A madrugada de 4 de Fevereiro de 1961, assinala o início da luta armada em Angola – Revolta de Luanda. Faz hoje 50 anos começou a Guerra Colonial. Luanda estava cheia de jornalistas estrangeiros à espera do paquete Santa Maria, tomado de assalto por Henrique Galvão (na madrugada de 22 de Janeiro) com o propósito de o desviar para a capital de Angola. Tal não aconteceu porque a Marinha americana o impediu, obrigando Galvão a inverter a rota e desembarcar no Recife. Mas, nesse longínquo 4 de Fevereiro de 1961, Luanda era o epicentro dos media internacionais. Concertada com a estratégia de Galvão, a data era perfeita.
Nesse dia, grupos de nacionalistas negros atacaram a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia de São Paulo, os Correios, a 7.ª Esquadra da PSP e o Aeroporto. Tudo terá começado às duas da madrugada, na noite de 3 para 4. Presos em liberdade, caos, mortos, feridos. Nova onda de ataques (na cidade) no dia 11. Um padre, o cónego Manuel das Neves, passou à história como mentor do putch. Para a memória colectiva ficaram os massacres de 15 de Março, que afectaram as populações de uma área superior à de Portugal: St António do Zaire, São Salvador do Congo, Maquela do Zombo, Ambrizete, Negaje, Mucaba, Sanza-Pombo, Uíge, Cuanza e Baixa do Cassange. Povoações saqueadas e destruídas, viaturas e explorações agrícolas incendiadas, animais domésticos mortos, homens decapitados, mulheres violadas e esventradas, crianças cortadas aos bocados, linhas férreas sabotadas, etc. O número de mortos oscila entre 4000 e 6000 (sendo os brancos cerca de 1200). Daí o célebre Para Angola, rapidamente e em força, de Salazar.
Hodie mihi, cras tibi. "Artigo 19.° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão." Declaração Universal dos Direitos Humanos
04 fevereiro 2011
Há concursos professores para os Açores
Calendarização do concurso para os Açores do Concurso Interno, Concurso Externo, Afectação e Contratação.
https://www.edu.azores.gov.pt/pessoaldocente/concursopessoaldocente/Paginas/Calendarização20112012.aspx
https://www.edu.azores.gov.pt/pessoaldocente/concursopessoaldocente/Paginas/Calendarização20112012.aspx
Maria Schneider, Last Tango In Paris Trailer
Com Marlon Brando e a "cena da manteiga". Para memória futura deste filme controverso de 1972.
03 fevereiro 2011
02 fevereiro 2011
Governo reduz carga horária dos alunos dos 2º e 3º ciclos
A partir do próximo ano lectivo, os alunos do 2º e 3º ciclos do ensino básico vão ter menos aulas por semana.
Segundo um diploma publicado hoje em Diário da República, as escolas vão poder organizar, a partir de 1 de Setembro, as disciplinas dos 2.º e 3.º ciclos em aulas de 45 ou 90 minutos, excepto Educação Física.
Por outro lado, procede ainda à reorganização dos desenhos curriculares dos 2.º e 3.º ciclos. "Procura-se, deste modo, a optimização dos recursos, e simultaneamente a diminuição da carga horária lectiva semanal dos alunos", refere o diploma.
As opções devem ser discutidas com os professores, pais e alunos, através do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, onde estão reunidos os seus representantes.
Também a partir do próximo ano lectivo, será eliminada a disciplina de Área de Projecto. Esta disciplina servia para o aluno aprender a organizar-se, a trabalhar sozinho e em grupo.
Por outro lado, mantém-se a disciplina não curricular de Estudo Acompanhado, dirigida aos alunos que precisam de apoio para melhorar os seus resultados, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática.
Estes alunos são indicados pelo professor responsável pela turma ou pelo Conselho de Turma (formado por todos os professores da turma).
Decreto-Lei n.º 18/2011, de 2 de Fevereiro
Implicações:
• A disciplina de EVT passa a ser leccionada por um professor
• Elimina a Área de Projecto (4 tempos)
• Elimina a Oferta da escola (2 tempos)
• Elimina 1 tempo nas NAC’s (FC)
• Mantém o Estudo Acompanhado apenas para os alunos que tenham maiores dificuldades e com efectivas necessidades (Língua Portuguesa e Matemática)
Este corte vai atingir em cheio os professores contratados.
Os professores dos quadros que ficarem com horário zero têm duas alternativas: concorrem para outro agrupamento ou preenchem a componente lectiva com apoios a alunos. Se nada for feito, podem ir parar aos disponíveis. Nesse caso, arriscam-se a perder um quarto do vencimento.
Segundo um diploma publicado hoje em Diário da República, as escolas vão poder organizar, a partir de 1 de Setembro, as disciplinas dos 2.º e 3.º ciclos em aulas de 45 ou 90 minutos, excepto Educação Física.
Por outro lado, procede ainda à reorganização dos desenhos curriculares dos 2.º e 3.º ciclos. "Procura-se, deste modo, a optimização dos recursos, e simultaneamente a diminuição da carga horária lectiva semanal dos alunos", refere o diploma.
As opções devem ser discutidas com os professores, pais e alunos, através do Conselho Geral e do Conselho Pedagógico, onde estão reunidos os seus representantes.
Também a partir do próximo ano lectivo, será eliminada a disciplina de Área de Projecto. Esta disciplina servia para o aluno aprender a organizar-se, a trabalhar sozinho e em grupo.
Por outro lado, mantém-se a disciplina não curricular de Estudo Acompanhado, dirigida aos alunos que precisam de apoio para melhorar os seus resultados, sobretudo nas disciplinas de Português e Matemática.
Estes alunos são indicados pelo professor responsável pela turma ou pelo Conselho de Turma (formado por todos os professores da turma).
Decreto-Lei n.º 18/2011, de 2 de Fevereiro
Implicações:
• A disciplina de EVT passa a ser leccionada por um professor
• Elimina a Área de Projecto (4 tempos)
• Elimina a Oferta da escola (2 tempos)
• Elimina 1 tempo nas NAC’s (FC)
• Mantém o Estudo Acompanhado apenas para os alunos que tenham maiores dificuldades e com efectivas necessidades (Língua Portuguesa e Matemática)
Este corte vai atingir em cheio os professores contratados.
Os professores dos quadros que ficarem com horário zero têm duas alternativas: concorrem para outro agrupamento ou preenchem a componente lectiva com apoios a alunos. Se nada for feito, podem ir parar aos disponíveis. Nesse caso, arriscam-se a perder um quarto do vencimento.
Egipto: problemas no canal do Suez podem beneficiar porto de Sines
O porto de Sines pode ganhar importância geoestratégica se os conflitos no Egipto prejudicarem o canal do Suez, um dos principais pontos de passagem do petróleo proveniente do Médio Oriente, disse esta quarta-feira o presidente da CIP, António Saraiva.
«Se este conflito no Egipto tiver reflexos no canal do Suez, se calhar, Portugal, pela sua exposição atlântica, acaba por ter estrategicamente um posicionamento mais favorável do que tinha até agora».
«Se este conflito no Egipto tiver reflexos no canal do Suez, se calhar, Portugal, pela sua exposição atlântica, acaba por ter estrategicamente um posicionamento mais favorável do que tinha até agora».
31 janeiro 2011
Economia, ética e os tempos conturbados
A envolvente Económica e os conturbados tempos que se avizinham justificam que reflictamos sobre a forma de actuar perante uma nova realidade que se avizinha com alteração do paradigma de desenvolvimento das sociedades modernas.
Todos sabemos que desde há cerca de cem anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito político porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
Como se suporta este poder, que cada vez mais está na mão de cada vez menos actores?
A comunicação é controlada e veicula fait-divers relatando de forma propositadamente superficial temas pouco relevantes. O ensino forma, exceptuando os alunos mais dotados, uma massa de analfabetos fornecendo-lhes títulos para satisfazer os seus anseios, mas tendo o cuidado de não os ensinar a pensar para que não possam ser qualificados a criticar e analisar. A justiça é sistematicamente desqualificada e devidamente enquadrada para que não possa investigar e punir com demasiado rigor os actores de uma peça dramática que, assim, assume contornos de comédia.
Estes três pilares que levam à infantilização das sociedades e à criação de cidadãos acríticos subjugados pela afirmação pelo ter e não pelo ser, suportam um poder Global que gere a riqueza e os recursos do Planeta de forma arbitrária e à margem dos princípios.
Como é que tudo começou?
As Sociedades têm o seu ritmo de criação de riqueza que é consequência da vitalidade económica de cada uma e da inter-dependência entre elas. Para que fosse possível uma aceleração dessa actividade permitindo mais transacções e maiores lucros aos detentores de bens transaccionáveis, após a crise de 29 e sobretudo após a II Guerra Mundial, entendeu-se que as Sociedades seriam cada vez mais desenvolvidas se fosse estimulado o consumo.
Só que para comprar um bem, seria necessário acumular riqueza primeiro, atrasando demasiado esse pretendido crescimento (consumo). Passou-se, então, a dar outra latitude ao uso do crédito, acelerando esse processo consumista.
Esta aceleração foi-se acentuando, obrigando a cada vez maiores quantidades de fundos e a maiores quantidades de países e cidadãos endividados.
A disseminação da dívida alastrava. Mas havia várias barreiras. A distância entre Mercados, as Nações e as fronteiras aduaneiras, a regulação, etc., etc.
Em meados da década de 80 do século passado e durante a década de 90 procedeu-se à aceleração final. Acordos aduaneiros Globais e a desregulação levaram ao limite a Economia da dívida.
Os bancos Centrais emitiram dívida a velocidades inimagináveis, o Sistema Bancário desregulado criou produtos sofisticadíssimos que mais não eram que sucessivos logros para incautos investirem poupanças em produtos que não sabiam o que eram. Tudo isto na presunção do crescimento ilimitado do Consumo, do crescimento continuado das Economias de cada País, suportadas em Serviços criados por esta realidade ou por bolhas especulativas sobre activos, por exemplo, imobiliários.
