Historicando

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13 março 2013

Papa Francisco


O novo Papa é o cardeal argentino Jorge Mario Bergoglio, que adoptará o nome de Francisco.
Opõe-se ao aborto e à eutanásia, mantém a posição da igreja relativamente à homossexualidade e condenou fortemente a legislação para permitir o casamento gay na Argentina, introduzida em 2010, mas sublinha a importância de respeitar as escolhas individuais.
Bergoglio nasceu em Buenos Aires, a 17 de Dezembro de 1936, filho de um ferroviário. Tornou-se padre em 1969 e era arcebispo de Buenos Aires.
O novo Papa tem 76 anos e será o primeiro sul-americano a sentar-se na cadeira de Pedro.
O novo Papa Francisco desempenhou vários cargos administrativos na Cúria, enquanto cardeal, mas não estava entre os favoritos por causa da sua idade (76 anos). Diz-se que no conclave de 2005 foi um rival de Ratzinger na votação.
Jorge Maria Bergoglio, ordenado cardeal em 2001 por João Paulo II, é jesuíta.
Tweet do Conselho Pontifício para a Comunicação Social, às 18h09.




Papa Francisco I.

O cardeal - arcebispo argentino, Jorge Mario Bergoglio, foi eleito o novo papa com o nome Francisco I.



Papa Francisco I


Papa Francisco I pede fraternidade na Igreja e reza por Bento XVI.
Hoje deu-se a eleição do cardeal argentino Jorge Bergoglio como Papa. Adoptou o nome de Francisco.
O papa Francisco I apelou hoje à fraternidade na Igreja e rezou pelo seu antecessor, o papa emérito Bento XVI, nas suas primeiras palavras na varanda da basílica de São Pedro.
"Parece que os cardeais foram procurar o novo pontífice no fim do mundo", declarou o novo Papa, o argentino Jorge Mário Bergoglio.
Este é o primeiro papa latino-americano e é também o primeiro jesuíta a tornar-se Papa.
Francisco I convidou os fiéis "a tomarem o caminho da fraternidade, do amor" e "da evangelização" e pediu à multidão congregada na praça de São Pedro um minuto de silêncio: "Rezem por mim e dêem-me a vossa bênção".




ALMA, o maior telescópio do mundo – O mistério das coisas visíveis


A 13 de Março de 2013 é inaugurado o telescópio ALMA – Atacama Large Millimeter/submillimeter Array, o mais poderoso telescópio já criado. Foi construído no deserto de Atacama, Chile – uma zona de atmosfera seca e rarefeita, a 5000 m de altitude, com condições excepcionais para as observações astronómicas, como se pode ver por esta imagem assombrosa da Via Láctea.
O ALMA, o maior telescópio do mundo, que abre uma nova janela de observação para as distâncias mais longínquas do universo, foi inaugurado no deserto de Atacama, no Norte do Chile.
O ALMA, que se iniciou em Setembro de 2011 e que decorreu até agora, com a utilização de apenas 16 antenas. Nesta altura, quando acaba de ser inaugurado, tem já 57 das 66 que vai integrar quando ficar completo, no final deste ano.
É um super telescópio, na verdade são 66 telescópios (antenas) a funcionar em conjunto e apontados para o céu, num deserto do Chile. O Atacama Large Millimeter/submillimeter Array (ALMA) é literalmente uma infra-estrutura astronómica internacional.
“Espera-se que o ALMA revolucione o conhecimento da astronomia. Para muitas das perguntas que existem hoje, o ALMA será o primeiro a dar respostas”.
A inauguração do maior radiotelescópio do mundo pode ser seguida no site ttp://www.almaobservatory.org/




A ORGANIZAÇÃO DO FUTURO


Quando se trata de organizar o futuro existem quatro regras fundamentais que é necessário cumprir.
A primeira é a da simplicidade. A arte do planeamento está na capacidade de simplificar a fim de que todos possam compreender. Bombardear as pessoas com textos confusos, provenientes de várias fontes de informação, estabelece confusão.
A segunda regra é a da verdade, quer dizer, deve existir uma coerência absoluta entre os princípios que se anunciam e a prática que se lhes segue. Por exemplo, se se anuncia a promoção de medidas tendentes à eliminação de qualquer descriminação por razões de género não se deve, depois, pura e simplesmente, eliminar as mulheres da equipa que se constitui.
A terceira é o planeamento. Só se pode planear aquilo que se controla. Tentar planear aquilo que não se controla é um mero exercício de inutilidade.
A quarta é o conhecimento. Assim:
(1º) promover a simplicidade para que o possam compreender;
(2º) respeitar a verdade como garante da sua credibilidade;
(3º) prometer só aquilo que controla a fim de poder cumprir;
(4º) ser possuidor dos conhecimentos necessários às funções que se pretendem desempenhar.
http://www.pt.cision.com/O4KPTWebNewLayout/ClientUser/GetClippingDetails.aspx?id=551f027c-557a-4c67-9e2a-bd99551d4be7&analises=1


12 março 2013

Governo estuda fim de todos os troços grátis nas auto-estradas


Pórticos devem desaparecer e ser instalado sistema electrónico. Todos os carros terão de ter um chip semelhante ao da Via Verde.
Os pórticos deverão desaparecer mas, em contrapartida, todas as entradas e saídas vão ser debitadas aos automobilistas, através de um sistema electrónico como a Via Verde.
Isto significa o fim dos pórticos e a instalação de controladores electrónicos em todas as entradas e saídas das auto-estradas. Ou seja, deixa de haver troços grátis. Todos os automóveis pagarão exactamente os quilómetros que andarem, sem descriminação de qualquer zona livre de portagens ou mais carregada de pórticos.
http://www.tvi24.iol.pt/503/economia---troika/portagens-autoestradas-scut-via-verde/1428775-6375.html

PCP rejeita coligação autárquica


O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, rejeitou hoje qualquer coligação autárquica, como foi proposto pelo PS para as eleições de Outubro próximo.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620744

Encontrado fóssil orgânico em meteorito


Um novo relatório alega ter detectado a presença de microrganismos fossilizados em fragmentos de um meteorito que caiu na Terra no ano passado. Os autores argumentam que se trata de uma prova da existência de vida alienígena.
Depois de uma primeira investigação sobre o meteorito que caiu no Sri Lanka em Dezembro, em que os próprios autores reconheceram que não tiveram tempo para realizar uma série de testes vitais, o professor Chandra Wickramasinghe, do centro de astrobiologia de Buckingham, e a sua equipa dizem ter novos dados.
O novo estudo, publicado no Journal of Cosmology, torna a insistir na ideia da prova de vida extraterrestre.
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620727







Lourenço Marques - anos 50/ 60

http://www.malhanga.com/CAV-LM/index.html

Governo arrisca ter de devolver contribuição a pensionistas?


