Para começar, nada melhor do que lembrar o ditado de Cícero, orador e político em Roma antiga, séc I a.C. Disse Cícero em latim – Historia Magistra Vitae – História mestra da vida, sugerindo que deveríamos estudar a história para aprender com os exemplos do passado como melhor nos comportarmos no presente.
Essa idéia e suas derivações desempenharam (e ainda têm) um papel importantíssimo em toda a história do ocidente. Durante muito tempo se acreditava que a importância do estudo da história estava em aprender com os grandes homens no passado. Estudando as guerras que arruinaram nações no passado, líderes poderiam evitá-las ou vencê-las no presente.
Embora hoje em dia essa relação pouco crítica com o estudo da história seja bastante questionada pelos historiadores, não há como negar que ela persiste em diversos setores da sociedade e publicações. Ainda associamos, com muita freqüência, a disciplina história aos grandes nomes, aos grandes heróis e vilões do passado. De qualquer forma, seja tentando lembrar o que nos causou aquela ressaca ou o nome daquela pessoa, seja procurando entender algum acontecimento maior e mais complicado em nossas vidas, o passado individual e coletivo é parte fundamental do presente, constituindo ambos duas dimensões da mesma realidade.
Hodie mihi, cras tibi. "Artigo 19.° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão." Declaração Universal dos Direitos Humanos
06 abril 2011
Em casa
Meus amigos e amigas, estou em casa. Mas, numa situação especial: estou de baixa hospitalar no domicílio.
Como foi bom ver, tocar, cheirar, ouvir os sons, as coisas que fazem parte da nossa vida faz tanto tempo.
Sim, tive medo de não voltar a ver, etc. a minha casinha...
Porem há o reverso da medalha: com a operação que fiz ao coração, qualquer esforço esgota-me e amedronta-me.
No Hospital temos medicação a tempo e horas certas, cama, comida, atenção exterior aos nossos sinais vitais. Enfim, é bom.
Em casa respiramos apenas o nosso ar, mas temos de fazer tudo sózinhos. E qualquer coisita é uma canseira no estado em que me encontro. Enfim, é bom.
Como foi bom ver, tocar, cheirar, ouvir os sons, as coisas que fazem parte da nossa vida faz tanto tempo.
Sim, tive medo de não voltar a ver, etc. a minha casinha...
Porem há o reverso da medalha: com a operação que fiz ao coração, qualquer esforço esgota-me e amedronta-me.
No Hospital temos medicação a tempo e horas certas, cama, comida, atenção exterior aos nossos sinais vitais. Enfim, é bom.
Em casa respiramos apenas o nosso ar, mas temos de fazer tudo sózinhos. E qualquer coisita é uma canseira no estado em que me encontro. Enfim, é bom.
05 abril 2011
04 abril 2011
Doeu
Tiraram-me os agrafos e pontos tanto do peito como da perna dadora.
Serrei os dentes. Doeu muito. Quem diz o contrário mente! Fez-me lembrar o adágio popular: piripiri na língua dos outros é mel para nós!
Serrei os dentes. Doeu muito. Quem diz o contrário mente! Fez-me lembrar o adágio popular: piripiri na língua dos outros é mel para nós!
03 abril 2011
Night and day dog
Insónia, transpiração abundante, o peito (agrafos e pontos) a doerem, a perna, de onde tiraram uma veia necessária para a operação, inchada e a doer.
O tempo cinzento. Tudo de acordo. Uma m&#»@
O tempo cinzento. Tudo de acordo. Uma m&#»@
02 abril 2011
I´m down
Uma noite para esquecer: insónia, temperatura corporal elevada - 36,9ºC, e a "cereja" no topo do bolo: rebentaram alguns pontos e agrafos.
Agora pensem como me senti quando vi no espelho do WC a camisa do pijama tinta de sangue! Muito!
Tive uma descarga de adrenalina tremenda. Transpirei violentamente, de medo. Actualmente são estes os meus medos: a minha saúde. Nem me ralo com os velhos medos...
Os meus "anjos da guarda", ontem a Enfermeira Catarina Arruda, e principalmente hoje a Enfermeira Isabel Cordoeiro foram impecáveis. Trataram-me com zelo, profissionalismo e competência.