Esta Ditadura da dívida suportada na ignorância das populações, distraídas com fait-divers, embeiçadas com gadgets inúteis mas muito evoluídos tecnologicamente, permitiu uma concentração de riqueza na mão de tão poucos, que a soberania está perder-se. E está a perder-se porque pode ser presa fácil de quem tem poder económico para subjugar incautos, que se deixaram envolver por dívidas que, plausivelmente, com a riqueza que criam, dificilmente conseguirão pagar as dívidas contraídas.
Restar-lhes-á vender os seus activos ao desbarato e, com alta probabilidade, sempre aos mesmos actores.
Resumindo, entre 1980 e 2009, Portugal aumentou o PIB para o dobro e aumentou 55 vezes a dívida. Se não nos endividámos para crescer, só podemos ter-nos endividado para consumir.
Como sabemos que muito deste consumo foi importado, a dívida global é bem maior que a dívida do Estado.
Pior, o Estado esmagou os contribuintes com Impostos que suportassem a ineficiência e o clientelismo tentacular que foi criando, sempre suportado na informação fait-divers de cidadãos infantilizados e analfabetos, servidos por uma justiça que deveria ser cega mas não tanto.
E chegámos a um ponto que não vai ser mais possível esconder a realidade.
Podemos ser solidários, podemos ser críticos com base no conhecimento, podemos intervir nas escolas, nos condomínios, podemos associar-nos, podemos não nos associar, podemos intervir de todos os modos, o que não podemos, é passar o tempo a queixar-nos e esperar que alguém nos resolva os problemas.
Cada vez mais o Mundo oscila entre a capacidade de nos mobilizarmos todos ou a fatalidade de deixar o nosso destino na mão de alguns, por sinal, muito poucos e cada vez mais, esses poucos, são cada vez menos.
Isaac Newton M:. M:.
Todos sabemos que desde há cerca de cem anos vivemos na Economia da dívida e da falsa escassez. Este conceito é o suporte básico da envolvente económica que rege o Mundo. Não há aqui qualquer conceito político porque todas as ideologias se suportam neste paradigma.
As sociedades actuais vivem à sombra de um conjunto de Normas que foram criadas para nos tolher o poder de decisão e estreitar, se não obrigar, a seguirmos apenas um caminho.
Elas suportam-se em bases mais ou menos democráticas, mas todas são condicionadas por informação veiculada por órgãos de comunicação controlados politica ou economicamente, consoante o regime em que se desenvolvam.
Como se suporta este poder, que cada vez mais está na mão de cada vez menos actores?
A comunicação é controlada e veicula fait-divers relatando de forma propositadamente superficial temas pouco relevantes. O ensino forma, exceptuando os alunos mais dotados, uma massa de analfabetos fornecendo-lhes títulos para satisfazer os seus anseios, mas tendo o cuidado de não os ensinar a pensar para que não possam ser qualificados a criticar e analisar. A justiça é sistematicamente desqualificada e devidamente enquadrada para que não possa investigar e punir com demasiado rigor os actores de uma peça dramática que, assim, assume contornos de comédia.
Estes três pilares que levam à infantilização das sociedades e à criação de cidadãos acríticos subjugados pela afirmação pelo ter e não pelo ser, suportam um poder Global que gere a riqueza e os recursos do Planeta de forma arbitrária e à margem dos princípios.
Como é que tudo começou?
As Sociedades têm o seu ritmo de criação de riqueza que é consequência da vitalidade económica de cada uma e da inter-dependência entre elas. Para que fosse possível uma aceleração dessa actividade permitindo mais transacções e maiores lucros aos detentores de bens transaccionáveis, após a crise de 29 e sobretudo após a II Guerra Mundial, entendeu-se que as Sociedades seriam cada vez mais desenvolvidas se fosse estimulado o consumo.
Só que para comprar um bem, seria necessário acumular riqueza primeiro, atrasando demasiado esse pretendido crescimento (consumo). Passou-se, então, a dar outra latitude ao uso do crédito, acelerando esse processo consumista.
Esta aceleração foi-se acentuando, obrigando a cada vez maiores quantidades de fundos e a maiores quantidades de países e cidadãos endividados.
A disseminação da dívida alastrava. Mas havia várias barreiras. A distância entre Mercados, as Nações e as fronteiras aduaneiras, a regulação, etc., etc.
Em meados da década de 80 do século passado e durante a década de 90 procedeu-se à aceleração final. Acordos aduaneiros Globais e a desregulação levaram ao limite a Economia da dívida.
Os bancos Centrais emitiram dívida a velocidades inimagináveis, o Sistema Bancário desregulado criou produtos sofisticadíssimos que mais não eram que sucessivos logros para incautos investirem poupanças em produtos que não sabiam o que eram. Tudo isto na presunção do crescimento ilimitado do Consumo, do crescimento continuado das Economias de cada País, suportadas em Serviços criados por esta realidade ou por bolhas especulativas sobre activos, por exemplo, imobiliários.
Esta Ditadura da dívida suportada na ignorância das populações, distraídas com fait-divers, embeiçadas com gadgets inúteis mas muito evoluídos tecnologicamente, permitiu uma concentração de riqueza na mão de tão poucos, que a soberania está perder-se. E está a perder-se porque pode ser presa fácil de quem tem poder económico para subjugar incautos, que se deixaram envolver por dívidas que, plausivelmente, com a riqueza que criam, dificilmente conseguirão pagar as dívidas contraídas.
Restar-lhes-á vender os seus activos ao desbarato e, com alta probabilidade, sempre aos mesmos actores.
Resumindo, entre 1980 e 2009, Portugal aumentou o PIB para o dobro e aumentou 55 vezes a dívida. Se não nos endividámos para crescer, só podemos ter-nos endividado para consumir.
Como sabemos que muito deste consumo foi importado, a dívida global é bem maior que a dívida do Estado.
Pior, o Estado esmagou os contribuintes com Impostos que suportassem a ineficiência e o clientelismo tentacular que foi criando, sempre suportado na informação fait-divers de cidadãos infantilizados e analfabetos, servidos por uma justiça que deveria ser cega mas não tanto.
E chegámos a um ponto que não vai ser mais possível esconder a realidade.
Podemos ser solidários, podemos ser críticos com base no conhecimento, podemos intervir nas escolas, nos condomínios, podemos associar-nos, podemos não nos associar, podemos intervir de todos os modos, o que não podemos, é passar o tempo a queixar-nos e esperar que alguém nos resolva os problemas.
Cada vez mais o Mundo oscila entre a capacidade de nos mobilizarmos todos ou a fatalidade de deixar o nosso destino na mão de alguns, por sinal, muito poucos e cada vez mais, esses poucos, são cada vez menos.
Isaac Newton M:. M:.
30 janeiro 2011
29 janeiro 2011
Dados preocupantes
Abstenção: há mais de um milhão de cidadãos-fantasma recenseados e registados nos Cadernos Eleitorais?
Dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - retrato do desemprego em Portugal no 3º Trimestre de 2010:
. 609 mil desempregados, sem contar com os jovens que emigraram por não encontrarem trabalho em Portugal, os imigrantes que abandonaram o País e aqueles que desistiram de procurar emprego.
. Destes, 99 mil têm entre 15 e 24 anos e 185 mil têm mais de 45 anos.
. A maioria não tem formação superior: 418,5 mil têm até ao ensino básico – 3º ciclo e 122 mil têm o secundário e pós-secundário.
. Com formação superior, são 69 mil desempregados.
. À procura de emprego há mais de um ano estão 332 mil desempregados.
Dados do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social - retrato do desemprego em Portugal no 3º Trimestre de 2010:
. 609 mil desempregados, sem contar com os jovens que emigraram por não encontrarem trabalho em Portugal, os imigrantes que abandonaram o País e aqueles que desistiram de procurar emprego.
. Destes, 99 mil têm entre 15 e 24 anos e 185 mil têm mais de 45 anos.
. A maioria não tem formação superior: 418,5 mil têm até ao ensino básico – 3º ciclo e 122 mil têm o secundário e pós-secundário.
. Com formação superior, são 69 mil desempregados.
. À procura de emprego há mais de um ano estão 332 mil desempregados.
Adivinha
No seu Manual de Direito Administrativo, II, 1980, p. 759, deixou escrito que uma redução de vencimentos "importaria para o funcionário uma degradação ou baixa de posto que só se concebe como grave sanção penal".
Quem escreveu?
28 janeiro 2011
Tráfego de contentores cresce 50% em Sines
Porto de Sines registou um crescimento de 50,7% no movimento de contentores no último ano. No total, foram operados 382.089 TEUS (unidade equivalente a contentores de 20 pés) no Terminal XXI. As mercadorias movimentadas no porto alentejano também cresceram 5% face a 2009, para 25,5 milhões de toneladas, não só devido ao terminal de contentores, mas também pela actividade desenvolvida pelo terminal de granéis líquidos (combustíveis).
Transferir o tráfego rodoviário para navios e comboios, isso chama-se futuro.
Transferir o tráfego rodoviário para navios e comboios, isso chama-se futuro.
27 janeiro 2011
26 janeiro 2011
Casa Pia
“Carlos Silvino diz que foi obrigado a mentir para suportar as acusações no processo da Casa Pia. Arguido insinua que investigação foi orientada segundo objectivos definidos.
Carlos Silvino, o principal arguido do processo Casa Pia e em cujos depoimentos se baseou boa parte da acusação e da sentença, desdiz-se agora, nega a generalidade dos factos e diz que foi forçado a fazer aquele tipo de declarações.”
In: http://www.publico.pt/Sociedade/carlos-silvino-diz-que-foi-obrigado-a-mentir-para-suportar-as-acusacoes-no-processo-da-casa-pia_1477098
Bem… a não ser que todos aqueles miúdos, à data dos acontecimentos, tenham sido molestados… pelo “espírito santo”. Humm… não sei…
Carlos Silvino, o principal arguido do processo Casa Pia e em cujos depoimentos se baseou boa parte da acusação e da sentença, desdiz-se agora, nega a generalidade dos factos e diz que foi forçado a fazer aquele tipo de declarações.”
In: http://www.publico.pt/Sociedade/carlos-silvino-diz-que-foi-obrigado-a-mentir-para-suportar-as-acusacoes-no-processo-da-casa-pia_1477098
Bem… a não ser que todos aqueles miúdos, à data dos acontecimentos, tenham sido molestados… pelo “espírito santo”. Humm… não sei…
25 janeiro 2011
Acordo Ortográfico em Setembro de 2011
Saiu hoje no Diário da República a Resolução nº 8/2011 do Conselho de Ministros que obriga ao uso do Acordo Ortográfico a partir do próximo ano lectivo em todo o sistema de ensino.
