:
a) Rosa-dos-ventos;
b) Legenda;
c) Escala;
d) Título
Depois de observares todos os elementos atrás referidos não te deves esquecer que é essencial identificares também as áreas geográficas (continentes, oceanos) que constam do mapa. Se não estiverem denominadas podes recorrer a um atlas (formato papel ou formato multimédia) para as localizares mais facilmente.
Aprendendo História – APONTAMENTOS EM AULA
Como faço apontamentos em aula:
1- Ter o material em condições e junto a ti.
2- Tentar perceber sempre a matéria antes de a apontar.
3- Seleccionar a informação, fazer notas breves, procurando destacar as ideias principais e distinguindo o tema e o assunto que estás a estudar.
TOMA ATENÇÃO A:
• Tom de voz do Professor.
• Chamadas de atenção do Professor para determinado assunto.
• Repetição (quando o Professor repete várias vezes e de várias formas o mesmo, então é porque é fundamental).
• Apontamentos no quadro.
• Tempo dispendido para tratar determinado tema.
• Indicação de que a informação em causa não se encontra no manual.
4- Organizar os teus apontamentos de forma clara e objectiva.
5- Escrever pelas tuas próprias palavras aquilo que queres apontar.
6- Tomar nota dos registos que o Professor faz no quadro.
7- Escrever os apontamentos tentando utilizar a melhor caligrafia possível.
8- Registar sempre os TPC.
1- Ter o material em condições e junto a ti.
2- Tentar perceber sempre a matéria antes de a apontar.
3- Seleccionar a informação, fazer notas breves, procurando destacar as ideias principais e distinguindo o tema e o assunto que estás a estudar.
TOMA ATENÇÃO A:
• Tom de voz do Professor.
• Chamadas de atenção do Professor para determinado assunto.
• Repetição (quando o Professor repete várias vezes e de várias formas o mesmo, então é porque é fundamental).
• Apontamentos no quadro.
• Tempo dispendido para tratar determinado tema.
• Indicação de que a informação em causa não se encontra no manual.
4- Organizar os teus apontamentos de forma clara e objectiva.
5- Escrever pelas tuas próprias palavras aquilo que queres apontar.
6- Tomar nota dos registos que o Professor faz no quadro.
7- Escrever os apontamentos tentando utilizar a melhor caligrafia possível.
8- Registar sempre os TPC.
Aprendendo História – ESQUEMAS
Como faço esquemas:
1- Definir as ideias principais.
2- Definir as ideias secundárias.
3- Escolher uma palavra ou frase curta que traduza as ideias principais e as secundárias (não te esqueças que o esquema deve ser breve).
4- Escolher um esquema gráfico que apresente essas ideias e as relações existentes entre elas - a organização do esquema é muito importante para que este seja perceptível.
1- Definir as ideias principais.
2- Definir as ideias secundárias.
3- Escolher uma palavra ou frase curta que traduza as ideias principais e as secundárias (não te esqueças que o esquema deve ser breve).
4- Escolher um esquema gráfico que apresente essas ideias e as relações existentes entre elas - a organização do esquema é muito importante para que este seja perceptível.
Aprendendo História – RESUMOS
Como faço RESUMOS:
1 - Ler o texto atentamente.
2 - Identificar as ideias principais de cada parágrafo, sublinhando-as:
a)- Em cada parágrafo existe, no geral, uma ideia principal.
b)- As ideias principais são genéricas e as secundárias mais específicas.
c)- Se juntares as frases que contêm ideias principais, o texto continua a fazer sentido.
3 - Escrever o resumo, evitando os pormenores inúteis, as repetições e utilizando uma linguagem pessoal. Este deve ser breve, conter apenas as ideias principais, claro e rigoroso.
4 - Corrigir o que achares necessário.
1 - Ler o texto atentamente.
2 - Identificar as ideias principais de cada parágrafo, sublinhando-as:
a)- Em cada parágrafo existe, no geral, uma ideia principal.
b)- As ideias principais são genéricas e as secundárias mais específicas.
c)- Se juntares as frases que contêm ideias principais, o texto continua a fazer sentido.
3 - Escrever o resumo, evitando os pormenores inúteis, as repetições e utilizando uma linguagem pessoal. Este deve ser breve, conter apenas as ideias principais, claro e rigoroso.
4 - Corrigir o que achares necessário.