Todas as decisões do Constitucional têm efeitos retroactivos, a menos que haja indicação em contrário. Se a CES for ilegal, Estado pode ter de devolver verbas.
Se o Tribunal Constitucional sentenciar que a contribuição extraordinária de solidariedade (CES) viola a lei fundamental, os pensionistas verão restituído o dinheiro que já descontaram? Teoricamente, e se nos ativermos ao que tem sido o padrão do tribunal, sim. Na prática, os juízes podem voltar a dar alguma "clemência" aos cofres públicos.
Sempre que os juízes do Palácio Ratton proferem uma sentença, a regra é que ela tenha efeitos retroactivos. Isto é, que a norma seja declarada inconstitucional desde a data em que entrou em vigor. Em normas com incidência financeira, tal significa que o Estado está obrigado a repor as verbas indevidamente arrecadadas.
Contudo, os juízes têm ao seu dispor mais dois instrumentos.
Um deles é dizerem que a inconstitucionalidade só produz efeitos a partir do momento em que a sentença for publicada. Este é um expediente que a lei fundamental prevê expressamente, e que é usada quando a decisão aparece já passados muitos anos sobre a entrada em vigor de uma lei. É o caso da inconstitucionalidade de um imposto que só surge dez anos depois da sua criação.
Uma terceira via que o Constitucional pode seguir, e que foi inaugurada apenas em 2012, passa por projectar os efeitos da inconstitucionalidade para o futuro, como aconteceu com o Orçamento do Estado do ano passado, em que os juízes decidiram deixar que o Governo mantivesse os cortes nos subsídios de Natal e férias aos funcionários públicos e reformados, apesar de considerar que violavam a lei fundamental.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-12/0/5_2012810_7A6A20FDF4CD6EEAA43D40031F69A839.pdf


Universidade de Lisboa vai produzir energia a partir do sol


Começaram, hoje, a funcionar as primeiras centrais foto voltaicas que vão permitir à Universidade de Lisboa produzir energia a partir da energia solar. O projecto, em parceria com a Galp Energia, pretende instalar, até Outubro, dez mil painéis na instituição.
Arranca, hoje, o projecto Campus Sustentável - Universidade Verde, que junta a Universidade de Lisboa e a Galp Energia e que tem por objectivo produzir energia a partir do sol. Nesta primeira fase, foram instaladas quatro centrais de produção de energia eléctrica, com mais de dois mil painéis foto voltaicos.
O objectivo do projecto é, até Outubro, ter cerca 10 mil painéis instalados na cobertura dos edifícios, suficientes para abastecer 1600 famílias por ano a uma «tarifa bonificada», já que a energia produzida não será para auto consumo.
O projecto está integrado no plano de Sustentabilidade ambiental da Universidade de Lisboa e é pioneiro a nível universitário em Portugal.
Além da instalação de centrais foto voltaicas, o projecto contemplou ainda a construção de uma cobertura ajardinada, povoada por vários géneros botânicos, que faz a ligação entre dois edifícios da Faculdade de Ciências, que servirá para proteger os edifícios, fazer a retenção de precipitações no inverno e verão e sequestrar carbono na biomassa vegetal.
http://www.clipquick.com/Files/Internet/2013/03-12/0/7_202962_30AFF24FA1666858895981FE01C7A677.pdf


11 março 2013

Cristãos no mundo: quantos são e onde estão

Cristãos no mundo: quantos são e onde estão

A economia parou


Vendas de bens e serviços ao exterior começaram a cair ao mesmo tempo, indica INE Recessão da zona euro vai continuar, disse o BCE.
O chamado motor da economia portuguesa 'parou'. As exportações de bens e serviços terminaram 2012 a cair, registando uma redução homóloga de 0,5% no último trimestre do ano passado, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE). Não acontecia em ambas as rubricas desde meados de 2009.
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO112217.html



Meteorito no Alentejo


Rochas espaciais. Vê-se de imediato que não é uma pedra qualquer. Com pouco mais de 20 centímetros de diâmetro, tem uma cor baça e um jeito arredondado, muito lisa de um lado, ondulada do outro. Sobretudo, é muito pesada para o seu tamanho, mas isso só se percebe quando se tenta pegar-lhe: quase não se move do sítio. Caiu no Alentejo, perto do Alandroal, há quase 45 anos, e é "meteorito estrela" do Museu Nacional de História Natural, de Lisboa. Mas não é o único que a geóloga e investigadora Liliana Póvoas, daquele museu, tem ali à sua guarda: há outros dois. No seu conjunto, constituem metade dos que nos tempos modernos, e de maiores dimensões, cruzaram os céus e tombaram, com grandes clarões e estrondos assustadores, em solo português – ou quase. Estas são as histórias das três rochas espaciais portuguesas que estão no museu, resguardados de agressões ambientais e, portanto, também dos olhares, mas que poderão ser vistos a pedido. Uma réplica da "bola de ferro" que caiu junto ao Alandroal, em 1968, integra aliás a mostra Aventura da Terra', que está patente no museu. É ir até lá.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-10/0/5_2012146_78E75586C4CFC1D90A6B9A2756A230B4.pdf

10 março 2013

Tudo relacionado


Juncker: «Os demónios de uma guerra europeia estão apenas a dormir»
http://diariodigital.sapo.pt/

Filósofo José Gil alerta para a possibilidade dos protestos darem origem a violência
http://www.publico.pt/sociedade/noticia/filosofo-jose-gil-alerta-para-possibilidade-protestos-darem-origem-violencia-1587251

França diz que não haverá mais austeridade em 2013
http://economico.sapo.pt/noticias/franca-diz-que-nao-havera-mais-austeridade-em-2013_164455.html

Offshore do BPP e BCP tinha como accionista um tio de Sócrates
http://economico.sapo.pt/noticias/offshore-do-bpp-e-bcp-tinha-como-accionista-um-tio-de-socrates_164464.html

CEO do Barclays recebeu 2,6 milhões de euros em 2012
http://economico.sapo.pt/noticias/ceo-do-barclays-recebeu-26-milhoes-de-euros-em-2012_164421.html

Os milionários do Congresso comunista chinês
http://economico.sapo.pt/noticias/os-milionarios-do-congresso-comunista-chines_164459.html

Suíços favoráveis à redução de diferenças salariais nas empresas
http://www.publico.pt/economia/noticia/suicos-favoraveis-a-reducao-de-diferencas-salariais-nas-empresas-1587257


09 março 2013

Lead


Governo não conseguiu extinguir 27 fundações
http://www.publico.pt/economia/noticia/governo-nao-conseguiu-extinguir-27-fundacoes-1587139

Aguiar-Branco: Troika em Portugal mais dois dias é «sinal positivo»
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=620164

Mulher «viola» homem bêbedo deitado no chão
http://www.tvi24.iol.pt/503/acredite-se-quiser/tvi24-sexo-insolito-china-acredite/1427488-4088.html

Lucro da Sonaecom cresce 21% para 75,4 milhões
http://economico.sapo.pt/noticias/lucro-da-sonaecom-cresce-21-para-754-milhoes_164436.html

Grécia: "Não haverá mais austeridade"
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO111197.html

Constitucional estuda taxa sobre pensões há 67 dias
http://www.dinheirovivo.pt/Economia/Artigo/CIECO111093.html


08 março 2013

Troika adia partida


A troika e o Governo estão a preparar mais cortes nas pensões, acabar com meio salário ou um salário inteiro na função pública ou baixar os salários por via do aumento de impostos?
Troika adia partida por falta de acordo sobre cortes.
Não há acordo sobre cortes de quatro mil milhões de euros.
Em causa estarão os cortes relacionados com a despesa com a Função Pública.
http://www.publico.pt/economia/noticia/troika-adia-partida-por-falta-de-acordo-sobre-cortes-1587038

Camilo Lourenço não tem razão


O erro dos sistemas educativos é centrarem-se em ensinar os alunos de ciências a controlar, a prever, a verificar e a testar dados. Não ensina, como devia, a navegar em futuros desconhecidos. O que é essencial vem das humanidades: aprender a analisar.
Devíamos contratar mais gente de humanidades.
"Mas quem precisa de licenciados em História, essa corja de inúteis, que conduziu o país à ruína durante décadas de governação?
E qual é a utilidade de professores se não fazem falta? E das escolas que formam “pessoas que não servem para nada”!
O que precisamos é de economistas e engenheiros, sobredotados por natureza!
(…)
Então é assim: eu acho que os economistas que temos são uns inúteis e incompetentes, pois foram eles que nos conduziram ao ponto em que estamos, em aliança com políticos medíocres e opinadores “especializados” da treta.
Para mim, para evitar tribunal, diria que é uma opinião que se move na área do detrito intelectual com direito a multiplicação comunicacional.
E que me venham dizer que isto é um ataque ad hominem." 
Posted by Paulo Guinote, Fevereiro 25, 2013, A Educação do meu Umbigo