Estudem as alterações. Podem fazê-lo no Portal da Língua Portuguesa.
Estudem as alterações. Podem fazê-lo no Portal da Língua Portuguesa.
24 janeiro 2011
Presidência da República Portuguesa - 2011
Cavaco Silva foi reeleito Presidente da República, fugindo a uma segunda volta. Obteve 52,94% dos votos.
Total global:
52.94% Cavaco Silva
19.75% Manuel Alegre
7.14% Francisco Lopes
14.1% Fernando Nobre
1.57% Defensor Moura
4.5% José M. Coelho
Factos do dia:
"Nunca vendi ilusões aos portugueses nem prometi o que não podia cumprir.”, Cavaco Silva no discurso da vitória.
O Prof. Cavaco Silva, afirmou que o seu próximo mandato será pautado por uma “magistratura actuante”. Ora, o anterior foi, palavras do próprio, uma “magistratura de influência”. Posso estar confundido mas de “influência” para “actuante” vai uma enorme diferença.
O valor da abstenção foi o maior de sempre (53,37%). E que dizer do valor dos votos em branco (4,26%) ou dos nulos (1,93%)?
Um claro protesto maioritário contra o sistema.
O dia 23 ficou marcado pelos problemas em torno da falta de informação, e acesso a esta, do número de eleitor e locais de voto.
Total global:
52.94% Cavaco Silva
19.75% Manuel Alegre
7.14% Francisco Lopes
14.1% Fernando Nobre
1.57% Defensor Moura
4.5% José M. Coelho
Factos do dia:
"Nunca vendi ilusões aos portugueses nem prometi o que não podia cumprir.”, Cavaco Silva no discurso da vitória.
O Prof. Cavaco Silva, afirmou que o seu próximo mandato será pautado por uma “magistratura actuante”. Ora, o anterior foi, palavras do próprio, uma “magistratura de influência”. Posso estar confundido mas de “influência” para “actuante” vai uma enorme diferença.
O valor da abstenção foi o maior de sempre (53,37%). E que dizer do valor dos votos em branco (4,26%) ou dos nulos (1,93%)?
Um claro protesto maioritário contra o sistema.
O dia 23 ficou marcado pelos problemas em torno da falta de informação, e acesso a esta, do número de eleitor e locais de voto.
23 janeiro 2011
22 janeiro 2011
21 janeiro 2011
Enfermeiros paquistaneses para Portugal
«Pakistan to provide qualified nurses to Portugal» (o Paquistão fornecerá enfermeiros qualificados a Portugal), Daily Times, 19-1-2011:
«A decisão foi alcançada numa reunião [no Abu Dhabi] entre o presidente [paquistanês] Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro José Sócrates à margem da cimeira World Future Energy»
A notícia do jornal paquistanês diz:
«Os governos do Paquistão e Portugal decidiram na terça-feira (18-1-2011) criar um grupo de trabalho conjunto para examinar a possibilidade de exportar enfermeiros qualificados para Portugal.»
«A decisão foi alcançada numa reunião [no Abu Dhabi] entre o presidente [paquistanês] Asif Ali Zardari e o primeiro-ministro José Sócrates à margem da cimeira World Future Energy»
A notícia do jornal paquistanês diz:
«Os governos do Paquistão e Portugal decidiram na terça-feira (18-1-2011) criar um grupo de trabalho conjunto para examinar a possibilidade de exportar enfermeiros qualificados para Portugal.»
20 janeiro 2011
Taxa, imposto, redução salarial, etc...
Vamos ao que importa:
Lei 55-A/2010:
Artigo 19.º
Redução remuneratória
1 — A 1 de Janeiro de 2011 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a € 1500, quer estejam em exercício de funções naquela data, quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos:
a) 3,5 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 1500 e inferiores a € 2000;
b) 3,5 % sobre o valor de € 2000 acrescido de 16 % sobre o valor da remuneração total que exceda os € 2000, perfazendo uma taxa global que varia entre 3,5 % e 10 %, no caso das remunerações iguais ou superiores a € 2000 até € 4165;
c) 10 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 4165.
Isto deu uma "Taxa de Red. Rem. 6,805%";
acrescidos de Taxa de ADSE 1.5% e de CGA 11%.
Portanto, desconta-se para “Segurança social” 12.5 % !
Para quem não saiba:
Taxa: consiste em receitas públicas determinadas por lei, a favor de pessoas colectivas de direito público, resultantes da utilização de serviços e/ou bens públicos e da concessão de autorizações administrativas. Constituem desta forma uma contrapartida da utilização de algo, pelo que configuram uma relação bilateral entre os sujeitos envolvidos e de forma voluntária.
Lei 55-A/2010:
Artigo 19.º
Redução remuneratória
1 — A 1 de Janeiro de 2011 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a € 1500, quer estejam em exercício de funções naquela data, quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos:
a) 3,5 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 1500 e inferiores a € 2000;
b) 3,5 % sobre o valor de € 2000 acrescido de 16 % sobre o valor da remuneração total que exceda os € 2000, perfazendo uma taxa global que varia entre 3,5 % e 10 %, no caso das remunerações iguais ou superiores a € 2000 até € 4165;
c) 10 % sobre o valor total das remunerações superiores a € 4165.
Isto deu uma "Taxa de Red. Rem. 6,805%";
acrescidos de Taxa de ADSE 1.5% e de CGA 11%.
Portanto, desconta-se para “Segurança social” 12.5 % !
Para quem não saiba:
Taxa: consiste em receitas públicas determinadas por lei, a favor de pessoas colectivas de direito público, resultantes da utilização de serviços e/ou bens públicos e da concessão de autorizações administrativas. Constituem desta forma uma contrapartida da utilização de algo, pelo que configuram uma relação bilateral entre os sujeitos envolvidos e de forma voluntária.
Conclusão: menos 2.590 euros anuais líquidos.
Duplos
Nas cenas em que os actores não se arriscam, o realizador faz entrar os duplos em acção.
Aconteceu porém que actores e figurantes não respeitaram o guião; perante as luzes do palco, foram-se ultrapassando mutuamente, sem que o realizador tivesse controlo da representação.
Ao ponto de já não se saber qual é o actor principal ou o duplo da farsa.
E, quando assim acontece, falhou a realização e os artistas saem forçados da cena.
Aconteceu porém que actores e figurantes não respeitaram o guião; perante as luzes do palco, foram-se ultrapassando mutuamente, sem que o realizador tivesse controlo da representação.
Ao ponto de já não se saber qual é o actor principal ou o duplo da farsa.
E, quando assim acontece, falhou a realização e os artistas saem forçados da cena.
19 janeiro 2011
Funcionário Público
O empregador reserva-se o direito de, unilateralmente e sem consulta prévia ao empregado, congelar as carreiras, prolongar a idade de reforma, aumentar os descontos e impostos, reduzir o salário em montante arbitrário, alterar o horário de trabalho, exigir formação contínua, avaliar, alterar o local de trabalho, despedir sem justa causa, retirar abonos de família ou outros, em suma, o funcionário público tem fama mas sem proveito.
18 janeiro 2011
Novo projecto de despacho para Organização do Ano Lectivo 2011/2012
Projecto de despacho de OAL:
proposta de Organização do Ano Lectivo 2011/2012
http://educar.files.wordpress.com/2011/01/projecto-de-despacho-oal-organizac3a7c3a3o-do-ano-lectivo-2.pdf
proposta de Organização do Ano Lectivo 2011/2012
http://educar.files.wordpress.com/2011/01/projecto-de-despacho-oal-organizac3a7c3a3o-do-ano-lectivo-2.pdf
Ética Profissional
É um powerpoint de grande qualidade sobre o que é e para que serve a Ética Profissional. Vale a pena ver: são apenas 15 diapositivos.
http://www.profblog.org/search/label/%C3%89tica%20profissional
http://www.profblog.org/search/label/%C3%89tica%20profissional
Benfica zangado com Sport TV
A proposta apresentada pela Olivedesportos não foi boa e o Benfica está insatisfeito com o tratamento que lhe tem sido dado pela Sport TV.
O Benfica recebe cerca de oito milhões de euros por ano da Olivedesportos pela transmissão dos jogos em casa, mas quer melhorar significativamente esta receita. Há muito que a fasquia foi colocada em valores entre 30 a 40 milhões de euros, mantendo-se a Benfica TV como uma possibilidade para transmitir jogos, caso não haja um acordo que satisfaça o clube.
Os jogos do Benfica em casa são da Olivesportos até 2013, mas depois disso está tudo em aberto.
O Benfica recebe cerca de oito milhões de euros por ano da Olivedesportos pela transmissão dos jogos em casa, mas quer melhorar significativamente esta receita. Há muito que a fasquia foi colocada em valores entre 30 a 40 milhões de euros, mantendo-se a Benfica TV como uma possibilidade para transmitir jogos, caso não haja um acordo que satisfaça o clube.
Os jogos do Benfica em casa são da Olivesportos até 2013, mas depois disso está tudo em aberto.
17 janeiro 2011
Combustíveis mais baratos na Galp
No terceiro domingo de cada mês, os clientes das gasolineiras da marca poderão adquirir gasolina ou gasóleo seis cêntimos por litro mais baratos.
«A campanha permanecerá em vigor durante o ano de 2011 e é válida para a gama de combustíveis rodoviários HiEnergy, Gforce e GPL Auto, nos cerca de 750 postos da rede Galp do território Continental», explica a empresa em comunicado.
«A campanha permanecerá em vigor durante o ano de 2011 e é válida para a gama de combustíveis rodoviários HiEnergy, Gforce e GPL Auto, nos cerca de 750 postos da rede Galp do território Continental», explica a empresa em comunicado.
Fernando Nobre
Fernando Nobre defendeu esta manhã o reatar do diálogo entre Governo e professores e criticou o corte de 803 milhões de euros no Orçamento da Educação e a possível redução de 30 mil professores.