Enfim, há semanas up e outras down.
Agora pensem como me senti quando vi no espelho do WC a camisa do pijama tinta de sangue! Muito!
Tive uma descarga de adrenalina tremenda. Transpirei violentamente, de medo. Actualmente são estes os meus medos: a minha saúde. Nem me ralo com os velhos medos...
Os meus "anjos da guarda", ontem a Enfermeira Catarina Arruda, e principalmente hoje a Enfermeira Isabel Cordoeiro foram impecáveis. Trataram-me com zelo, profissionalismo e competência.
Enfim, há semanas up e outras down.
01 abril 2011
31 março 2011
Dr. Menezes da Silva
O meu agradecimento pessoal ao Dr. Menezes da Silva, que se prontificou a vir do exterior do H.L.A. visitar-me, e a facilitar a resolução de um problema, na noite de terça-feira, dia 29 de Março.
Obrigado Sr. Dr. O Sr. é o meu médico pessoal e particular faz umas mãos cheias de anos, no entanto fez muito mais do que o zelo, ou código deontológico o obrigava.
Foi um amigo o que senti na atitude, participação e desbloquear.
Obrigado Sr. Dr. O Sr. é o meu médico pessoal e particular faz umas mãos cheias de anos, no entanto fez muito mais do que o zelo, ou código deontológico o obrigava.
Foi um amigo o que senti na atitude, participação e desbloquear.
O Tempo e os Sentimentos
Há pessoas assim, com esse dom, carisma
Porquanto tantos foram os anos
Que a vida lhes trocou os papéis
E seguiram seus caminhos
Mas quando se reencontram
Novamente
O turbilhão de emoções
Julgado esquecidas, para sempre
Ou ultrapassado, afinal essas emoções
As genuínas
Vem ao de cima, com uma força imparável
E não há arquitectura antiga ou moderna, dique ou barragem
Que as controle, as amarre, as sustenha
O amor é eterno
Lindo
Indescritível
E muitas são as maneiras de compor uma jarra de flores
Um toque, paixão, um beijo, uma lágrima
Mas também um simples
Apertar de mãos
Um olhar, aquele…
Que marca toda a diferença
Oh deuses do Olimpo, que jamais feneça
Se apague a “Grega”, linda, sofisticada, mulher
Que a chama dure o que tiver de ser
Obrigado deuses, acaso, sei lá
Por saber que ainda não sou pedra
Nem pó!
Porquanto tantos foram os anos
Que a vida lhes trocou os papéis
E seguiram seus caminhos
Mas quando se reencontram
Novamente
O turbilhão de emoções
Julgado esquecidas, para sempre
Ou ultrapassado, afinal essas emoções
As genuínas
Vem ao de cima, com uma força imparável
E não há arquitectura antiga ou moderna, dique ou barragem
Que as controle, as amarre, as sustenha
O amor é eterno
Lindo
Indescritível
E muitas são as maneiras de compor uma jarra de flores
Um toque, paixão, um beijo, uma lágrima
Mas também um simples
Apertar de mãos
Um olhar, aquele…
Que marca toda a diferença
Oh deuses do Olimpo, que jamais feneça
Se apague a “Grega”, linda, sofisticada, mulher
Que a chama dure o que tiver de ser
Obrigado deuses, acaso, sei lá
Por saber que ainda não sou pedra
Nem pó!
Artérias novas e pequeno acerto na Aorta - Hospital de Santa Maria
Tal como o título deste post o indica, foi no grande Hospital de Santa Maria, que realizei a necessária,mas tão temida, operação ao coração.
Estranhem ou não, da operação propriamente dita, praticamente nada me lembro. Só sei o que me contaram posteriormente. Ainda assim, lembro-me de ser conduzido na cama/maca ao bloco operatório cerca das 23.40 horas de dia 24 de Março. Contaram-me que a operação em si, durou duas horas. Com o período preparatório e com o período pós-operatório foram no total cinco horas.
Tenho um agradecimento especial a fazer ao médico cirurgião que me operou: obrigado Dr. Ricardo Aruda Pereira. Devo ainda agradecer a simpatia, disponibilidade, competência, dos Dr. João dos Reis Fançony; Dr. António Barbosa; Dra. Jennifer Santos, Enfermeiro José Manuel, e outros profissionais altamente competentes e que me acompanharam nos maus e nos bons momentos.