A alternativa existe: promover o desenvolvimento, reduzir as desigualdades, erradicar a pobreza e a exclusão social


Uma política que reduza as desigualdades económicas e promova a inclusão social pressupõe igualmente a valorização do trabalho, rejeitando um modelo de desenvolvimento assente nos baixos salários e na subordinação dos direitos dos trabalhadores no quadro das relações laborais. O aumento do salário mínimo nacional constitui, nesse contexto, uma exigência não somente para a correcção das desigualdades mas igualmente para a inversão do ciclo de empobrecimento e de estagnação económica.
Uma política que reduza as desigualdades económicas e promova a inclusão social pressupõe que os esforços necessários à superação da actual crise sejam repartidos de forma justa, preservando os recursos das famílias e dos indivíduos em situação de maior precariedade.
Uma política que reduza as desigualdades económicas e promova a inclusão social pressupõe uma intervenção activa do Estado enquanto elemento corrector das insuficiências do mercado em matéria de equidade, quer através do aumento da abrangência do sistema fiscal, quer pela manutenção ou mesmo pelo acentuar da sua progressividade.
Uma política que reduza as desigualdades económicas e promova a inclusão social pressupõe um papel activo e consequente das políticas sociais no combate às situações de pobreza e de exclusão social Não basta criar planos de emergência social. É necessária a redefinição de uma estratégia integrada de combate à pobreza e exclusão social com objectivos e metas claras, e instrumentos adequados à sua concretização. O aumento da eficiência das políticas sociais tem de caminhar a par do incremento da sua eficácia, da sua capacidade de resposta às situações de maior precariedade.
A definição de medidas concretas de combate à pobreza infantil constitui hoje uma necessidade inadiável. Como o recente estudo da Caritas Internacional o demonstra, as crianças estão entre os sectores da população mais severamente atingidos pelos efeitos das políticas de austeridade.
Mas uma política que reduza as desigualdades económicas e promova a inclusão social não pode ser feita exclusivamente através das políticas sociais de apoio aos mais desfavorecidos. O reforço dos níveis de qualificação da população portuguesa constitui, como o demonstram vários estudos, um instrumento decisivo para o atenuar dos factores de pobreza, para o quebrar do ciclo de transmissão intergeracional da mesma, para a redução das desigualdades.
Assumir o combate à pobreza e à exclusão social como um desígnio nacional implica igualmente o envolvimento do conjunto dos cidadãos e das instituições da sociedade civil nesse combate. Particularmente relevante é, nesse contexto, o papel desempenhado pelas instituições sociais, instituições particulares de solidariedade social (IPSS) ou organizações não-governamentais [ONG], Na ausência da intervenção do Estado, muitas vezes são estas instituições que se assumem como a primeira linha de defesa dos mais desprotegidos. Uma política social efectiva de combate à pobreza tem de ser capaz de se articular com estas instituições, potenciando sinergias e enquadrando-as na efectivação dos direitos sociais.
Nesse contexto, a reivindicação de políticas activas de combate à pobreza passa igualmente pelos espaços socioeconómicos externos em que Portugal está inserido. Em particular, Portugal deve assumir um papel mais pró-activo na definição e aprofundamento da estratégia Europa 2020 no âmbito da inclusão social.
Também aqui a política seguida pelas autoridades portuguesas desde 2010 tem sido extremamente negativa. O nosso país não somente abdica de uma participação activa na definição dos objectivos e dos instrumentos da política social europeia como parece reivindicar um regime de excepção que o isente do cumprimento das metas já definidas na União Europeia de redução da pobreza e da exclusão social a pretexto da crise actual e dos acordos assinados com a Troika.
Uma efectiva inserção na estratégia europeia de redução da pobreza, pugnando pelo seu cumprimento e contrariando aqueles que, também a nível europeu, a querem reduzir a «parente pobre» da política económica constitui hoje um imperativo nacional.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-01/2/5_2011469_6B91FD1817B663E68938533DF6E5A716.pdf

Portugal: um país profundamente desigual e com elevadas taxas de pobreza


Entre 1993 e 2009, período para o qual existem séries estatísticas anuais suficientemente detalhadas para avaliar e quantificar a pobreza e as desigualdades económicas no nosso país, Portugal registou avanços significativos na redução da pobreza e da desigualdade social. A taxa de pobreza registou uma diminuição de 4,7 pontos percentuais, passando de 22,5% da população em 1993 para 17,9% em 2009. A intensidade da pobreza, uma medida de quão pobres são os pobres, reduz-se em cerca de 44%, traduzindo uma clara diminuição da pobreza extrema.
Particularmente significativa foi a evolução ocorrida na taxa de pobreza dos idosos, que passou de cerca de 40% em 1993 para um valor próximo dos 21% em 2009.
O rendimento por adulto equivalente subiu, em termos reais, cerca de 35%. Todos os decis viram subir o seu nível de rendimento médio. No entanto, os indivíduos situados no 1° decil da distribuição (os 10% mais pobres) viram os seus rendimentos reais por adulto equivalente mais do que duplicados ao longo dos anos em análise. O índice de Gini reduziu-se em cerca de cinco pontos percentuais entre 1993 e 2009.
Apesar destes ganhos, Portugal permaneceu um dos países da União Europeia com maiores níveis de desigualdade e com indicadores de pobreza claramente acima da média comunitária.
Perceber os principais determinantes dos resultados alcançados e simultaneamente o porquê do seu âmbito limitado constitui um elemento fundamental para entendermos a interdependência entre desigualdade e pobreza em Portugal e as fragilidades do nosso modelo de crescimento e de protecção social que subsistiram e que a presente crise veio realçar.
Por um lado, os ganhos alcançados na redução da pobreza e no atenuar das desigualdades estão fortemente associados às melhorias registadas na situação económica dos primeiros decis da distribuição de rendimento, as quais não podem ser dissociadas das políticas sociais entretanto implementadas como o rendimento social de inserção (RSI), o complemento solidário para idosos (CSI), etc. Por outro lado, a manutenção de um modelo dual de funcionamento da economia, assente predominantemente em baixos salários mas com níveis remuneratórios extremamente elevados na parte superior da distribuição, é gerador de elevados níveis de desigualdade salarial e de um número significativo de trabalhadores pobres (working poors).
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-01/2/5_2011469_6B91FD1817B663E68938533DF6E5A716.pdf