"A Educação é um dos grandes desígnios nacionais. Não podemos competir em termos globais sem uma Educação de extrema qualidade e um corpo professoral motivado", afirmou Nobre, para depois apelar a "uma retoma de diálogo com compromissos possíveis" entre as estruturas governativas por um lado e professores e associações de pais por outro.
"A Educação é um dos grandes desígnios nacionais. Não podemos competir em termos globais sem uma Educação de extrema qualidade e um corpo professoral motivado", afirmou Nobre, para depois apelar a "uma retoma de diálogo com compromissos possíveis" entre as estruturas governativas por um lado e professores e associações de pais por outro.
16 janeiro 2011
Desemprego bate à porta dos professores - II
A partir de Setembro de 2011, as escolas deixam de oferecer as opções de Teatro e Música nos 7º, 8º e 9º anos.
Cada escola com 600 alunos tem um corte de um horário.
Cada escola com 600 alunos tem um corte de um horário.
15 janeiro 2011
Marcas de luxo enriquecem em tempo de crise
A crise tem passado ao lado de marcas como a Burberry, a Louis Vuitton e a Hermes. As estimativas apontam para um crescimento de 9% em 2010.
Enquanto a maior parte das empresas se debate com um baixo volume de vendas e um aumento generalizado dos impostos, as casas de luxo continuam a somar ganhos e parecem estar imunes ao cenário de crise mundial.
A nova vaga de milionários chineses é uma das várias razões que levou à recuperação tão rápida de um sector que agora não mostra sinais de abrandamento. Os sapatos, os objectos em pele e os relógios deverão liderar as vendas no segmento de luxo pelo menos até 2015.
"Os consumidores de classe alta dos EUA e da Europa querem gastar dinheiro, mesmo num ambiente de crise", enquanto na China a procura por bens de luxo também não dá sinais de diminuição.
"Na Europa os pobres estão a ficar cada vez mais pobres, os ricos estão a ficar mais ricos e a classe média [principal cliente deste tipo de marca] está a passar por dificuldades cada vez maiores".
Enquanto a maior parte das empresas se debate com um baixo volume de vendas e um aumento generalizado dos impostos, as casas de luxo continuam a somar ganhos e parecem estar imunes ao cenário de crise mundial.
A nova vaga de milionários chineses é uma das várias razões que levou à recuperação tão rápida de um sector que agora não mostra sinais de abrandamento. Os sapatos, os objectos em pele e os relógios deverão liderar as vendas no segmento de luxo pelo menos até 2015.
"Os consumidores de classe alta dos EUA e da Europa querem gastar dinheiro, mesmo num ambiente de crise", enquanto na China a procura por bens de luxo também não dá sinais de diminuição.
"Na Europa os pobres estão a ficar cada vez mais pobres, os ricos estão a ficar mais ricos e a classe média [principal cliente deste tipo de marca] está a passar por dificuldades cada vez maiores".
14 janeiro 2011
Cavaco Silva admite «alguma injustiça» nos cortes salariais na função pública
Num jantar-comício em Arcos de Valdevez, Cavaco Silva falou pela primeira vez nesta campanha eleitoral dos funcionários públicos, aludindo aos cortes que vão ser aplicados a partir deste mês no seu rendimento.
«Estou nesta campanha para falar a todos os portugueses: empresários e trabalhadores, comerciantes e agricultores, pescadores, funcionários públicos, que tão duramente foram atingidos nesta crise».
O ainda Presidente da República acrescentou que os funcionários públicos foram atingidos «talvez, nalguns casos, com alguma injustiça, porque outros, com muito maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo».
Sem esclarecer a quem se referia, Cavaco Silva apontou: «A eles não lhes foram pedidos contributos como foram pedidos aos funcionários públicos».
«Estou nesta campanha para falar a todos os portugueses: empresários e trabalhadores, comerciantes e agricultores, pescadores, funcionários públicos, que tão duramente foram atingidos nesta crise».
O ainda Presidente da República acrescentou que os funcionários públicos foram atingidos «talvez, nalguns casos, com alguma injustiça, porque outros, com muito maiores rendimentos, não foram chamados a dar o seu contributo».
Sem esclarecer a quem se referia, Cavaco Silva apontou: «A eles não lhes foram pedidos contributos como foram pedidos aos funcionários públicos».
Cortar salários é impróprio para um país europeu
Joaquin Almunia que está em Lisboa a ser ouvido na Comissão de Assuntos Económicos, Inovação e Energia, em conjunto com a Comissão de Assuntos Europeus, disse hoje que "é imprescindível consolidar as finanças" em Portugal, e que o país "tem de melhorar a competitividade" mas "não na base dos baixos salários".
O vice-presidente da Comissão Europeia considera que a baixa de salários não é um tipo de competitividade próprio de um país europeu.
O vice-presidente da Comissão Europeia considera que a baixa de salários não é um tipo de competitividade próprio de um país europeu.
Horóscopo mudou com novo signo
Parke Kundle, um astrónomo do Minnesota, nos Estados Unidos, afirmou que a Terra se encontra actualmente numa posição diferente face ao Sol e que tal altera a divisão astral que se traduz nos signos e a sua correspondência às constelações.
Além disso, o astrónomo menciona o surgimento de um «décimo terceiro» signo, a Serpente.
Para conhecer o seu novo signo, consulte o novo «céu», de acordo com o astrónomo do Minnesota:
Capricórnio: de 20 de Janeiro a 16 de Fevereiro
Aquário: de 16 de Fevereiro a 11 de Março
Peixes: de 11 Março a 18 de Abril
Carneiro: de 18 de Abril a 13 de Maio
Touro: de 13 de Maio a 21 de Junho
Gémeos: de 21 de Junho a 20 de Julho
Caranguejo: de 20 de Julho a 10 de Agosto
Leão: de 10 de Agosto a 16 de Setembro
Virgem: de 16 de Setembro a 30 de Outubro
Balança: de 30 de Outubro a 23 de Novembro
Escorpião: de 23 a 29 de Novembro
Serpente: de 29 de Novembro a 17 de Dezembro
Sagitário: de 17 de Dezembro a 20 de Janeiro
Além disso, o astrónomo menciona o surgimento de um «décimo terceiro» signo, a Serpente.
Para conhecer o seu novo signo, consulte o novo «céu», de acordo com o astrónomo do Minnesota:
Capricórnio: de 20 de Janeiro a 16 de Fevereiro
Aquário: de 16 de Fevereiro a 11 de Março
Peixes: de 11 Março a 18 de Abril
Carneiro: de 18 de Abril a 13 de Maio
Touro: de 13 de Maio a 21 de Junho
Gémeos: de 21 de Junho a 20 de Julho
Caranguejo: de 20 de Julho a 10 de Agosto
Leão: de 10 de Agosto a 16 de Setembro
Virgem: de 16 de Setembro a 30 de Outubro
Balança: de 30 de Outubro a 23 de Novembro
Escorpião: de 23 a 29 de Novembro
Serpente: de 29 de Novembro a 17 de Dezembro
Sagitário: de 17 de Dezembro a 20 de Janeiro
13 janeiro 2011
Metas de aprendizagem na área das TIC
ERTE/PTE : Primeiro webinar, sobre "Metas de aprendizagem nas TIC", disponível online
erte.dgidc.min-edu.pt
http://webinar.dgidc.min-edu.pt/
erte.dgidc.min-edu.pt
http://webinar.dgidc.min-edu.pt/
ex-Secretária-Adjunta de Educação dos EUA mudou de ideia
Uma das principais defensoras da reforma educacional americana baseada em metas, testes padronizados, responsabilização do professor pelo desempenho do aluno e fechamento de escolas mal avaliadas mudou de ideia. Após 20 anos defendendo um modelo que serviu de inspiração para outros países, entre eles o Brasil, Diane Ravitch diz que, em vez de melhorar a educação, o sistema em vigor nos Estados Unidos está formando apenas alunos treinados para fazer uma avaliação.
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability(responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.
Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA
In: http://eleicoessepe.blogspot.com/2010/08/nota-mais-alta-nao-e-educacao-melhor.html
Secretária-adjunta de Educação e conselheira do secretário de Educação na administração de George Bush, Diane foi indicada pelo ex-presidente Bill Clinton para assumir o National Assessment Governing Board, instituto responsável pelos testes federais. Ajudou a implementar os programas No Child Left Behind e Accountability, que tinham como proposta usar práticas corporativas, baseadas em medição e mérito, para melhorar a educação.
Suas revisão de conceitos foi apresentada no livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), lançado no mês passado nos EUA.
Por que a senhora mudou de ideia sobre a reforma educacional americana?
Eu apoiei as avaliações, o sistema de accountability(responsabilização de professores e gestores pelo desempenho dos estudantes) e o programa de escolha por muitos anos, mas as evidências acumuladas nesse período sobre os efeitos de todas essas políticas me fizeram repensar. Não podia mais continuar apoiando essas abordagens. O ensino não melhorou e identificamos apenas muitas fraudes no processo.
Em sua opinião, o que deu errado com os programas No Child Left Behind e Accountability?
O No Child Left Behind não funcionou por muitos motivos. Primeiro, porque ele estabeleceu um objetivo utópico de ter 100% dos estudantes com proficiência até 2014. Qualquer professor poderia dizer que isso não aconteceria ? e não aconteceu. Segundo, os Estados acabaram diminuindo suas exigências e rebaixando seus padrões para tentar atingir esse objetivo utópico. O terceiro ponto é que escolas estão sendo fechadas porque não atingiram a meta. Então, a legislação estava errada, porque apostou numa estratégia de avaliações e responsabilização, que levou a alguns tipos de trapaças, manobras para driblar o sistema e outros tipos de esforços duvidosos para alcançar um objetivo que jamais seria atingido. Isso também levou a uma redução do currículo, associado a recompensas e punições em avaliações de habilidades básicas em leitura e matemática. No fim, essa mistura resultou numa lei ruim, porque pune escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações mínimas.
Qual é o papel das avaliações na educação? Em que elas contribuem? Quais são as limitações?
Avaliações padronizadas dão uma fotografia instantânea do desempenho. Elas são úteis como informação, mas não devem ser usadas para recompensas e punições, porque, quando as metas são altas, educadores vão encontrar um jeito de aumentar artificialmente as pontuações. Muitos vão passar horas preparando seus alunos para responderem a esses testes, e os alunos não vão aprender os conteúdos exigidos nas disciplinas, eles vão apenas aprender a fazer essas avaliações. Testes devem ser usados com sabedoria, apenas para dar um retrato da educação, para dar uma informação. Qualquer medição fica corrompida quando se envolve outras coisas num teste.