Aprendendo História – A Pesquisa na Biblioteca e/ou Centro de Recursos Educativos da Escola
1- BIBLIOTECA / CENTRO DE RECURSOS EDUCATIVOS:
1.1- O que precisas de saber antes de frequentar a Biblioteca / CRE:
1.1.1- Horário de funcionamento.
1.1.2- Regras de utilização.
1.2- O que precisas de saber sobre a Biblioteca / CRE:
1.2.1- Quem te pode ajudar.
1.2.2- Como se divide o espaço.
1.2.3- O que podes consultar:
a)- SECÇÃO DE LEITURA: Enciclopédias, dicionários, livros, manuais escolares, revistas, jornais, mapas, postais e outros documentos escritos.
b)- SECÇÃO DE MULTIMÉDIA: Cassetes de vídeo, DVD´s, CD´s, cassetes de áudio.
c)- LUDOTECA: Jogos de carácter lúdico e pedagógico.
d)- INTERNET: Acesso a motores de busca e a correio electrónico.
Não te esqueças que é frequente a Secção de Leitura estar organizada por disciplinas e dentro destas pelas diferentes temáticas. No caso da HISTÓRIA, normalmente, encontras as prateleiras divididas em grandes épocas - Pré-História; História Antiga; História Medieval; História Moderna; História Contemporânea e, ainda, uma parte destinada à História de Portugal.
1.1- O que precisas de saber antes de frequentar a Biblioteca / CRE:
1.1.1- Horário de funcionamento.
1.1.2- Regras de utilização.
1.2- O que precisas de saber sobre a Biblioteca / CRE:
1.2.1- Quem te pode ajudar.
1.2.2- Como se divide o espaço.
1.2.3- O que podes consultar:
a)- SECÇÃO DE LEITURA: Enciclopédias, dicionários, livros, manuais escolares, revistas, jornais, mapas, postais e outros documentos escritos.
b)- SECÇÃO DE MULTIMÉDIA: Cassetes de vídeo, DVD´s, CD´s, cassetes de áudio.
c)- LUDOTECA: Jogos de carácter lúdico e pedagógico.
d)- INTERNET: Acesso a motores de busca e a correio electrónico.
Não te esqueças que é frequente a Secção de Leitura estar organizada por disciplinas e dentro destas pelas diferentes temáticas. No caso da HISTÓRIA, normalmente, encontras as prateleiras divididas em grandes épocas - Pré-História; História Antiga; História Medieval; História Moderna; História Contemporânea e, ainda, uma parte destinada à História de Portugal.
09 fevereiro 2011
08 fevereiro 2011
Provas de Aferição
As datas de realização das Provas de Aferição dos 4.º e 6.º anos:
• Língua Portuguesa – 6 de Maio de 2011; 10:00 horas
• Matemática – 11 de Maio de 2011; 10:00 horas
Data da publicitação das pautas com os resultados obtidos:
• 17 de Junho de 2011
• Língua Portuguesa – 6 de Maio de 2011; 10:00 horas
• Matemática – 11 de Maio de 2011; 10:00 horas
Data da publicitação das pautas com os resultados obtidos:
• 17 de Junho de 2011
07 fevereiro 2011
Fichas de Avaliação Global do desempenho do pessoal docente
Fichas de Avaliação Global do desempenho do pessoal docente:
http://adduo.blogspot.com/2011/02/fichas-de-avaliacao-global-do.html
http://adduo.blogspot.com/2011/02/fichas-de-avaliacao-global-do.html
Sudão do Sul – a 9 de Julho
“Bem vindo à mais jovem nação africana”, lê-se num gigantesco cartaz em Juba, a capital do Sudão do Sul, que viu oficializado o esmagador resultado a favor da secessão do Norte no referendo para a auto-determinação realizado entre 9 e 15 de Janeiro.
98,83 por cento dos votos foram para a divisão do país em dois e 1,17 por cento a favor da manutenção da unidade.
Antes do nascimento oficial do novo país – que ainda não tem um nome oficial mas provavelmente será chamado Sudão do Sul – a 9 de Julho, os dois lados ainda têm de negociar uma série de assuntos pendentes, nomeadamente a situação do enclave de Abyei, a região onde se concentra a produção petrolífera, e que é disputada por Norte e Sul, ou o regime de partilha da bacia hidrográfica do Nilo.
98,83 por cento dos votos foram para a divisão do país em dois e 1,17 por cento a favor da manutenção da unidade.