Estranhem ou não, da operação propriamente dita, praticamente nada me lembro. Só sei o que me contaram posteriormente. Ainda assim, lembro-me de ser conduzido na cama/maca ao bloco operatório cerca das 23.40 horas de dia 24 de Março. Contaram-me que a operação em si, durou duas horas. Com o período preparatório e com o período pós-operatório foram no total cinco horas.
Tenho um agradecimento especial a fazer ao médico cirurgião que me operou: obrigado Dr. Ricardo Aruda Pereira. Devo ainda agradecer a simpatia, disponibilidade, competência, dos Dr. João dos Reis Fançony; Dr. António Barbosa; Dra. Jennifer Santos, Enfermeiro José Manuel, e outros profissionais altamente competentes e que me acompanharam nos maus e nos bons momentos.
30 março 2011
OS PONTOS NOS ÍS
Soube por colega reformada, que pratica voluntariado, no Hospital do Litoral Alentejano, da vergonhosa versão posta a circular quanto ao que sucedeu no passado dia 4 de Março. Tal como diz o velho ditado: Só não se sente quem não é filho de boa gente. Aliás, este meio serve de resposta às inverdades postas a circular. Naturalmente que se não vir, nem vier um pedido desculpa assumido pelos participantes, reservo-me o direito constitucional de adoptar outras medidas legais.
Depois deste intróito vamos ao que se passou no dia 4 de Março. Dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”
Ah, e não me venham com a conversa fiada que é o “atacado”, o fortemente menorizado nas suas capacidades de raciocínio, lucidez, é que ainda por cima lhe compete decidir responsavelmente, o que fazer, ou não, em face daquilo que mais tarde ficou demonstrado e documentado ter sido (sofrido) UM ENFARTE DO MIOCÁRDIO AGUDO.
Entretanto a populaça é manipulada e informada de coisa bem diferente do que se passou na realidade. Um diz-que-disse, umas conversas de café, e outros locais habituais para disseminar os boatos. A tradicional, velha e bolorenta táctica da contra-informação dos idos de 74, 75, 76, 77 e 78. Lembram-se? O medo…
Quando passamos por uma experiência, quase exotérica de não-vida, recuperamos o respeito por nós mesmos, deixa de haver “medos”, e muito menos aceitamos qualquer ataque à nossa honra e bom nome. São sagrados, a partir de agora, custe a engolir a quem quer que o chapéu lhe sirva.
Depois deste intróito vamos ao que se passou no dia 4 de Março. Dei aulas da parte da manhã, isto é, das 8.30 às 12.45 horas. Fui a casa almoçar, como sempre, e voltei à escola perto das 14.30, hora a que recomeçaria o turno da tarde. Tive um ataque fulminante, uma dor incontável. Não consegui subir ao 1º piso onde iria leccionar. Dirigi-me, arrastando-me, ao órgão directivo, e disse-lhes que estava a sentir-me extremamente mal, com uma dor fortíssima no peito e braços. Exudava abundantemente, não me conseguia aguentar de pé, tive de sentar-me, tinha dificuldade em articular palavras com fluência. Trouxeram um 1º aparelho para medir a tensão arterial. Não funcionava. Trouxeram um 2º aparelho: deu 18 – 12 !! Estava rodeado por inúmeras pessoas, adultas, com cargos de responsabilidade, experientes, e ninguém chamou o 112 – INEM. Há uma frase que não me esquecerei, ainda para mais repetida duas vezes: “és um homem, ou um rato?”
Ah, e não me venham com a conversa fiada que é o “atacado”, o fortemente menorizado nas suas capacidades de raciocínio, lucidez, é que ainda por cima lhe compete decidir responsavelmente, o que fazer, ou não, em face daquilo que mais tarde ficou demonstrado e documentado ter sido (sofrido) UM ENFARTE DO MIOCÁRDIO AGUDO.