Na sua avaliação, professores também devem ser avaliados?
Professores devem ser testados quando ingressam na carreira, para o gestor saber se ele tem as habilidades e os conhecimentos necessários para ensinar o que deverá ensinar. Eles também devem ser periodicamente avaliados por seus supervisores para garantir que estão fazendo seu trabalho.
E o que ajudaria a melhorar a qualidade dos professores?
Isso depende do tipo de professor. Escolas precisam de administradores experientes, que sejam professores também, mais qualificados. Esses profissionais devem ajudar professores com mais dificuldades.
Com base nos resultados da política educacional americana, o que realmente ajuda a melhorar a educação?
As melhores escolas têm alunos que nasceram em famílias que apoiam e estimulam a educação. Isso já ajuda muito a escola e o estudante. Toda escola precisa de um currículo muito sólido, bastante definido, em todas as disciplinas ensinadas, leitura, matemática, ciências, história, artes. Sem essa ênfase em um currículo básico e bem estruturado, todo o resto vai se resumir a desenvolver habilidades para realizar testes. Qualquer ênfase exagerada em processos de responsabilização é danosa para a educação. Isso leva apenas a um esforço grande em ensinar a responder testes, a diminuir as exigências e outras maneiras de melhorar a nota dos estudantes sem, necessariamente, melhorar a educação.
O que se pode aprender da reforma educacional americana?
A reforma americana continua na direção errada. A administração do presidente Obama continua aceitando a abordagem punitiva que começamos no governo Bush. Privatizações de escolas afetam negativamente o sistema público de ensino, com poucos avanços de maneira geral. E a responsabilização dos professores está sendo usada de maneira a destruí-los.
Quais são os conceitos que devem ser mantidos e quais devem ser revistos?
A lição mais importante que podemos tirar do que foi feito nos Estados Unidos é que o foco deve ser sempre em melhorar a educação e não simplesmente aumentar as pontuações nas provas de avaliação. Ficou claro para nós que elas não são necessariamente a mesma coisa. Precisamos de jovens que estudaram história, ciência, geografia, matemática, leitura, mas o que estamos formando é uma geração que aprendeu a responder testes de múltipla escolha. Para ter uma boa educação, precisamos saber o que é uma boa educação. E é muito mais que saber fazer uma prova. Precisamos nos preocupar com as necessidades dos estudantes, para que eles aproveitem a educação.
Diane Ravitch, ex-secretária-adjunta de Educação dos EUA
In: http://eleicoessepe.blogspot.com/2010/08/nota-mais-alta-nao-e-educacao-melhor.html
Desemprego bate à porta dos professores
Cada escola com 600 alunos tem um corte de um horário de Informática em consequência da redução das horas lectivas para os planos tecnológicos das escolas, e tem um corte de um horário de Educação Física em consequência da redução das horas lectivas atribuídas ao Desporto Escolar. Com o fim dos pares pedagógicos na disciplina de EVT, assistiremos, em Setembro de 2011, a uma redução de 50% nos horários disponíveis. A DGRHE solicitou às escolas para que estas dêem informações sobre o vínculo laboral dos docentes de EVT, listagem das reduções horárias e se leccionam Estudo Acompanhado e Área de Projecto. É provável que o ME obrigue os docentes de EVT com nomeação definitiva a completarem horário com a Expressão Plástica do 1º CEB.
A nível nacional, estas medidas provocarão o desemprego de milhares de docentes. É já em Setembro.
A nível nacional, estas medidas provocarão o desemprego de milhares de docentes. É já em Setembro.
Centro Formação Profissional Santiago Cacém
No dia 20 de Dezembro de 2010, consumou-se pelo Conselho Directivo do IEFP, a “reorganização” interna do Instituto (ou pelo menos parte dela). Esta “reorganização”, vem consumar, ao que tudo indica, o início do fim do Centro de Formação Profissional de Santiago do Cacém, suspendendo todas as novas acções de formação que estão previstas arrancar em 2011.
12 janeiro 2011
Quanto vai pagar por atestados e vacinas
Atestados
Atestados médicos - 20 euros
Confirmação de atestado médico - 10 euros
Atestado multiuso de incapacidade em junta médica - 50 euros
Atestado em junta médica de recurso - 100 euros
Vacinas
Vacina contra a febre-amarela - 100 euros
Vacina contra a febre tifóide - 50 euros
Vacina contra encefalite japonesa - 100 euros
Vacina contra meningite trivalente - 50 euros
Vacina contra raiva - 50 euros
Atestados médicos - 20 euros
Confirmação de atestado médico - 10 euros
Atestado multiuso de incapacidade em junta médica - 50 euros
Atestado em junta médica de recurso - 100 euros
Vacinas
Vacina contra a febre-amarela - 100 euros
Vacina contra a febre tifóide - 50 euros
Vacina contra encefalite japonesa - 100 euros
Vacina contra meningite trivalente - 50 euros
Vacina contra raiva - 50 euros
Cem mil milhões para Portugal
A Comissão Europeia e o Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF) da União Europeia estão a preparar um pacote de cem mil milhões de euros de ajuda a Portugal, segundo o Financial Times alemão
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11 janeiro 2011
Acordo Ortográfico
Espero que em 2011…u akordo ortográfiko tb inklua linguagex sms pk axo ke ax storax i u......s alunox i nox todox tamox a exkexer kumu xe exkrve.
Aníbal Cavaco Silva, P.R.
Cavaco e as acções da SLN: «Eu era um mísero professor»
Entrevista à RTP, 10/01/2011.
Mísero – adj. miserável; desgraçado; infeliz; pobre; avarento; mesquinho.
In: Dicionário da Língua Portuguesa, 6ª Edição, Porto Editora
Entrevista à RTP, 10/01/2011.
Mísero – adj. miserável; desgraçado; infeliz; pobre; avarento; mesquinho.
In: Dicionário da Língua Portuguesa, 6ª Edição, Porto Editora
10 janeiro 2011
Crónica
(…) A miséria é, infelizmente, fértil nesse paradoxo: em vez de produzirmos riqueza, produzimos ricos. Antes fossem ricos. Porque são
apenas endinheirados. E endinheirados que não produzem. Faço aqui, pois, o voto pela via da negação: o que eu mais queria que deixássemos de ser. E escolho: que virássemos costas ao roubo. Já não falo da prática generalizada que tomou conta das colunas dos jornais. Não falo apenas desse roubo que se estende dos medicamentos, aos cabos de fibra óptica, dos passaportes aos carris de comboio, das condutas de combustível a painéis solares para fontes de água. Não falo só do furto que causa milhões de dólares de prejuízo a companhias de electricidade, telefone e águas. E que nos torna mais pobres a todos nós. Não falo sequer desse outro espantoso roubo que faz com que, na berma das estradas, se comece por roubar os pertences dos sinistrados em lugar de lhes prestar socorro. Falo de outra roubalheira que se infiltrou no tutano do nosso corpo enquanto nação: a ideia que roubar é legítimo por causa da pobreza. Ou por causa da escassez de tempo que o político tem por mandato. Ou por causa de qualquer outra razão. Falo de outros níveis de roubo: o roubo da esperança pelos políticos, o roubo da propriedade pública pelo gestor, o roubo da História e da memória por aqueles que se acham a geração de estreia nacional. Falo dessa roubalheira que é a corrupção, lenta hemorragia que nos pede insidiosa habituação. Falo do roubo do pensamento crítico por aqueles que fazem uso da ameaça velada, da censura subtil ou da arrogância e desprezo pelo debate aberto. Numa palavra, o roubo no nosso país já não é um simples somatório de casos policiais, uma onda crescente que se destaca de um mar são. O furto tornou-se numa cultura, num sistema. Tornou-se regra. Somos hoje um país em permanente assalto a si mesmo. E nenhuma nação, por mais bem que esteja no caminho do progresso, pode conviver com uma doença assim.
In: O GAMASUTRA – MIA COUTO
apenas endinheirados. E endinheirados que não produzem. Faço aqui, pois, o voto pela via da negação: o que eu mais queria que deixássemos de ser. E escolho: que virássemos costas ao roubo. Já não falo da prática generalizada que tomou conta das colunas dos jornais. Não falo apenas desse roubo que se estende dos medicamentos, aos cabos de fibra óptica, dos passaportes aos carris de comboio, das condutas de combustível a painéis solares para fontes de água. Não falo só do furto que causa milhões de dólares de prejuízo a companhias de electricidade, telefone e águas. E que nos torna mais pobres a todos nós. Não falo sequer desse outro espantoso roubo que faz com que, na berma das estradas, se comece por roubar os pertences dos sinistrados em lugar de lhes prestar socorro. Falo de outra roubalheira que se infiltrou no tutano do nosso corpo enquanto nação: a ideia que roubar é legítimo por causa da pobreza. Ou por causa da escassez de tempo que o político tem por mandato. Ou por causa de qualquer outra razão. Falo de outros níveis de roubo: o roubo da esperança pelos políticos, o roubo da propriedade pública pelo gestor, o roubo da História e da memória por aqueles que se acham a geração de estreia nacional. Falo dessa roubalheira que é a corrupção, lenta hemorragia que nos pede insidiosa habituação. Falo do roubo do pensamento crítico por aqueles que fazem uso da ameaça velada, da censura subtil ou da arrogância e desprezo pelo debate aberto. Numa palavra, o roubo no nosso país já não é um simples somatório de casos policiais, uma onda crescente que se destaca de um mar são. O furto tornou-se numa cultura, num sistema. Tornou-se regra. Somos hoje um país em permanente assalto a si mesmo. E nenhuma nação, por mais bem que esteja no caminho do progresso, pode conviver com uma doença assim.
In: O GAMASUTRA – MIA COUTO
A guerra
A guerra é o grande alicerce da sociedade pós-moderna. A guerra ou a ideia da sua iminência. Tudo se faz e se desfaz a pensar nesse fantasma. Afinal, no fantasma da guerra e no fantasma do dinheiro...