As políticas de combate à crise e o acentuar das desigualdades e da pobreza


Desde o eclodir da presente crise, e mais acentuadamente após a assinatura do acordo de estabilização entre o Estado português e o Fundo Monetário Internacional (FMI) e instituições europeias, a política de austeridade seguida tem tido como vectores determinantes a contenção dos rendimentos salariais, o retrocesso generalizado das transferências sociais e, mais recentemente, o aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho e sobre o consumo, e a diminuição da progressividade do sistema fiscal.
Através de diferentes mecanismos, estas políticas traduzem-se inequivocamente num agravamento das desigualdades económicas, num aumenta das assimetrias na distribuição do rendimento, num acentuar das situações de pobreza preexistentes e na criação de novas bolsas de pobreza, resultantes do empobrecimento acentuado de largos sectores da população até então relativamente imunes à pobreza.
Por um lado, enfraquecem-se os instrumentos com capacidade redistributiva (diminuição da progressividade do sistema fiscal, estímulo à fuga e à evasão fiscal), por outro acentua-se directamente o incremento das desigualdades através da desvalorização do «factor trabalho».
As actuais políticas de austeridade assentam na premissa errada de que os portugueses viveram acima das suas possibilidades e têm como objectivo quase explícito a necessidade do empobrecimento da população. Ao promoverem a conflitualidade social entre portugueses, funcionários públicos face a trabalhadores no sector privado, jovens e assalariados versus pensionistas, estas políticas debilitam a coesão social e fragilizam o próprio regime democrático. A política social de combate à pobreza e à exclusão social é fortemente debilitada e desvirtuada. De um modelo assente na afirmação dos direitos e numa perspectiva de inclusão social passa-se claramente para um sistema que privilegia o apelo à caridade e à emergência social, substituindo a solidariedade social pelo assistencialismo e promovendo a desresponsabilização do Estado.
Os dados oficiais já disponíveis, referentes à distribuição do rendimento em 2010, ainda que provisórios, confirmam a inversão de tendência acima referida.
As primeiras medidas de austeridade implementadas, ainda antes da assinatura do acordo com a Troika, traduziram-se num agravamento do índice de Gini em meio ponto percentual entre 2009 e 2010. Traduzem-se igualmente num retrocesso da linha de pobreza até então inédito em Portugal. A linha de pobreza que era, em 2009, de 434 euros/mês para um indivíduo isolado reduz-se, em 2010, para 420 euros. A taxa de pobreza oficial mantém-se praticamente inalterada. No entanto, se utilizássemos o valor real da anterior linha de pobreza como limiar separador entre pobres e não pobres (linha de pobreza ancorada em 2009) a taxa de pobreza evidenciaria um agravamento de 9,5%, passando de 17,9 para 19,6%.
É lícito antecipar, dadas as medidas entretanto implementadas, que o agravamento das desigualdades e da pobreza se tenha mantido e reforçado no nosso país em 2011/2012. Na ausência de estatísticas oficiais actualizadas, a informação disponibilizada por um grande conjunto de organizações não-governamentais (ONG) que prestam apoio às populações mais carenciadas é inequívoca quanto ao aumento das famílias e dos indivíduos que a elas recorreram.
A exigência de uma política económica que promova a redução das desigualdades e da pobreza coloca-se não somente como uma questão de justiça social mas igualmente enquanto elemento constituinte da reivindicação de um modelo de desenvolvimento que tenha em conta as necessidades de todos os elementos da sociedade, a valorização do trabalho e um modelo de funcionamento da economia que seja simultaneamente mais eficiente e mais justo.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-01/2/5_2011469_6B91FD1817B663E68938533DF6E5A716.pdf

Crise económica, empobrecimento e desigualdades em Portugal


Nenhum regime democrático pode prescindir de políticas públicas e de envolvimento dos cidadãos que sejam orientadas para a redução das desigualdades económicas e para a promoção da inclusão social. O combate à pobreza, nomeadamente infantil, e à exclusão social devem estar sempre na ordem do dia de um Estado estratego e moral, mas mais ainda quando, a pretexto da crise, se governa para aumentar a miséria, e se compromete qualquer modelo de desenvolvimento com futuro.
As desigualdades sociais, a pobreza e a exclusão social têm hoje um impacto considerável na forma de funcionar das sociedades, com repercussões na eficiência do sistema económico, na justiça social e na possibilidade de um desenvolvimento sustentável.
No entanto, estas questões encontram-se praticamente ausentes do discurso oficial, exclusivamente dominado pelas questões da redução do défice e das restrições de ordem financeira, da procura de uma eficiência económica muitas vezes desprovida de valores éticos e de sensibilidade social.
Mais grave ainda, as consequências sociais das políticas seguidas, como sejam o desemprego ou a crescente precariedade social, são muitas vezes encaradas como «danos colaterais necessários» de uma política de ajustamento que há que seguir a todo o custo, independentemente dos danos sociais que possam gerar.
Uma política alternativa que promova o desenvolvimento económico, a participação activa dos cidadãos na escolha do seu destino colectivo e o reforço da coesão social deve, pelo contrário, reafirmar a importância das questões sociais na condução da política económica e ter como preocupação avaliar do ponto de vista da equidade a repartição dos benefícios e dos custos das várias políticas a implementar. A promoção da inclusão social, o combate ao empobrecimento e as desigualdades sociais constitui, na nossa opinião, não somente um imperativo ético e de justiça social mas igualmente uma condição necessária para a superação da presente crise económica e para a construção de um modelo de desenvolvimento económico sustentável.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-01/2/5_2011469_6B91FD1817B663E68938533DF6E5A716.pdf

Portugueses aceitam mal imigrantes


Estamos habituados a ouvir dizer que os portugueses são um povo de brandos costumes e tolerante com os imigrantes, mas, segundo os dados do novo Portal da Opinião Pública (POP), essa ideia não é verdadeira.
Os resultados dos inquéritos realizados em Portugal e nos outros países da União Europeia revela os sentimentos dos europeus nos últimos 20 anos em inquéritos como o Eurobarómetro, o Inquérito Social ou o Inquérito Europeu aos Valores.
Pedro Magalhães, o investigador do Instituto de Ciências Sociais que coordena o novo projecto da Fundação Francisco Manuel dos Santos, diz que os portugueses estão entre os cidadãos da União Europeia que mais dificilmente aceitam a entrada de naturais de outros países, sobretudo se forem pobres e vierem à procura do trabalho que não chega para os nacionais.
Os portugueses têm também uma reduzida satisfação com os seus políticos, embora não tão má como a dos gregos.
No POP (www.pop.pt) é possível conhecer a evolução da opinião dos portugueses, mas também dos europeus, sobre diversos temas.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/02-21/1/5_2011610_098CB37D5668A4F440AFF0FCBD7E2FB5.pdf

"Chamarem-nos jovens é uma forma de menorizar”


 "Ser jovem é vital, mas é estar sempre em potência e nunca chegar a lado nenhum." Joana Manuel, de 36 anos, foi convidada na qualidade de "jovem" para falar na Conferência Nacional em Defesa de um Portugal Soberano e Desenvolvido, no final de Fevereiro, e o seu discurso contra a precariedade e juventude tardia acabou por tornar-se virai nas redes socais.
"Mais atordoada do que surpreendida" é assim que actriz, que recusa o adjectivo de jovem, reage aos elogios e à forma como o vídeo do seu discurso tem sido partilhado. "Quando fiz o discurso tive a sensação de que embora estivesse a falar por mim não era só por mim, já que a minha história é igual a tantas outras." Na conferência, Joana deu "voz a uma coisa que já tinha percebido" e que se resume à forma como a juventude se alargou. "O meu pai tinha a minha idade quando nasci e desde os 10 anos que era um homem feito.
Hoje em dia tenho a sensação de que chamarem-nos jovens é uma forma de nos menorizar. Estamos sempre perante a possibilidade de um futuro brilhante e a olhar para um passado que podia ter sido brilhante. Não temos presente."
O DISCURSO
Quando me pediram para vir fazer esta intervenção que juntasse os problemas dos jovens, precariedade e da emigração, a minha reacção foi que começa a ser recorrente a este tipo de etiqueta: Eu sou jovem? Por alminha de quem?"
"A dureza da vida e da precariedade fizeram dos nossos pais e dos nossos avós adultos antes do tempo"
"O que impediu os meus pais de serem jovens é aquilo que me cola à pele o epíteto. Jovem. É uma espécie de espelho invertido. Não sei se basta passar através dele, como a Alice. Um dia vamos mesmo ter de parti-lo"
JOANA MANUEL, CONF. NAC. EM DEFESA DE UM PORTUGAL SOBERANO E DESENVOLVIDO

Dia Internacional da Mulher


Indicadores de 2011: as mulheres 10,1% eram trabalhadoras de limpeza, 9,9% vendedoras em loja, 9,1% empregadas de escritório, 4,3% professoras dos ensinos básicos (2.º e 3.º ciclos) e secundário e 3,8% trabalhadoras de cuidados pessoais nos serviços de saúde.
Instituto Nacional de Estatística, na publicação Trabalhar no Feminino.