Entretanto a populaça é manipulada e informada de coisa bem diferente do que se passou na realidade. Um diz-que-disse, umas conversas de café, e outros locais habituais para disseminar os boatos. A tradicional, velha e bolorenta táctica da contra-informação dos idos de 74, 75, 76, 77 e 78. Lembram-se? O medo…
Quando passamos por uma experiência, quase exotérica de não-vida, recuperamos o respeito por nós mesmos, deixa de haver “medos”, e muito menos aceitamos qualquer ataque à nossa honra e bom nome. São sagrados, a partir de agora, custe a engolir a quem quer que o chapéu lhe sirva.
23 março 2011
Operação
Meus caros leitores, a partir de amanhã vou deixar de postar com regularidade. Aliás, nem sei quando volto a poder aceder a um computador.
Na quinta-feira, 24, para a operação ao coração. Peito aberto, externo aberto. Anestesia total. Desentupir três artérias, uma a 100%, outra a 92%, e a 3ª a 50%. Só me resta actualmente uma artéria totalmente livre, desimpedida. Conclusão: a minha circulação do sangue restringe-se aí a uns 35/40% do necessário.
Daí o super-desentupimento com recurso a pequenos excertos de veias tiradas dos membros inferiores.
Mas ainda há mais, vão tentar corrigir a atrofia na artéria aorta, isto é, passar dos actuais 39mm para os 41mm necessários.
DEUS queira que tudo corra bem. O Senhor é meu mestre e guia.
Estarei lá internado no SO - Urgência cerca de 4 ou 5 dias. Não posso atender chamadas, muito menos fazê-las. Mas vocês, meu pessoal, podem telefonar para o nº geral, presumo que serviço de cardiologia e perguntarem por mim. Para além da possibilidade de irem ver-me nas horas das visitas, ok?
Neste ultimo post quero agradecer a forma como fui bem tratado pelo Cardiologista Dr. Pedro Marques, pelos Enfermeiros Catarina Arruda, Daniela Braz, e José Brasil, e por Luís Lopes. Obrigado.,
Um especial agradecimento ao Sr. Director Clínico do Serviço de Medicina Interna - Dr. José António Sousa e Costa; ao Médico Assistente Principal - Dr. João Paulo Caixinha, e ao Médico Assistente - Dr. Armindo Ribeiro. Um caso de empatia a Dra. Susana Freitas (telefona-me?).
A razão é simples: vou amanhã,dia 23 de Março, para o Hospital de Santa Maria.
No primeiro dia para me prepararem, seja lá isso o que for!Na quinta-feira, 24, para a operação ao coração. Peito aberto, externo aberto. Anestesia total. Desentupir três artérias, uma a 100%, outra a 92%, e a 3ª a 50%. Só me resta actualmente uma artéria totalmente livre, desimpedida. Conclusão: a minha circulação do sangue restringe-se aí a uns 35/40% do necessário.
Daí o super-desentupimento com recurso a pequenos excertos de veias tiradas dos membros inferiores.
Mas ainda há mais, vão tentar corrigir a atrofia na artéria aorta, isto é, passar dos actuais 39mm para os 41mm necessários.
DEUS queira que tudo corra bem. O Senhor é meu mestre e guia.
Estarei lá internado no SO - Urgência cerca de 4 ou 5 dias. Não posso atender chamadas, muito menos fazê-las. Mas vocês, meu pessoal, podem telefonar para o nº geral, presumo que serviço de cardiologia e perguntarem por mim. Para além da possibilidade de irem ver-me nas horas das visitas, ok?
Neste ultimo post quero agradecer a forma como fui bem tratado pelo Cardiologista Dr. Pedro Marques, pelos Enfermeiros Catarina Arruda, Daniela Braz, e José Brasil, e por Luís Lopes. Obrigado.,
Um especial agradecimento ao Sr. Director Clínico do Serviço de Medicina Interna - Dr. José António Sousa e Costa; ao Médico Assistente Principal - Dr. João Paulo Caixinha, e ao Médico Assistente - Dr. Armindo Ribeiro. Um caso de empatia a Dra. Susana Freitas (telefona-me?).
22 março 2011
Parecer e ser...
Dia 22 – 18º de internamento ininterrupto no HLA.