«Numa economia de guerra a morte é um bom negócio, a pobreza é boa para a sociedade e o poder é bom para os políticos.» MICHEL CHOSSUDOVSKY e ANDREW GAVIN MARSHALL
'The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century' Montreal, 2010.
«Costuma-se dizer que as más ideias florescem porque atendem aos interesses de grupos poderosos.» NOAM CHOMSKY. 'O lucro ou as pessoas', São Paulo, 2002.
O maior erro da civilização actual é defender um sistema que em vez de servir os injustiçados, os doentes, os idosos, os trabalhadores e as crianças se serve destes para criar economias de sucesso. Michel Chossudovsky e Andrew Gavin Marshall definem isto com uma frase: «os pobres são feitos para combater os pobres» ('The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century', Montreal, 2010). Poderia dizer-se o mesmo de outra maneira: os pobres são um produto do mercado, existem e devem ser cada vez mais, porque é do seu trabalho e das suas necessidades básicas que floresce o negócio dos ricos. Eis uma má ideia, pois. Mas, como diz Chomsky, são as más ideias que — tal como a pobreza — servem os interesses dos poderosos. É esta má ideia, aliás, que Georg Simmel define como ausência de liberdade, sendo que para ele a liberdade é «o carácter inconfundível que mostra aos demais que o nosso modo de vida não nos é imposto por outros» ('Fidelidade e Gratidão e outros textos', Lisboa, 2004).
Perguntamo-nos frequentemente porque é que a China, que acreditou ter sido um baluarte marxista e agora é uma superpotência que compra títulos de dívida dos países em falência, não inventou ainda máquinas capazes de substituir o trabalho infantil...
Este, porém, não é um problema isolado.
O Capitalismo, implementado com sucesso nos países sobrepovoados e subdesenvolvidos — onde a liberdade dos indivíduos não depende tanto de si mesmos, mas de um sistema que lhes é imposto (uma necessidade, um negócio, uma guerra...) —, tornou-se tão obscuro quanto mortífero, a partir da fraude institucionalizada, da publicidade e da manipulação dos media, das transacções financeiras virtuais realizadas nos grandes mercados de acções... Assim, com o argumento de que se deve deixar a economia seguir os seus passos (a liberdade da economia parece estar acima da liberdade das pessoas), quem vence é a própria economia — essa criatura abstracta que esconde, sob o diáfano manto de poder dos políticos, os grandes negócios do petróleo, das indústrias multinacionais, dos gestores e especuladores financeiros, prostíbulos e senhores da guerra.
Vence a economia, ou... a ausência dela. Os indivíduos (as pessoas e os seus valores morais) foram banidos em nome da competitividade. E por consequência outra vez a guerra...
In: http://www.anterodealda.com/blog/blog.htm
«Numa economia de guerra a morte é um bom negócio, a pobreza é boa para a sociedade e o poder é bom para os políticos.» MICHEL CHOSSUDOVSKY e ANDREW GAVIN MARSHALL
'The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century' Montreal, 2010.
«Costuma-se dizer que as más ideias florescem porque atendem aos interesses de grupos poderosos.» NOAM CHOMSKY. 'O lucro ou as pessoas', São Paulo, 2002.
O maior erro da civilização actual é defender um sistema que em vez de servir os injustiçados, os doentes, os idosos, os trabalhadores e as crianças se serve destes para criar economias de sucesso. Michel Chossudovsky e Andrew Gavin Marshall definem isto com uma frase: «os pobres são feitos para combater os pobres» ('The Global Economic Crisis. The Great Depression of the XXI Century', Montreal, 2010). Poderia dizer-se o mesmo de outra maneira: os pobres são um produto do mercado, existem e devem ser cada vez mais, porque é do seu trabalho e das suas necessidades básicas que floresce o negócio dos ricos. Eis uma má ideia, pois. Mas, como diz Chomsky, são as más ideias que — tal como a pobreza — servem os interesses dos poderosos. É esta má ideia, aliás, que Georg Simmel define como ausência de liberdade, sendo que para ele a liberdade é «o carácter inconfundível que mostra aos demais que o nosso modo de vida não nos é imposto por outros» ('Fidelidade e Gratidão e outros textos', Lisboa, 2004).
Perguntamo-nos frequentemente porque é que a China, que acreditou ter sido um baluarte marxista e agora é uma superpotência que compra títulos de dívida dos países em falência, não inventou ainda máquinas capazes de substituir o trabalho infantil...
Este, porém, não é um problema isolado.
O Capitalismo, implementado com sucesso nos países sobrepovoados e subdesenvolvidos — onde a liberdade dos indivíduos não depende tanto de si mesmos, mas de um sistema que lhes é imposto (uma necessidade, um negócio, uma guerra...) —, tornou-se tão obscuro quanto mortífero, a partir da fraude institucionalizada, da publicidade e da manipulação dos media, das transacções financeiras virtuais realizadas nos grandes mercados de acções... Assim, com o argumento de que se deve deixar a economia seguir os seus passos (a liberdade da economia parece estar acima da liberdade das pessoas), quem vence é a própria economia — essa criatura abstracta que esconde, sob o diáfano manto de poder dos políticos, os grandes negócios do petróleo, das indústrias multinacionais, dos gestores e especuladores financeiros, prostíbulos e senhores da guerra.
Vence a economia, ou... a ausência dela. Os indivíduos (as pessoas e os seus valores morais) foram banidos em nome da competitividade. E por consequência outra vez a guerra...
In: http://www.anterodealda.com/blog/blog.htm
06 janeiro 2011
Três Princípios Básicos Para Manter A Sanidade
• Tratar da nossa vida, sem floreados e rodriguinhos, com uma atitude profissional em que se dá o que é exigível mas nem um minuto ou gota de transpiração a mais.
• Não empatar a vida dos outros, seja por inépcia, pretensiosismo ou mera deformação de personalidade de quem só se sente bem se estiver ou se sentir acima.
• Defender a nossa vida de empatanços externos, de forma profilática e pró-activa. Ou como eu costumo dizer, mostrar os cotovelos virados para fora.
Posted by Paulo Guinote, http://educar.wordpress.com/2011/01/06/tres-principios-basicos-para-manter-a-sanidade/#comments
• Não empatar a vida dos outros, seja por inépcia, pretensiosismo ou mera deformação de personalidade de quem só se sente bem se estiver ou se sentir acima.
• Defender a nossa vida de empatanços externos, de forma profilática e pró-activa. Ou como eu costumo dizer, mostrar os cotovelos virados para fora.
Posted by Paulo Guinote, http://educar.wordpress.com/2011/01/06/tres-principios-basicos-para-manter-a-sanidade/#comments
Biodiversidade
As autoridades da Arábia Saudita “detiveram” recentemente um grifo por espionagem a mando de Israel avançam os media israelitas e sauditas.
O grifo (Gyps fulvus) foi encontrado há uns dias em território saudita, mais concretamente numa zona rural perto da cidade de Hyaal. O animal tinha uma anilha e um transmissor GPS com o nome da Universidade de Telavive, o que motivou rumores de que fazia parte de uma estratégia sionista. Os habitantes locais que encontraram a ave recearam o pior e entregaram-no às forças de segurança, conta o jornal israelita “Ma’ariv”, citado pela BBC.
As autoridades israelitas dizem-se surpreendidas e rejeitam essas acusações, manifestando preocupação com o destino do animal. “O dispositivo não faz mais do que receber e armazenar dados básicos sobre as trajectórias do animal, sobre a altitude e velocidade que alcança”, explicou um ornitólogo da Autoridade israelita dos Parques e Natureza, ao jornal.
Este grifo faz parte de um projecto para compreender melhor os comportamentos desta espécie em perigo. “Agora, esta pobre ave está a pagar um preço terrível. É muito triste”, comentou o especialista. “Espero que seja libertada.”
A espécie – com estatuto de Quase Ameaçada em Portugal – nidifica na Europa, Marrocos, Península Arábica, Turquia e Cáucaso.
In: http://publico.pt/1473854
O grifo (Gyps fulvus) foi encontrado há uns dias em território saudita, mais concretamente numa zona rural perto da cidade de Hyaal. O animal tinha uma anilha e um transmissor GPS com o nome da Universidade de Telavive, o que motivou rumores de que fazia parte de uma estratégia sionista. Os habitantes locais que encontraram a ave recearam o pior e entregaram-no às forças de segurança, conta o jornal israelita “Ma’ariv”, citado pela BBC.
As autoridades israelitas dizem-se surpreendidas e rejeitam essas acusações, manifestando preocupação com o destino do animal. “O dispositivo não faz mais do que receber e armazenar dados básicos sobre as trajectórias do animal, sobre a altitude e velocidade que alcança”, explicou um ornitólogo da Autoridade israelita dos Parques e Natureza, ao jornal.
Este grifo faz parte de um projecto para compreender melhor os comportamentos desta espécie em perigo. “Agora, esta pobre ave está a pagar um preço terrível. É muito triste”, comentou o especialista. “Espero que seja libertada.”
A espécie – com estatuto de Quase Ameaçada em Portugal – nidifica na Europa, Marrocos, Península Arábica, Turquia e Cáucaso.