Antes do nascimento oficial do novo país – que ainda não tem um nome oficial mas provavelmente será chamado Sudão do Sul – a 9 de Julho, os dois lados ainda têm de negociar uma série de assuntos pendentes, nomeadamente a situação do enclave de Abyei, a região onde se concentra a produção petrolífera, e que é disputada por Norte e Sul, ou o regime de partilha da bacia hidrográfica do Nilo.
06 fevereiro 2011
Deolinda
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
04 fevereiro 2011
4/2/1961– Início da Guerra
A madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, assinala o início da luta armada em Angola – Revolta de Luanda. Faz hoje 50 anos começou a Guerra Colonial. Luanda estava cheia de jornalistas estrangeiros à espera do paquete Santa Maria, tomado de assalto por Henrique Galvão (na madrugada de 22 de Janeiro) com o propósito de o desviar para a capital de Angola. Tal não aconteceu porque a Marinha americana o impediu, obrigando Galvão a inverter a rota e desembarcar no Recife. Mas, nesse longínquo 4 de Fevereiro de 1961, Luanda era o epicentro dos media internacionais. Concertada com a estratégia de Galvão, a data era perfeita.
Nesse dia, grupos de nacionalistas negros atacaram a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia de São Paulo, os Correios, a 7.ª Esquadra da PSP e o Aeroporto. Tudo terá começado às duas da madrugada, na noite de 3 para 4. Presos em liberdade, caos, mortos, feridos. Nova onda de ataques (na cidade) no dia 11. Um padre, o cónego Manuel das Neves, passou à história como mentor do putch. Para a memória colectiva ficaram os massacres de 15 de Março, que afectaram as populações de uma área superior à de Portugal: St António do Zaire, São Salvador do Congo, Maquela do Zombo, Ambrizete, Negaje, Mucaba, Sanza-Pombo, Uíge, Cuanza e Baixa do Cassange. Povoações saqueadas e destruídas, viaturas e explorações agrícolas incendiadas, animais domésticos mortos, homens decapitados, mulheres violadas e esventradas, crianças cortadas aos bocados, linhas férreas sabotadas, etc. O número de mortos oscila entre 4000 e 6000 (sendo os brancos cerca de 1200). Daí o célebre Para Angola, rapidamente e em força, de Salazar.
Nesse dia, grupos de nacionalistas negros atacaram a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia de São Paulo, os Correios, a 7.ª Esquadra da PSP e o Aeroporto. Tudo terá começado às duas da madrugada, na noite de 3 para 4. Presos em liberdade, caos, mortos, feridos. Nova onda de ataques (na cidade) no dia 11. Um padre, o cónego Manuel das Neves, passou à história como mentor do putch. Para a memória colectiva ficaram os massacres de 15 de Março, que afectaram as populações de uma área superior à de Portugal: St António do Zaire, São Salvador do Congo, Maquela do Zombo, Ambrizete, Negaje, Mucaba, Sanza-Pombo, Uíge, Cuanza e Baixa do Cassange. Povoações saqueadas e destruídas, viaturas e explorações agrícolas incendiadas, animais domésticos mortos, homens decapitados, mulheres violadas e esventradas, crianças cortadas aos bocados, linhas férreas sabotadas, etc. O número de mortos oscila entre 4000 e 6000 (sendo os brancos cerca de 1200). Daí o célebre Para Angola, rapidamente e em força, de Salazar.
Há concursos professores para os Açores
Calendarização do concurso para os Açores do Concurso Interno, Concurso Externo, Afectação e Contratação.
https://www.edu.azores.gov.pt/pessoaldocente/concursopessoaldocente/Paginas/Calendarização20112012.aspx
https://www.edu.azores.gov.pt/pessoaldocente/concursopessoaldocente/Paginas/Calendarização20112012.aspx
Maria Schneider, Last Tango In Paris Trailer
Com Marlon Brando e a "cena da manteiga". Para memória futura deste filme controverso de 1972.
03 fevereiro 2011
02 fevereiro 2011
Governo reduz carga horária dos alunos dos 2º e 3º ciclos
A partir do próximo ano lectivo, os alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico vão ter menos aulas por semana.
Segundo um diploma publicado hoje em Diário da República, as escolas vão poder organizar, a partir de 1 de Setembro, as disciplinas dos 2.º e 3.º ciclos em aulas de 45 ou 90 minutos, excepto Educação Física.