Sou bem tratado, os profissionais são gentis, competentes. Não conseguem resolver os problemas internos dos pacientes. Acompanham, administram, receitam, monitorizam, fazem relatórios, mas não fazem milagres…
O problema que tive: enfarte agudo do miocárdio (2 vezes) foi um episódio do grande problema que me afligirá o resto da vida – angina de peito instável.
O dia está lindo a esta hora, vejo através da janela do quarto, as pessoas a movimentarem-se, sinto o cheiro a Primavera invadir-me o quarto (tenho o hábito de abrir a janela), o corre-corre, a lufa-lufa diária, de tudo isto tenho saudade. Mas não posso. Estou proibido de ir além do quarto. Dizem que não posso fazer nenhum esforço. Até penduraram nos pés da cama, não fosse eu esquecer-me, um letreiro com o aviso “Repouso no leito”!
Para não variar às 02.31h. fui acometido duma dor forte no peito, falta de ar, etc. A equipa de turno acorreu com presteza e eficiência, iniciou as manobras já relatadas por este vosso escriba em outros posts anteriores. Só que desta vez administraram-me sedativo suficiente e de tal eficácia que não ouvi nadinha da trovoada que se abateu sobre a nossa zona. Pelo menos era essa a conversa, hoje de manhã, por parte dos enfermeiros, auxiliares e enfermos. Por mim, népia, não dei por nada.
O pior ainda estava para vir. É norma desta casa, sim, já lhe chamo casa tantos são os dias que aqui estou, que os hábitos de higiene pessoais irem das 08.00h. às 09.00h. Pois foi em pleno banho que sofri fortíssimo ataque no peito. Só não caí, porque existem uns varões onde me agarrei. A água do chuveiro continuou a jorrar e inundou o chão da casa de banho. E agora digam-me que não somos Homens de hábitos e cultura enraizados desde os nossos ancestrais. Sabem o que fiz, apesar de estar a sofrer intensamente a dor no peito, ter tonturas, falta de equilíbrio, etc.? Limpei-me à toalha, o melhor que pude, por pudor, vergonha, de ter de chamar a equipa de emergência e ser visto nu! Parvoíce!
Desta vez além dos procedimentos já habituais, ligar-me às máquinas, N comprimidos, ligaram-me a máscara de oxigénio. Vieram os meus dois médicos assistentes: Drs. João Caixinha, e Armindo Ribeiro. Tomaram a decisão terapêutica de alterar a medicação que tomava até agora e de me submeterem a nova bateria de testes.
Pela minha parte, pedi uma vez mais, que me levassem para uma das “oficinas super especializadas” de Lisboa, em tratamento destes casos “complicados do motor”. Prometeram que o fariam.
Quem me vir, neste momento, nem lhe passa pela cabeça o que tenho sofrido nestes últimos 40 dias. Agora pareço bem, pareço o mesmo de antigamente, pareço…
Agrupamento E. S. A.
Foi comigo. Aguentei. Não se sabe com que maleitas ficarei para o resto da vida.
Com outros(as) as coisas podem ser diferentes, para pior...
21 março 2011
Agradecimento
Agradeço a todos os que me visitam, telefonam ou enviam mensagens escritas.
O vosso apoio tem sido fundamental para vencer a tristeza, depressão, angústia, que facilmente se apoderam de uma pessoa.
A espera por algo que sabemos ser a única solução é terrível. Mas é assim mesmo, os desígnios do Senhor são insondáveis. Há que ter fé e esperar...
Agradeço à Sra. Enfermeira-Chefe Helena Lucas, o resolver de assuntos; agradeço o serviço eficiente do Enfermeiro Especialista Victor Mendes, e à Enfermeira Rita Semedo.
Muito obrigado.
O vosso apoio tem sido fundamental para vencer a tristeza, depressão, angústia, que facilmente se apoderam de uma pessoa.
A espera por algo que sabemos ser a única solução é terrível. Mas é assim mesmo, os desígnios do Senhor são insondáveis. Há que ter fé e esperar...
Agradeço à Sra. Enfermeira-Chefe Helena Lucas, o resolver de assuntos; agradeço o serviço eficiente do Enfermeiro Especialista Victor Mendes, e à Enfermeira Rita Semedo.
Muito obrigado.