In: http://publico.pt/1473854
05 janeiro 2011
Pela Blogosfera – É @ Nossa Escolinha
XIII Tipos de Perfis de Professores (o IX não conta)
As diferentes funções/hábitos/máscaras (no sentido teatral) da digníssima profissão de docente... Então, cá vamos:
i) O Professor-Freud- psicanalista, ouve em confessionário (se for DT e não só...) alunos, colegas, encarregados de educação sobre as contingências da vida de todos os envolvidos no famoso processo, seja isso o que for, de ensino-aprendizagem e no fim prescreve a sua receita para o sucesso escolar;
ii) O Professor-Freira - cheio de ética, transpira Platão e Cristo, pelo poros: a escola é sagrada, as aulas são um templo, o CD - um santo e os colegas os seus cruzados. Nunca faz greve, entrega sempre tudo dentro dos prazos e nunca diz palavrões;
iii) O Professor-Muita-Fixe (variante Professor-Palhaço) - nunca prepara as aulas, nunca lecciona aulas, nunca tem problemas na aula e todos os alunos têm aproveitamento e é um verdadeiro entretainer (um anglicismo fica sempre bem);
iv) O Professor-Folgado - distraído ou incompetente por natureza: perde os papéis e para o CD (isto, se este for benevolente) não lhe levantar um processo disciplinar, não lhe atribui qualquer tipo de cargo: não é DT, Coordenador, está sempre de baixa, etc. (vagueia no pátio da escola, para fumar às escondidas);
v) O Professor-Verdinho - novo na profissão, contratado por natureza, tudo lhe parece novo: colegas, auxiliares e discentes - deslumbra-se com um simples arroto de um aluno mal comportado, do 6º ano;
vi) O Professor-Muita-Ocupado - Coordenador, assessor das mijas, sempre com muitas fichas e testes para corrigir e mesmo que não tenha nada para fazer, diz sempre:"Estou cheio de trabalho, não me perturbem!", puxando, ao mesmo tempo, tragicamente, os cabelos! Ah, além disso, organiza todos os eventos escolares (variante Professor-Organizador-de-Eventos);
vii) O Pofessor-Tótó - mal vestido, com os pêlos do nariz a saírem da narinas que mais parecem brócolos, cheio de tiques, gozado por todos, com saídas inconvenientes para com as colegas do sexo feminino. Todos os alunos copiam nos testes;
viii) A Prof-Muita-Sexy - sente-se lambida visualmente pelo Professor-Tótó, Mata-Hari da sala dos professores, todos os rapazes vão às suas aulas, veste Prada da Chinatown e tem de Avaliação de Desempenho Docente - Muito Bom (todos os professores querem estar presentes nas suas aulas assistidas);
ix) O Electricista-a-fazer-se-de-professor-gestor-e-de-DR. (Private Joke - vocês sabem que eu sei de quem se trata, obviamente aqueles que sabem);
x) O Professor-Sabático: cheio de teses, cientifico-pedagógicas avançadas, cheio de mesuras e poses e sentenças. Narcísico, por natureza, utiliza uns palavrões das Neo-Pedagogias-da-Treta ou mostra o seu saber científico aos seus pares, de forma transbordante, numa falta de humildade, quase provocadora;
xi) O Professor-Suissinho - dá-se bem com todos (nunca fala mal nas costas), incolor, inodoro, quase beato de Fátima... No fundo... um Mete-Nojo (no sentido de tristeza, no fim de contas é um triste solitário). Não se compromete com ninguém, mas quando precisar, ninguém o apoia - mais preocupado em salvar o seu umbiguinho;
xii) O Professor-Segurança-Social, tem normalmente a função de DT, todas as ovelhas do seu rebanho são incólumes e os professores que chumbam são os maus-da-fita;
xiii) O professor-Mau-da-Fita (mas só a fingir) chumba no primeiro período, a torto e a direito; prepara as aulas, os alunos detestam-no, mas no fundo ele tem que sucumbir à pedagogia de sucesso do ME e passa-os a todos no último período;
xiv) O Professor-Normal: lecciona as suas aulas normalmente, trabalha de forma regular, cumpre normalmente o seu dever, tem outros gostos para além da escola, gosta de estar em família, respeita, respeita-se e é respeitado.
In: http://eanossaescolinha.blogspot.com/2011/01/xiii-tipos-de-perfis-de-professores-o.html
As diferentes funções/hábitos/máscaras (no sentido teatral) da digníssima profissão de docente... Então, cá vamos:
i) O Professor-Freud- psicanalista, ouve em confessionário (se for DT e não só...) alunos, colegas, encarregados de educação sobre as contingências da vida de todos os envolvidos no famoso processo, seja isso o que for, de ensino-aprendizagem e no fim prescreve a sua receita para o sucesso escolar;
ii) O Professor-Freira - cheio de ética, transpira Platão e Cristo, pelo poros: a escola é sagrada, as aulas são um templo, o CD - um santo e os colegas os seus cruzados. Nunca faz greve, entrega sempre tudo dentro dos prazos e nunca diz palavrões;
iii) O Professor-Muita-Fixe (variante Professor-Palhaço) - nunca prepara as aulas, nunca lecciona aulas, nunca tem problemas na aula e todos os alunos têm aproveitamento e é um verdadeiro entretainer (um anglicismo fica sempre bem);
iv) O Professor-Folgado - distraído ou incompetente por natureza: perde os papéis e para o CD (isto, se este for benevolente) não lhe levantar um processo disciplinar, não lhe atribui qualquer tipo de cargo: não é DT, Coordenador, está sempre de baixa, etc. (vagueia no pátio da escola, para fumar às escondidas);
v) O Professor-Verdinho - novo na profissão, contratado por natureza, tudo lhe parece novo: colegas, auxiliares e discentes - deslumbra-se com um simples arroto de um aluno mal comportado, do 6º ano;
vi) O Professor-Muita-Ocupado - Coordenador, assessor das mijas, sempre com muitas fichas e testes para corrigir e mesmo que não tenha nada para fazer, diz sempre:"Estou cheio de trabalho, não me perturbem!", puxando, ao mesmo tempo, tragicamente, os cabelos! Ah, além disso, organiza todos os eventos escolares (variante Professor-Organizador-de-Eventos);
vii) O Pofessor-Tótó - mal vestido, com os pêlos do nariz a saírem da narinas que mais parecem brócolos, cheio de tiques, gozado por todos, com saídas inconvenientes para com as colegas do sexo feminino. Todos os alunos copiam nos testes;
viii) A Prof-Muita-Sexy - sente-se lambida visualmente pelo Professor-Tótó, Mata-Hari da sala dos professores, todos os rapazes vão às suas aulas, veste Prada da Chinatown e tem de Avaliação de Desempenho Docente - Muito Bom (todos os professores querem estar presentes nas suas aulas assistidas);
ix) O Electricista-a-fazer-se-de-professor-gestor-e-de-DR. (Private Joke - vocês sabem que eu sei de quem se trata, obviamente aqueles que sabem);
x) O Professor-Sabático: cheio de teses, cientifico-pedagógicas avançadas, cheio de mesuras e poses e sentenças. Narcísico, por natureza, utiliza uns palavrões das Neo-Pedagogias-da-Treta ou mostra o seu saber científico aos seus pares, de forma transbordante, numa falta de humildade, quase provocadora;
xi) O Professor-Suissinho - dá-se bem com todos (nunca fala mal nas costas), incolor, inodoro, quase beato de Fátima... No fundo... um Mete-Nojo (no sentido de tristeza, no fim de contas é um triste solitário). Não se compromete com ninguém, mas quando precisar, ninguém o apoia - mais preocupado em salvar o seu umbiguinho;
xii) O Professor-Segurança-Social, tem normalmente a função de DT, todas as ovelhas do seu rebanho são incólumes e os professores que chumbam são os maus-da-fita;
xiii) O professor-Mau-da-Fita (mas só a fingir) chumba no primeiro período, a torto e a direito; prepara as aulas, os alunos detestam-no, mas no fundo ele tem que sucumbir à pedagogia de sucesso do ME e passa-os a todos no último período;
xiv) O Professor-Normal: lecciona as suas aulas normalmente, trabalha de forma regular, cumpre normalmente o seu dever, tem outros gostos para além da escola, gosta de estar em família, respeita, respeita-se e é respeitado.
In: http://eanossaescolinha.blogspot.com/2011/01/xiii-tipos-de-perfis-de-professores-o.html
01 janeiro 2011
O Anjo Branco
José Rodrigues dos Santos escreveu um notável romance baseado em parte da vida de seu pai. Passa-se em Tete, Moçambique, por altura da guerra colonial.
Mistura realismo com ficção. Excelente.
Mistura realismo com ficção. Excelente.
31 dezembro 2010
É fundamental ler
Alunos portugueses são incapazes de explicar ideias simples.
Os alunos portugueses são incapazes de estruturar um texto ou de explicar um raciocínio básico, revela um estudo do Ministério da Educação realizado em 1700 escolas.
As conclusões são do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) e traçam um quadro preocupante quanto às capacidades dos estudantes.
Como dar a volta a isto? É fundamental que pais e professores, em casa e nas escolas, ponham as crianças e os jovens a ler.
Os alunos portugueses são incapazes de estruturar um texto ou de explicar um raciocínio básico, revela um estudo do Ministério da Educação realizado em 1700 escolas.
As conclusões são do Relatório 2010 do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) e traçam um quadro preocupante quanto às capacidades dos estudantes.
Como dar a volta a isto? É fundamental que pais e professores, em casa e nas escolas, ponham as crianças e os jovens a ler.
Lei n.º 55-A/2010
Lei n.º 55-A/2010.
Congelamento do tempo para a progressão, no n.º 9 do art.º 24.º:
"9 — O tempo de serviço prestado em 2011 pelo pessoal referido no n.º 1 não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e, ou, categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito."
Congelamento do tempo para a progressão, no n.º 9 do art.º 24.º:
"9 — O tempo de serviço prestado em 2011 pelo pessoal referido no n.º 1 não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e, ou, categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito."
Amor grego
A língua grega ajuda-nos a analisar as várias conotações das palavras e ilumina-nos a considerar as definições da palavra “amor”.
Assim, para a palavra grega "ágape" têm: esse tipo de amor é o respeito profundo e permanente que temos para si. É o tipo de amor que comanda as nossas intenções e direcciona nossas decisões diárias (caridade, ajuda).
Para a palavra "phileo" podemos concluir que essa palavra descreve afeição íntima e pessoal para com os outros ou as coisas que nós podemos ter, com o significado de amor fraterno, amizade.
Temos ainda "stergo".
A palavra indica afeição natural que se possa ter para com o outro, como um marido para uma mulher.
Por fim, a palavra "eros" é uma palavra que refere-se simplesmente apaixonado, o amor carnal tipo erótico.
Assim, para a palavra grega "ágape" têm: esse tipo de amor é o respeito profundo e permanente que temos para si. É o tipo de amor que comanda as nossas intenções e direcciona nossas decisões diárias (caridade, ajuda).
Para a palavra "phileo" podemos concluir que essa palavra descreve afeição íntima e pessoal para com os outros ou as coisas que nós podemos ter, com o significado de amor fraterno, amizade.
Temos ainda "stergo".
A palavra indica afeição natural que se possa ter para com o outro, como um marido para uma mulher.
Por fim, a palavra "eros" é uma palavra que refere-se simplesmente apaixonado, o amor carnal tipo erótico.