07 março 2013

O que é preciso de saber sobre... Roma antiga


O que é preciso de saber sobre... Roma antiga e seu Império em poucas linhas? O mais simples seria dizer que é duplamente matriz do mundo ocidental. Primeiro, enquanto unidade política hegemónica, promotora de ampla globalização cultural e jurídica, materializada em inúmeras comunidades locais auto governadas. Depois, quando o Império era já cristão e politicamente ruiu, sobreviveu como Cristandade.
Quando se pensa em Roma e no seu mundo, a imagem que ocorre é a de um cometa: núcleo vasto e brilhante e enorme rasto estendendo-se aos nossos dias. O núcleo situa-se no lapso temporal iniciado há 2 200 anos com um final mais ténue, confundindo-se já com o seu rasto, há 1 500 anos, se pensarmos somente no Ocidente, ou há 500, se considerarmos a metade oriental do império, a que chamamos bizantina, ainda que os próprios se nomeassem romanos.
Depois, temos as continuidades: o latim como língua franca erudita, o sistema de comunicações do velho império usado até quase aos nossos dias, as cidades históricas, com as relíquias de antigos edifícios públicos e sistemas de saneamento, embebidos nas actuais paisagens urbanas; um Sumo Pontífice, em Roma, presidindo aos destinos dos povos – Portugal só conquistou de direito a sua autonomia com a bula manifestis probatum.
Há ainda, historicamente, alguns afloramentos notórios: a redescoberta da arte e da literatura há 500 anos, Renascimento se lhe chamou; a revelação das cidades de Herculano e Pompeios, sepultadas pela grande erupção do Vesúvio, há 200 anos, de novo, a arte e arquitectura, Neoclássico lhe chamam; mas, pela mesma época, redescoberta política e institucional, a constituir referência para uma nova nação: Estados Unidos da América do Norte. Modelo também de todos os impérios europeus, do Sacro Império Romano-Germânico ao Terceiro Reich, passando pelo napoleónico e pelos impérios coloniais.
Longo rasto, que subsistiu como tema inspirador, da ópera ao cinema, do teatro à literatura. O latim, cada vez mais residual, ainda presente na solene prosa jurídica ou na minúcia descritiva dos biólogos e persistindo na raiz das nossas línguas; António e Cleópatra, paradigma de amores trágicos; cesarismo como modelo político; mecenas, senadores, municípios, todo um universo conceptual e lexical presente. Perene referência, ainda, da duplicidade esplendor/decadência com que gostamos de ler o quotidiano e todas as histórias.
A herança da romanidade, o império que se construiu pela força das armas, a longeva
pax romana, conservada pelos exércitos mas também o poder tolerante, a permitir ascensão à púrpura imperial de provinciais e a tolerar a diversidade cultural e religiosa.
As virtudes da frugalidade convivendo com a exuberante ostentação de novos-ricos.
Na pós-modernidade, Roma sobrevive como apontamento, frequentemente descontextualizado e incompreendido, como os pseudo frontões na fachada dos edifícios, mas sempre presente, pela diversidade de referências que comporta.
Carlos Fabião, professor associado do Departamento de História da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-07/0/5_2010415_FD748CDA79CA2A253D97AAFBB1B348AF.pdf

Kate Middleton dá a entender que vai ter uma menina


A princesa de Cambridge teve um lapso durante um ato oficial. Quando lhe estenderam um peluche, Kate respondeu: "Obrigada, será para a minha f...". E deixou a frase a meio.
Lapso ou não é o mais perto que os britânicos estiveram da resposta. Analisam-se agora todas as declarações e os mais pequenos gestos da duquesa de Cambridge, grávida de cinco meses, durante a visita a Grimsby (este da Inglaterra), na terça-feira.
Uma testemunha, Sandra Cook, de 67 anos, contou aos jornalistas presentes no local que interpelou a duquesa de Cambridge. "Perguntei-lhe: Queria dizer a sua filha, não é". E ela disse 'não, não sabemos de nada'. Respondi-lhe: penso que sabe e a Kate respondeu-me: 'não vamos dizer nada'".
Ansiosos por dar a novidade, os jornais ingleses trouxeram a informação para as suas manchetes de hoje como compila a AFP:
- "É menina? Kate deixou escapar o segredo do bebé real", Daily Express.
- "É menina", Daily Mirror.
http://www.dn.pt/inicio/pessoas/interior.aspx?content_id=3091173



06 março 2013

Daniel Oliveira abandona Bloco entre acusações de “sectarismo”


Daniel Oliveira, militante histórico do Bloco de Esquerda e que nele militava desde a sua fundação, abandonou o partido com uma dura carta em que acusa os seus dirigentes de sectarismo político e critica as últimas opções políticas, como a criação da corrente “Socialismo”, as escolhas para as candidaturas autárquicas e a falta de vontade de dialogar à esquerda para conseguir fazer pontes com outros partidos.
Ao longo de cinco páginas, o histórico militante discorre sobre os motivos concretos da sua saída. O primeiro é a criação da corrente “Socialismo”, proposta por Francisco Louçã, João Semedo e José Manuel Pureza, considerando que será “um partido dentro do partido, que terá a capacidade de definir, sozinho, as principais opções políticas e a “distribuição de cargos” no Bloco (aquilo a que realmente as correntes se dedicam)”. Por outro lado, considera que a nova corrente revela que “o coordenador anterior [Francisco Louçã] não desistiu de continuar a coordenar, sem ocupar o cargo, o Bloco de Esquerda”.
Para o fim, Oliveira guarda as críticas mais abrangentes, acentuando a sua já antiga divergência quanto à forma como o BE se deve relacionar com os outros partidos: “Sozinho, o Bloco não chega para a luta que temos pela frente”. “O Bloco só será útil, como instrumento político, se quiser participar em algo maior”.
http://www.publico.pt/politica/noticia/daniel-oliveira-abandona-o-bloco-de-esquerda-1586734
Pois é, tal como tu somos dezenas de milhar os excluídos do sistema. Não que professe a tua ideologia. Refiro-me à circunstância. Aos métodos. À pseudo-democracia da escolha dos eleitos.
Resta-nos a intervenção cívica, a energia aos espaços de cidadania fundamentais para a enorme luta que nos espera.