Viúvas-Negras
A viúva-negra é uma espécie de aranha extremamente perigosa. Sua picada pode,quase sempre, ser fatal devido ao seu concentrado veneno. Seu nome origina-se do seu acasalamento, que, após a cópula com o macho da mesma espécie, esta acaba por matá-lo e em alguns casos , até consome-o como alimento, tornando-se assim uma viúva e negra por conta de sua cor escura. Possui uma ampla mancha vermelha no abdômen A viúva-negra é uma espécie de aranha extremamente perigosa.
Com as devidas ressalvas e adaptações temos no género humano feminino o equivalente. São as “pastilhas-elásticas” ou “chuingans”.
Atraem, mastigam, saboreiam enquanto a pastilha tem gosto e sabor, e enquanto for suficientemente flexível e maleável. Quando começar a enrrijecer, cospem-nas fora!
As adeptas das “pastilhas-elá sticas” partem para outra conquista na maior das calmas, sem remorsos, sem nenhum sentimento nem obrigação vicenda. Para o exterior proclamam, com a maior desenvoltura e desfaçatez, que a culpa era do homo-pastilha não lhes ter satisfeito isto, isso, aquilo ou aqueloutro. E há quem acredite!
Talvez isto, como outras coisas, ajude a perceber a miséria moral em que vivemos e caímos.
As viúvas-negras reinvindicam direitos, nada de deveres ou obrigações, com o beneplácito da jurisprudêcia que apesar de estarmos no século XXI, continua a funcionar, nestes casos, como se ainda estivessemos nos séculos XIX ou 1ª metade do século XX.
Não se conhece antidoto para as viúvas-negras. Precaução, intuição e sorte são as únicas armas conhecidas para se evitar cair na teia das viúvas-negras.
Não vale a pena contar com a pseudo-colaboração da família das viúvas-negras (ver post sobre “Omerta”). Conspiram, aliciam incautos, crentes e apaixonados, fazem connúbio para manter este status, este modo de vida rentável.
Concluíndo, uma desgraça infame mas socialmente aceite com o nosso tão velho e relho encolher de ombros, e pensamntos do genero: ele que abra os olhos e se amanhe!
Nitroglicerina
21 de Março de 2011, dia do início da Primavera. Um dia solarengo, lindo, que aprecio a partir da janela do meu quarto de Hospital.
Observo a azáfama das pessoas, que chegam nos seus automóveis e enchem o parque de estacionamento. Disseram-me que todos os dias trabalham aqui, Hospital do Litoral Alentejano, mais de 2.500 pessoas nos mais variados metiers.
Pois num dia assim, auspicioso, às 02.30 horas este vosso amigo teve de chamar de urgência a equipa de turno para o acudir ao problema do costume: dores fortes no peito, falta de ar, tonturas, sensação de morte súbita.
Num instante os enfermeiros, inexcedíveis em atenção, eficácia e prontidão, Fernando Vicente e Liliana Cordoeiro, administraram-me, depois de consultarem o médico de serviço no SO, Captopril para a tensão arterial (16 – 10); 1.000gr. de aspirina, e o imprescindível comprimido SOS – Nitro glicerina, que se coloca por baixo da língua e deixa-se dissolver lentamente enquanto os efeitos do alívio da dor e pressão se desvanecem.
Lindo começar do dia, não foi? Sejamos positivos: o resto do dia será melhor…
20 março 2011
Dia 20 no HLA
Hoje, dia 20, voltei a ter uma manifestação desagradável provocada pelo meu coração. Senti falta de ar, desorientação, equilíbrio instável e dor forte no peito. E estou dentro dum Hospital onde o socorro é imediato. Imaginem darem estas dores em casa, ou no trabalho,como me aconteceu no princípio do mês.
A alimentação é sem sal, mas variada, bem confeccionada. Não tenho razões de queixa da alimentação. A
limpeza é sempre de manhã: chão e quarto de banho. Mudam todos os dias a roupa da cama, assim como as toalhas do banho.
Sou controlado de hora a hora quanto à glicemia, tensão arterial, e por causa do rush tomo injecções de cortisona. Comprimidos são tantos que já desisti de perguntar para que servem. Tomo-os e pronto!