Por outro lado, procede ainda à reorganização dos desenhos curriculares dos 2.º e 3.º ciclos. "Procura-se, deste modo, a optimização dos recursos, e simultaneamente a diminuição da carga horária lectiva semanal dos alunos", refere o diploma.
As opções devem ser discutidas com os professores, pais e alunos, através do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, onde estão reunidos os seus representantes.
Também a partir do próximo ano lectivo, será eliminada a disciplina de Área de Projecto. Esta disciplina servia para o aluno aprender a organizar-se, a trabalhar sozinho e em grupo.
Por outro lado, mantém-se a disciplina não curricular de Estudo Acompanhado, dirigida aos alunos que precisam de apoio para melhorar os seus resultados, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática.
Estes alunos são indicados pelo professor responsável pela turma ou pelo Conselho de Turma (formado por todos os professores da turma).
Decreto-Lei n.º 18/2011, de 2 de Fevereiro
Implicações:
• A disciplina de EVT passa a ser leccionada por um professor
• Elimina a Área de Projecto (4 tempos)
• Elimina a Oferta da escola (2 tempos)
• Elimina 1 tempo nas NAC’s (FC)
• Mantém o Estudo Acompanhado apenas para os alunos que tenham maiores dificuldades e com efectivas necessidades (Língua Portuguesa e Matemática)
Este corte vai atingir em cheio os professores contratados.
Os professores dos quadros que ficarem com horário zero têm duas alternativas: concorrem para outro agrupamento ou preenchem a componente lectiva com apoios a alunos. Se nada for feito, podem ir parar aos disponíveis. Nesse caso, arriscam-se a perder um quarto do vencimento.
Segundo um diploma publicado hoje em Diário da República, as escolas vão poder organizar, a partir de 1 de Setembro, as disciplinas dos 2.º e 3.º ciclos em aulas de 45 ou 90 minutos, excepto Educação Física.
Por outro lado, procede ainda à reorganização dos desenhos curriculares dos 2.º e 3.º ciclos. "Procura-se, deste modo, a optimização dos recursos, e simultaneamente a diminuição da carga horária lectiva semanal dos alunos", refere o diploma.
As opções devem ser discutidas com os professores, pais e alunos, através do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, onde estão reunidos os seus representantes.
Também a partir do próximo ano lectivo, será eliminada a disciplina de Área de Projecto. Esta disciplina servia para o aluno aprender a organizar-se, a trabalhar sozinho e em grupo.
Por outro lado, mantém-se a disciplina não curricular de Estudo Acompanhado, dirigida aos alunos que precisam de apoio para melhorar os seus resultados, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática.
Estes alunos são indicados pelo professor responsável pela turma ou pelo Conselho de Turma (formado por todos os professores da turma).
Decreto-Lei n.º 18/2011, de 2 de Fevereiro
Implicações:
• A disciplina de EVT passa a ser leccionada por um professor
• Elimina a Área de Projecto (4 tempos)
• Elimina a Oferta da escola (2 tempos)
• Elimina 1 tempo nas NAC’s (FC)
• Mantém o Estudo Acompanhado apenas para os alunos que tenham maiores dificuldades e com efectivas necessidades (Língua Portuguesa e Matemática)
Este corte vai atingir em cheio os professores contratados.
Os professores dos quadros que ficarem com horário zero têm duas alternativas: concorrem para outro agrupamento ou preenchem a componente lectiva com apoios a alunos. Se nada for feito, podem ir parar aos disponíveis. Nesse caso, arriscam-se a perder um quarto do vencimento.
Egipto: problemas no canal do Suez podem beneficiar porto de Sines
O porto de Sines pode ganhar importância geoestratégica se os conflitos no Egipto prejudicarem o canal do Suez, um dos principais pontos de passagem do petróleo proveniente do Médio Oriente, disse esta quarta-feira o presidente da CIP, António Saraiva.
«Se este conflito no Egipto tiver reflexos no canal do Suez, se calhar, Portugal, pela sua exposição atlântica, acaba por ter estrategicamente um posicionamento mais favorável do que tinha até agora».
«Se este conflito no Egipto tiver reflexos no canal do Suez, se calhar, Portugal, pela sua exposição atlântica, acaba por ter estrategicamente um posicionamento mais favorável do que tinha até agora».















