António Costa – A situação a que chegámos…


(...) A situação a que chegámos não foi uma situação do acaso. A União Europeia financiou durante muitos anos Portugal para Portugal deixar de produzir; não foi só nas pescas, não foi só na agricultura, foi também na indústria, por ex. no têxtil. Nós fomos financiados para desmantelar o têxtil porque a Alemanha queria (a Alemanha e os outros países como a Alemanha) queriam que abríssemos os nossos mercados ao têxtil chinês basicamente porque ao abrir os mercados ao têxtil chinês eles exportavam os teares que produziam, para os chineses produzirem o têxtil que nós deixávamos de produzir.
E portanto, esta ideia de que em Portugal houve aqui um conjunto de pessoas que resolveram viver dos subsídios e de não trabalhar e que viveram acima das suas possibilidades é uma mentira inaceitável.
Nós orientámos os nossos investimentos públicos e privados em função das opções da União Europeia: em função dos fundos comunitários, em função dos subsídios que foram dados e em função do crédito que foi proporcionado. E portanto, houve um comportamento racional dos agentes económicos em função de uma política induzida pela União Europeia. Portanto não é aceitável agora dizer? podemos todos concluir e acho que devemos concluir que errámos, agora eu não aceito que esse erro seja um erro unilateral dos portugueses. Não, esse foi um erro do conjunto da União Europeia e a União Europeia fez essa opção porque a União Europeia entendeu que era altura de acabar com a sua própria indústria e ser simplesmente uma praça financeira. E é isso que estamos a pagar!
A ideia de que os portugueses são responsáveis pela crise, porque andaram a viver acima das suas possibilidades, é um enorme embuste. Esta mentira só é ultrapassada por uma outra. A de que não há alternativa à austeridade, apresentada como um castigo justo, face a hábitos de consumo exagerados. Colossais fraudes. Nem os portugueses merecem castigo, nem a austeridade é inevitável.
Quem viveu muito acima das suas possibilidades nas últimas décadas foi a classe política e os muitos que se alimentaram da enorme manjedoura que é o orçamento do estado. A administração central e local enxameou-se de milhares de "boys", criaram-se institutos inúteis, fundações fraudulentas e empresas municipais fantasma. A este regabofe juntou-se uma epidemia fatal que é a corrupção. Os exemplos sucederam-se. A Expo 98 transformou uma zona degradada numa nova cidade, gerou mais-valias urbanísticas milionárias, mas no final deu prejuízo. Foi ainda o Euro 2004, e a compra dos submarinos, com pagamento de luvas e corrupção provada, mas só na Alemanha. E foram as vigarices de Isaltino Morais, que nunca mais é preso. A que se juntam os casos de Duarte Lima, do BPN e do BPP, as parcerias público-privadas 16 e mais um rol interminável de crimes que depauperaram o erário público. Todos estes negócios e privilégios concedidos a um polvo que, com os seus tentáculos, se alimenta do dinheiro do povo têm responsáveis conhecidos. E têm como consequência os sacrifícios por que hoje passamos.
Enquanto isto, os portugueses têm vivido muito abaixo do nível médio do europeu, não acima das suas possibilidades. Não devemos pois, enquanto povo, ter remorsos pelo estado das contas públicas. Devemos antes exigir a eliminação dos privilégios que nos arruínam. Há que renegociar as parcerias público--privadas, rever os juros da dívida pública, extinguir organismos... Restaure-se um mínimo de seriedade e poupar-se-ão milhões. Sem penalizar os cidadãos.
Não é, assim, culpando e castigando o povo pelos erros da sua classe política que se resolve a crise. Resolve-se combatendo as suas causas, o regabofe e a corrupção. Esta sim é a única alternativa séria à austeridade a que nos querem condenar e ao assalto fiscal que se anuncia. (…)
António Costa, Quadratura do Círculo

Hugo Chávez - em sua memória



Cidade (Vila) Nova de Santo André - Evolução Histórica

Parque Central de Vila Nova de Santo André

Portugal visto de fora


Vista de fora, a nossa crise é uma crise de direitos garantidos e benefícios corporativos.
Foi esta a ideia que esteve por detrás do memorando de entendimento, e é ela que explica a lógica das condições que nos têm sido impostas desde meados de 2011. Vista de dentro, a crise tem tantas explicações quanto posições ideológicas. Da esquerda para a direita, a crise é interna à lógica do capitalismo, um efeito colateral da crise financeira internacional, ou a factura da festa dos últimos anos. Responsáveis é que não há. Quem assuma erros, tão pouco. Visto de fora cá dentro, o resultado não podia ser outro. Nunca os portugueses confiaram tão pouco na classe política, do partido que nos levou à bancarrota aos partidos que agora nos governam sob a batuta da troika; nunca os portugueses temeram tanto o futuro que os espera.
Vista de fora, a última década foi uma década perdida. Crescimento económico nulo, produtividade a crescer menos do que os salários, resultados escolares aterradores, um aparelho de Estado tomado por clientelas poderosas, o constante adiar da resolução de problemas à vista de todos. Visto de dentro, foi uma década de expansão da classe média do Estado, de crédito barato e sem limites, da construção desenfreada, de Scut sem tino, de expansão milagrosa da ciência nacional. Visto de fora cá dentro, o reverso da medalha era claro como água. Na ciência, há quem associe a crise ao facto dos dois prémios Gulbenkian de Ciência deste ano se terem ido embora de Portugal.
Se lhes perguntarem, como aos milhares de outros que viveram de bolsas anos a fio cedo percebem que a explicação é outra. O milagre da expansão da ciência tinha pés de barro. O essencial, e mais difícil, ficou por fazer: integrar a nova geração de cientistas nas universidades, em vez de os subsidiar com bolsas em estruturas paralelas. Da mesma forma, o Estado social tinha filhos e enteados: os primeiros cada vez mais grisalhos e os segundos cada vez mais jovens e precários. A paisagem natural, essa foi sendo destruída paulatinamente ao sabor da "estratégia PIN". As desigualdades, económicas mas também de poder e influência, mantiveram-se, no essencial, intocadas.
Visto de fora, o nosso futuro é sombrio.
Como reindustrializar um país que nunca foi industrializado? Como pagar uma dívida de mais de 120% do PIB com as taxas de crescimento anémicas que se prognosticam para os próximos (muitos) anos?
Como aumentar a produtividade da força de trabalho menos qualificada da Europa ocidental? Visto de dentro, predomina a incapacidade de reconhecer erros passados e o tacticismo das sondagens, uma incapacidade apoiada sobre sectores da nossa sociedade que fingem não perceber que quanto mais se puxa o lençol, mais os pés ficam de fora. Visto de fora cá dentro, há razões de sobra para tentar provar que os prognósticos sombrios estão errados e que as inércias à mudança são injustas.
Até porque é do seu próprio futuro que estamos a falar. As grandes manifestações do último ano e meio, a vontade em discutir o futuro do Estado social, a insubmissão às hierarquias e ao poder instituído são sinais claros de que a história desta crise ainda agora começou. Os seus protagonistas têm perante si um desafio comparável ao que a geração dos seus pais teve no 25 de Abril: o de lançar as bases de um projecto futuro de vida em comum. Esse projecto de um Estado providência financiado com taxas de crescimento de 5% ao ano é, hoje, passado.
Um passado com o qual temos que contar - para o bem e para o mal - para o que aí vem. Ou muito me engano, ou o futuro é muito tempo.
Filipe Carreira da Silva, Investigador, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Autor de O Futuro do Estado Social (FFMS, 2013)
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-06/0/5_2009855_362A17ECF9EE6BCCF4130683FB68B4A8.pdf

Probabilidade de petróleo no Alentejo


O CEO da Galp Energia, Manuel Ferreira de Oliveira, disse hoje que a probabilidade de encontrar petróleo em Portugal é maior na bacia do Alentejo do que na bacia de Peniche. Duas zonas que a empresa está a explorar neste momento.
No entanto, o presidente executivo da Galp ressalva que estas são as previsões tendo em conta os estudos geológicos actuais e que essas estimativas podem mudar a qualquer momento consoante as descobertas que forem sendo feitas.
Em declarações aos jornalistas no final da apresentação do plano estratégico ao mercado em Londres, Ferreira de Oliveira lembrou ainda que a Galp decide no final deste ano se começa a perfurar ou não numa destas duas zonas.
http://www.dinheirovivo.pt/Empresas/Artigo/CIECO110187.html

05 março 2013

RIP Hugo Chávez


O presidente da Venezuela,  Hugo Chávez, morreu na tarde desta terça-feira (5), aos 58 anos, na capital Caracas, após um ano e meio de luta contra o câncer.
A morte ocorreu às 16h25 locais.
Hugo Rafael Chávez Frías nasceu em 28 de Julho de 1954, em Sabaneta, estado de Barinas, no oeste da Venezuela.