Amanhã tenho a visita dos "vampiros" - colectores de sangue para analises, e analise à urina, em jejum.
Notícias de Lisboa (Santa Maria ou Santa Marta) é que não há meio de chegar.
Estou em baixo. Recebi duas visitas, uma familiar e outra de colega. Tentaram levantar-me o animo, mas há dias assim: sinto-me depressivo, triste, com pensamentos estranhos.
Decidi destacar pela simpatia, profissionalismo, eficiência, os enfermeiros Serafim Silva e Helena Queirós. Muitos outros também o merecem, mas deu-me na telha fazê-lo...
A alimentação é sem sal, mas variada, bem confeccionada. Não tenho razões de queixa da alimentação. A
limpeza é sempre de manhã: chão e quarto de banho. Mudam todos os dias a roupa da cama, assim como as toalhas do banho.
Sou controlado de hora a hora quanto à glicemia, tensão arterial, e por causa do rush tomo injecções de cortisona. Comprimidos são tantos que já desisti de perguntar para que servem. Tomo-os e pronto!
Amanhã tenho a visita dos "vampiros" - colectores de sangue para analises, e analise à urina, em jejum.
Notícias de Lisboa (Santa Maria ou Santa Marta) é que não há meio de chegar.
Estou em baixo. Recebi duas visitas, uma familiar e outra de colega. Tentaram levantar-me o animo, mas há dias assim: sinto-me depressivo, triste, com pensamentos estranhos.
Decidi destacar pela simpatia, profissionalismo, eficiência, os enfermeiros Serafim Silva e Helena Queirós. Muitos outros também o merecem, mas deu-me na telha fazê-lo...
Dia do PAI
Ontem, 19 de Março, foi Dia do PAI.
Recebi da minha filha o livro que apresento em baixo.
Obrigado por te lembrares.
Recebi da minha filha o livro que apresento em baixo.
Obrigado por te lembrares.
O que temos...
Infelizmente a sociedade actual valoriza o acessório, o parecer bem, os acéfalos, sem sentido crítico, falsos crentes, bem-falantes, narizes empinados (diz-se ter auto-estima!), e cujo único valor que prezam é a lei “Omerta”- Uma parte interessante do jogo são as famílias, família é um grupo de mafiosos que se reúnem por protecção mútua e com ideais de lealdade e respeito, toda família tem certas leis, que se desobedecidas podem ir desde alguma punição até expulsão.
A família possui uma hierarquia. Capo é como um líder local da família, podendo juntar à sua volta até 25 membros da família.
O cinismo e a hipocrisia fazem caminho, numa sociedade consumista, que despreza o mérito, o saber académico, a experiência, o bom senso. Prefere a cunha, o favor, o esperto, o desenrascanço, o bom/boa malandro, o nome de Família…
O que conte é o momento, vive-se para o show-off, para as luzes da ribalta. Quer-se ser socialite, para aparecer nos sítios in, para padrões de vida incomportáveis com o trabalho produzido por esses e essas figurinhas. Penso que para parecerem estar de bem com todo o mundo, conveniente, praticam cumprimentos e sorrisos falsos.
Pobre país que se não mete a marcha a trás nestes desmandos, verá as Omertas sicilianas continuar a medrar nas empresas, no Estado, no quotidiano familiar e na sociedade em geral…
A família possui uma hierarquia. Capo é como um líder local da família, podendo juntar à sua volta até 25 membros da família.
O cinismo e a hipocrisia fazem caminho, numa sociedade consumista, que despreza o mérito, o saber académico, a experiência, o bom senso. Prefere a cunha, o favor, o esperto, o desenrascanço, o bom/boa malandro, o nome de Família…
O que conte é o momento, vive-se para o show-off, para as luzes da ribalta. Quer-se ser socialite, para aparecer nos sítios in, para padrões de vida incomportáveis com o trabalho produzido por esses e essas figurinhas. Penso que para parecerem estar de bem com todo o mundo, conveniente, praticam cumprimentos e sorrisos falsos.
Pobre país que se não mete a marcha a trás nestes desmandos, verá as Omertas sicilianas continuar a medrar nas empresas, no Estado, no quotidiano familiar e na sociedade em geral…




