Portugueses rejeitam cortes na Saúde, Educação e Segurança Social


Barómetro: Escolhas do Governo para corte de quatro mil milhões na despesa do Estado são recusadas pela maioria dos portugueses, que defendem, em alternativa, reduções na defesa, parcerias público-privadas e juros da dívida. Apenas 1% dos inquiridos aceita cortes na Educação e Saúde, e 5% na Segurança Social. 57% afirmam que as pensões de reforma devem ser pagas pelo Estado e não por privados.
43% consideram que o número de militares deve diminuir.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-05/0/5_2009452_7A2627C15CE19424FDA2E578CB703231.pdf

A troika


A troika transformou-se no eixo à volta do qual gravita toda a política portuguesa. O governo afadiga-se para não ter uma má avaliação da troika, mostrando uma subserviência constante perante as suas imposições, por mais disparatadas que elas sejam.
O líder da oposição escreve cartas à troika a pedir a vinda dos seus responsáveis políticos, mas depois aceita reunir--se com simples técnicos. E o povo engrossa as ruas numa manifestação a pedir que se lixe a troika. Quanto aos técnicos da troika, encararam a manifestação com a mesma displicência com que tratam os políticos portugueses, limitando-se a mudar de local de trabalho para não serem incomodados. Para eles, quem tem de se lixar são os portugueses.
Os técnicos da troika podem fazer isso porque não vão a eleições, mas os seus paus mandados irão. E os exemplos de Papandreou e Monti cá estão para mostrar o descalabro eleitoral em que os seus apoiantes podem cair, com o risco de entregar os países a partidos com a consistência política de um Movimento 5 Estrelas ou com o extremismo radical de uma Aurora Dourada. Por isso, quando vemos um ministro das Finanças, que errou sistematicamente as suas previsões, limitar-se ao discurso patético de que Portugal aguenta todas as tormentas porque é um país de marinheiros, podemos apostar que este navio vai acabar é no fundo do mar. E para evitar isso, ou se muda de rumo, ou se tem uma revolta a bordo.
LUIS MENEZES LEITÃO
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-05/0/5_2009477_685877F30557A5F4B258EF65AE48A0E5.pdf

CONSULTÓRIO DE DIREITO DE TRABALHO


CONSULTÓRIO DE DIREITO DE TRABALHO
Estou desempregado e recebo subsídio.
Sou obrigado a aceitar qualquer oferta de trabalho?
A atribuição do subsídio de desemprego implica para o beneficiário o dever de procurar activamente emprego pelos próprios meios e o de aceitar emprego conveniente.
O emprego conveniente pode não corresponder à actividade anteriormente exercida. No entanto, deve tratar-se de função que o trabalhador possa desempenhar, em atenção às suas aptidões físicas e formação profissional. O montante da retribuição terá de ser igual ou superior ao valor da prestação de desemprego, acrescido de 10%, se a oferta de emprego ocorrer durante os primeiros 12 meses de concessão do subsídio; ou igual ou superior ao valor da prestação de desemprego, se a oferta ocorrer a partir do 13.° mês. Por conseguinte, não há obrigação de aceitar uma oferta de emprego com retribuição inferior ao subsídio.
Contudo, note-se que é sempre considerado emprego conveniente aquele que garanta uma retribuição ilíquida igual ou superior à auferida no emprego imediatamente anterior.
Há também limites quanto ao custo de transporte (que não deve exceder 10% da retribuição ilíquida, ou, em alternativa, as despesas no emprego anterior) e quanto ao tempo médio de deslocação (que não deve, em princípio, exceder 25 % do horário).
Recentemente, a Portaria 207/2012, de 6/7, criou um apoio financeiro destinado aos desempregados inscritos nos centros de emprego há mais de seis meses que aceitem oferta de emprego cuja retribuição ilíquida seja inferior ao subsídio e tenham ainda, na data da celebração do contrato de trabalho, direito a beneficiar da prestação de desemprego por seis meses. Porém, só há direito ao apoio se o contrato não for celebrado com o antigo empregador, com duração mínima de três meses e a tempo completo.
Nesse caso, o desempregado irá receber metade do subsídio, durante seis meses, até ao limite de 500€, e 25% do subsídio nos seis meses seguintes, até ao limite de 250€. Para este efeito, deve apresentar um pedido ao lEFP, nos 30 dias seguintes ao início do trabalho.
Apesar de não se conhecerem os dados de aplicação deste incentivo, trata-se de uma medida positiva, porquanto possibilita um mais rápido regresso ao mercado de trabalho, combinando medidas de apoio social com políticas de emprego, com vantagens consideráveis quer para o beneficiário, quer para a sociedade.
Cláudia Madaleno, Membro do Instituto de Direito do Trabalho da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-05/0/5_2009482_8E7020D7F5278B7F97E4F77A419FF05F.pdf

04 março 2013

Espelho meu! Há alguém mais certo do que eu?


Dizia a notícia: Primeiro a desconfiança sobre os “movimentos inorgânicos”. Depois a acusação: têm “preconceitos em relação ao movimento operário”. Agora a flexibilidade táctica no terreno – os deputados do PCP vão estar nas várias manifestações da “justa indignação”. DN – 2 de Março de 2013, pág. 10.
Meu comentário: sobre os movimentos inorgânicos é a velha questão de que ao PCP tudo o que não puder ser previsível, controlado, pré-analisado, lhes cai mal.
Em relação aos preconceitos relativos ao movimento operário só se for para rir. Faz-me lembrar uma certa etnia que passa o tempo a dizer que os europeus são racistas, mas quem já esteve em África, nem que seja de férias, sabe bem quem são os verdadeiros racistas… assim estão estes “belos camaradas” e a sua noção de preconceitos… e já agora que fixação é essa de só defenderem a honra dos operários? Então não são um Partido de massas?
Por fim a táctica, tacticismo, de se aliarem, colarem, a tudo o que for manifestação contra…

Governo Sombra - 2 mar 13

Veja este vídeo fantástico do MSN - Governo Sombra - 2 mar 13

Com Ricardo Araújo Pereira, Pedro Mexia, João Miguel Tavares e Carlos Vaz Marques.

PRESSÃO: Quebra nos impostos, desemprego e Tribunal Constitucional ameaçam metas orçamentais – UTAO


A Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) considera que a quebra nas receitas fiscais, o aumento do desemprego e a decisão pendente do Tribunal Constitucional sobre o orçamento são já riscos para as metas orçamentais deste ano.
Numa análise ao primeiro mês de execução orçamental, os técnicos independentes que funcionam junto da Comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública apontam já que “algumas das variações observadas merecem alguma preocupação”, apesar do ano ainda agora ter começado, em especial “os impostos indirectos e o subsídio de desemprego”.
“Independentemente da execução orçamental verificada até ao momento, é possível identificar alguns riscos susceptíveis de condicionar a concretização das metas estabelecidas para o ano de 2013, sobretudo os que decorrem do agravamento do cenário macroeconómico – hipótese já admitida pelas autoridades nacionais e internacionais”, diz a UTAO na análise enviada aos deputados da comissão de orçamento.
Entre os riscos pela UTAO está em primeiro lugar a receita fiscal, com os técnicos a lembrar o buraco de 886 milhões de euros que se verificou no final do ano face à estimativa de Outubro, que serviu de base para a projecção de receita fiscal de 2013.
http://noticias.pt.msn.com/quebra-nos-impostos-desemprego-e-tribunal-constitucional-amea%C3%A7am-metas-or%C3%A7amentais-utao
Ora abóboras! Então a quebra dos impostos não era previsível em face da gula desmedida do Governo que desatou a aumentar os ditos ao povo como se os bolsos esticassem infinitamente… E quanto ao desemprego, essa desgraça nacional que empurra para a miséria muitos dos melhores que temos, agora a culpa é do povo? E ainda pressionam o Tribunal Constitucional? Grande lata!


Alcácer do Sal sobe bolsas para estudantes


A Câmara de Alcácer do Sal aprovou a atribuição de treze novas bolsas a estudantes alcacerenses no ensino superior no ano lectivo de 2012/2013.
Embora estivessem previstas apenas nove bolsas, foram aprovadas mais quatro, uma vez que o município entendeu atribui-las para dar resposta a quatro candidatos em condições de carência económica comprovada e que poderiam ver inviabilizada a sua entrada no ensino superior.
O executivo considera que o apoio económico a jovens estudantes «reveste-se, cada vez mais, de crucial importância para minimizar desigualdades económicas e sociais, situação que tem vindo a agravar-se com reflexos negativos nas famílias» do concelho.
Estas treze novas bolsas juntam-se assim às onze que já haviam sido renovadas, aumentando para 24 o número de bolsas atribuídas a estudantes do ensino superior.
http://www.clipquick.com/Files/Imprensa/2013/03-02/1/5_2008738_FEF5DA8F25C96E82D4E8E2728E47DE77.pdf


03 março 2013

Naked Girl - Shopping! [Funny]

Está gorda? Estudo diz que é por não limpar a casa


«Analisámos 91 actividades diferentes, ir ao ginásio, passear o cão, e a única quer tinha influência no gasto de energias era o trabalho de limpeza em casa», disse Edward Archer, investigador na Universidade da Carolina do Sul e líder do estudo, que explica que essa foi a razão do estudo se ter focado nesse tema.
O estudo comparou os dados de donas de casa desde 1965 até hoje e descobriu que naquela época as mulheres gastavam quase 26 horas semanais a empurrar aspiradores, a limpar o pó, o chão, a cozinhar e a lavar roupa.
Ao contrário em 2010 as mulheres passavam apenas pouco mais de 13 horas por semana em tarefas domésticas. O resultado? Estão 10 quilos mais gordas do que as mulheres dos anos 60.
O autor do estudo explica, à ABC News, que o estudo não tem a intenção de dizer às mulheres que devem fazer mais trabalho em casa. Mas sim para alertar as mulheres, mas também os homens, que devem incluir a actividade física no seu dia-a-dia.
http://www.tvi24.iol.pt/503/internacional/coca-cola-ultimas-noticias-tvi24-obesidade-estudo-donas-de-casa/1424993-4073.html


Referendo suíço à limitação de "remunerações abusivas" dos "patrões"


Os primeiros resultados conhecidos e as projecções indicam que os suíços aprovaram, este domingo, a limitação das “remunerações abusivas” dos "patrões" de grandes empresas.
“O povo suíço enviou um forte sinal aos conselhos de administração”.
“Se o ‘sim’  ganhar a votação de 3 de Março, é uma verdadeira revolução que se prepara para viver o país da banca e da finança”, escreveu há dias o blogue económico do diário francês Le Monde.
As novas regras aplicam-se às empresas cotadas em bolsa e quem as violar incorre em pena de prisão de, pelo menos, três anos e a uma “pena pecuniária”, que poderá chegar às seis remunerações anuais.
O referendo deste domingo foi motivado por uma iniciativa popular, um direito dos cidadãos suíços de fazerem propostas de alteração de leis. Quando uma iniciativa recolhe 100 mil assinaturas a nível federal no espaço de 18 meses é submetida a votação.
http://www.publico.pt/mundo/noticia/suicos-votam-limitacao-de-remuneracoes-abusivas-dos-patroes-das-empresas-1586442
Penso que em Portugal se devia caminhar no mesmo sentido. Não sou contra o lucro, nem contra o dinheiro, mas tudo tem que ter conta, peso e medida justa. Sou absolutamente contra o abuso financeiro, a agiotagem, a ganância desmedida dos ‘mercados’.

Cartazes do 2 de Março de 2013







«Que se lixe a 'troika'» – 2 de Março de 2013


Manifestação que juntou multidões em várias cidades do país, e que também foi marcada em Paris e em Londres mostrou que a apatia não é uma fatalidade dos portugueses.
A organização da manifestação do movimento «Que se lixe a 'troika'» estima que hoje mais de um milhão e meio de pessoas tenha saído às ruas do país e de algumas cidades estrangeiras, «mais do que na manifestação de 15 de Setembro».
«Grândola» ouviu-se em todo o país pelas 18.30 horas.







Caça ao tesouro


O milionário Forrest Fenn, apaixonado pela arte, terá escondido uma fortuna em ouro algures na cidade de Santa Fé, no estado norte-americano do Novo México. Alegadamente, o milionário deixou pistas para o «tesouro» num poema.
Acredita-se que as pistas para encontrar 40 libras (cerca de 18 quilos) de ouro, diamantes e jóias se encontram nas memórias de Fenn, um livro apropriadamente chamado «A emoção da busca» (The Thrill of the Chase, no original). O livro contém nove poemas com pistas e um «mapa invulgar».
Um dos poemas com pistas:

«As I have gone alone in there
And with my treasures bold,
I can keep my secret where,
And hint of riches new and old.

Begin it where warm waters halt
And take it in the canyon down,
Not far, but too far to walk.
Put in below the home of Brown.

From there it's no place for the meek,
The end is ever drawing nigh;
There'll be no paddle up your creek,
Just heavy loads and water high.

If you've been wise and found the blaze,
Look quickly down, your quest to cease,
But tarry scant with marvel gaze,
Just take the chest and go in peace.

So why is it that I must go
And leave my trove for all to seek?
The answers I already know,
I've done it tired, and now I'm weak.

So hear me all and listen good,
Your effort will be worth the cold.
If you are brave and in the wood
I give you title to the gold»

02 março 2013

100 e mais anos com qualidade de vida


Será que o nosso futuro e o das gerações que nos seguem passa por ter uma esperança de vida centenária? E com que qualidade de vida é possível ultrapassar os 100 anos?
Michael Roizen defende que evitar o endurecimento precoce das artérias resumem-se a mudanças de hábitos tão simples como comer muito peixe e castanhas, ingerir um comprimido diário de aspirina e tomar uma taça ou duas de vinho tinto por dia. Já o sistema imunitário pode ser fortalecido através da exposição ao sol durante 10 minutos por dia, o que torna a produção da vitamina D muito mais eficaz, e tendo sempre no prato tomate e azeite, dois ingredientes que comprovadamente, ajudam a prevenir um grande número de doenças.
O médico defende que dependendo de como o indivíduo trata da sua saúde, física e emocional, a idade biológica do organismo pode ser maior ou menor do que a que está impressa no bilhete de identidade, sendo um defensor de que é possível prolongar a juventude. Como? Roizen defende que os actuais conhecimentos médicos nos ensinaram a controlar o processo de envelhecimento do sistema arterial e imunológico, os dois “responsáveis” por quase todas as doenças da idade adulta.
O Japão tem a maior média de expectativa de vida do mundo, sendo o país com o maior número de centenários.
A pergunta -óbvia – é: porquê? E como não podia deixar de ser, as razões apontadas são várias: desde logo, como conclui o recente estudo publicado pelo The Lancet o  kaihoken, ou seja, o sistema de saúde nacional que garante assistência médica universal e promove diversos exames de rastreio como norma. Depois, como nos diz o senso comum, a alimentação e outros hábitos culturais saudáveis como o exercício e as preocupações de higiene, tudo factores que a longo prazo tem um papel de peso na construção de uma boa herança genética.
Resumindo, para fazer o que está ao nosso alcance para viver mais e melhor, talvez baste seguir o velho provérbio oriental sobre o segredo da longevidade: “Comer metade, andar o dobro e rir o triplo.”
http://saude.pt.msn.com/familia/seniores/item/1662-viver-saud%C3%A1vel-at%C3%A9-depois-dos-100-anos/1662-viver-saud%C3%A1vel-at%C3%A9-depois-dos-100-anos?start=1