Crise
A – Euro ou novo escudo?
B – Mudar o tratado da UE? (défice 3% do PIB; divida publica não superior a 60%)
C – Sair da UE e mantermos o euro?
B – Mudar o tratado da UE? (défice 3% do PIB; divida publica não superior a 60%)
C – Sair da UE e mantermos o euro?
30 dezembro 2010
29 dezembro 2010
4.000 euros por aluno/ ano
As escolas privadas com contrato de associação vão receber a partir do próximo ano lectivo 80.080 euros por ano e por cada turma que seja objecto de financiamento, segundo uma portaria do ministério da educação hoje divulgada.
No entanto, «em casos excepcionais e devidamente fundamentados», no ano lectivo de 2011/2012, o Estado pode conceder «um reforço de subsídio por turma, nunca superior a cinco por cento» daquele valor.
A portaria estabelece ainda que sempre que o número de alunos de uma turma seja inferior a 20, o valor do subsídio anual é alvo de uma redução.
No entanto, «em casos excepcionais e devidamente fundamentados», no ano lectivo de 2011/2012, o Estado pode conceder «um reforço de subsídio por turma, nunca superior a cinco por cento» daquele valor.
A portaria estabelece ainda que sempre que o número de alunos de uma turma seja inferior a 20, o valor do subsídio anual é alvo de uma redução.
Igreja Católica
“ (…) Obviamente que a Igreja Católica, com as suas história, tradições culturais e civilizacionais, continua a ser a que tem mais fiéis e peso na sociedade portuguesa. Mas é hoje uma Igreja aberta à sociedade, à democracia e às mudanças geoestratégicas, pelas quais o mundo, no seu conjunto, está a passar. É um não religioso e agnóstico que o constata.
(…) Podemos hoje dizer, objectivamente, que a Igreja Católica portuguesa é, certamente, das mais abertas ao espírito do tempo.”
A pausa do Natal, por MÁRIO SOARES, Diário de Notícias, 28.12.2010
(…) Podemos hoje dizer, objectivamente, que a Igreja Católica portuguesa é, certamente, das mais abertas ao espírito do tempo.”
A pausa do Natal, por MÁRIO SOARES, Diário de Notícias, 28.12.2010
28 dezembro 2010
Raciocinar
O FCPorto nos últimos 26 anos ganhou 17 campeonatos, ganhou 10 Taças de Portugal, tantas como o Benfica e Sporting juntos e, já agora, ganhou 14 Supertaças. Nesse mesmo período, foi duas vezes Campeão Europeu, ganhou uma Taça UEFA, uma Supertaça Europeia e foi Campeão Intercontinental por duas vezes.
Pois durante um recente programa de comentário sobre futebol, perguntava-se o que explicava a vantagem do FCPorto sobre os adversários. Acontece que 77% das respostas atribuíam o facto às arbitragens e apenas 12% ao mérito da equipa ou do treinador.
Em critério e rigor de análise, a malta da bola e o pessoal da política estão de acordo no jogo e convergem absolutamente no resultado.
A malta da bola apanha permanentemente boladas, rasteiras e caneladas, e sai sempre mal ferida das ilusões que a magalomania dos dirigentes e treinadores diariamente lhes criam, para seu bem, claro está. E, mesmo levando pela medida grossa, a malta da bola acredita sempre que a culpa é só dos adversários especuladores.
Pois durante um recente programa de comentário sobre futebol, perguntava-se o que explicava a vantagem do FCPorto sobre os adversários. Acontece que 77% das respostas atribuíam o facto às arbitragens e apenas 12% ao mérito da equipa ou do treinador.
Em critério e rigor de análise, a malta da bola e o pessoal da política estão de acordo no jogo e convergem absolutamente no resultado.
A malta da bola apanha permanentemente boladas, rasteiras e caneladas, e sai sempre mal ferida das ilusões que a magalomania dos dirigentes e treinadores diariamente lhes criam, para seu bem, claro está. E, mesmo levando pela medida grossa, a malta da bola acredita sempre que a culpa é só dos adversários especuladores.
Também na política os défices orçamentais, para muita opinião publica a culpa é dos especuladores financeiros e dos mercados internacionais. Nós somos apenas vítimas. Enquanto assim for, não se podem queixar.
27 dezembro 2010
Definição
Um Homem bom gosta das pessoas e usa as coisas.
Um Homem mau gosta das coisas e usa as pessoas.
Um Homem mau gosta das coisas e usa as pessoas.
26 dezembro 2010
Drogas electrónicas / e-drugs
Já não conseguimos viver sem um computador, sem navegar na Internet, vivemos num mundo que já não funciona sem as famosas tecnologias. E como as novas tecnologias estão sempre a aparecer e evoluir, surgem agora as drogas electrónicas que não são mais do que sons e impulsos sensoriais que prometem efeitos físicos e mentais semelhantes aos da heroína, cocaína, ecstasy, LSD, álcool e até do viagra.
Esta nova droga consiste num software, I-doser, que emite doses de ondas sonoras que interferem nas ondas cerebrais do utilizador.
Este software pode ser descarregado no site oficial, onde são vendidas as doses de áudio. O seu uso é limitado, não sendo possível a reutilização depois de algumas doses (…)
Este software pode ser descarregado no site oficial, onde são vendidas as doses de áudio. O seu uso é limitado, não sendo possível a reutilização depois de algumas doses (…)
A dose funciona de uma maneira muito simples, através do envio de sons que estimulam o cérebro, elevando ou baixando as ondas cerebrais até determinada frequência que gere o efeito desejado.(…)
Cada dose de áudio dura entre quinze a sessenta minutos. Esta deve ser ouvida através de auscultadores, num local silencioso e com luz fraca. Caso se utilizem colunas, já não terá efeito, pois é emitido um som distinto em cada ouvido ao mesmo tempo. Diz o site do I-doser que quanto maior a qualidade dos auriculares, melhor será a experiencia. As doses estão agrupadas em categorias, como por exemplo: doses espirituais, sedativas, dieta ou sexuais.(…)
Alguns especialistas dizem que os efeitos desta droga e dependência ainda não estão muito claros, apesar de serem perigosas pelo facto de “mexer” como o nosso cérebro.(…)
Por Diná Trindade
25 dezembro 2010
Republicação dos TPC
22 Dezembro 2010
Paralelo 38
(…)
Em 3 de Julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte ataca de surpresa e toma Seul, a capital. As Nações Unidas condenam o ataque e enviam forças, comandadas pelo general americano Douglas MacArthur, para ajudar a Coreia do Sul a repelir os invasores. Em 15 de Setembro, Seul é libertada.
(…)
Todo este conflito, guerra, desconfiança, minam os povos desde então para satisfação de uns quantos governantes. Totalitarismo versus democracia.
Agora atentem no mapa e vejam por onde passa o paralelo 38.
Quem disse que a moléstia não contamina?
Publicada por LCB em 12:31 AM
06 Dezembro 2010
Mundos Paralelos
Você, leitor, acredita que o Poder Central manda em tudo? Olhe que não! Apesar disso, manda, e manda muito. Por vezes demais. Mete o nariz onde não é chamado. Controla as finanças, a economia, a educação, a saúde, a defesa, a representação do Estado, sei lá que mais…
Mas você, leitor, já ouviu falar no adágio popular: longe da vista, longe do coração? É o que se passa longe da capital, onde estão instalados os Poderes Locais, tão queridos quando queremos glosar os excessos do centralismo, mas tão mesquinhos quando se ateiem ao compadrio, à cunha, à maledicência, à protecção dos afilhados da força política localmente dominante.
E as pessoas, o que acontece às pessoas?
Rejubilam ou definham conforme são ou não da cor dominante.
Calculo que haverá muita hipocrisia, muito ressentimento, muita inveja, por esse país fora, apesar de serem da mesma cor do centrão. Agora imaginem o que é viver e trabalhar numa zona ao avesso do Poder Central, nestes últimos 34 anos!
O Poder Local esmaga, tritura, quem não for dos deles. Estão a pensar que isso se fica pelo domínio político? Não, não fica. Invade a esfera familiar, social, cultural, laboral… Primeiro identificam, depois cercam, por fim reduzem a pó quem ousa pensar diferente. Por isso tantos se acobardam, tantos fingem, uns poucos resistem. O centrão está tão entretido, com jogos de poder, nas capelinhas da capital, que não quer saber verdadeiramente daqueles outros que são a sua seiva. Lembram-se apenas de 4 em 4 anos…
Então para quê resistir? Coerência, resiliência, formação, espinha vertical, é o que explica, apesar de tudo, que homens e mulheres tão maltratados aguentem com estoicismo e vivam e trabalhem nestes Mundos Paralelos.
Publicada por LCB em 12:29 AM
25 Novembro 2010
Um País de Pessoas
Eles não ouviram as pessoas, perseguiram as pessoas, calaram as pessoas, falaram pelas pessoas, pensaram pelas pessoas, decidiram contra as pessoas, humilharam as pessoas, desanimaram as pessoas, desvitalizaram as pessoas, comeram as pessoas. E o país definhou! Eles criaram um deserto de faraós, uma democracia de faiança pobre feita de “eles” e “nós”.
Porém, as pedras preciosas deste país são as pessoas. Sem petróleo, sem minas de ouro ou de diamantes, as pessoas são o tesouro mais bendito: é da força, da imaginação, da inteligência e do coração das pessoas que este país há-de rebrotar. E há-de rebrotar, quando as pessoas resgatarem a sua humanidade.
Publicada por LCB em 11:20 PM
18 Outubro 2010
República dos Marajás
Onde fica tal república?
Coordenadas geográficas: 39°30 Norte, 8°00 Oeste; Superfície: total: 92 139 km²
Publicada por LCB em 11:24 AM
02 Outubro 2010
Cansado...
Mil oitocentos e vinte e cinco dias (5 anos) passados, e refiro-me a 31/12/2005, obrigam-me a regressar ao vencimento que auferia nessa data! Um corte de +/- 7%.
"Congelam-me" desde Abril de 2004. Primeiro seria descongelado em Abril de 2009, depois em Abril de 2010, mais tarde em Agosto de 2012.
Agora saiu isto: "Até ao final de 2011, o tempo de serviço prestado (...) não é contado para efeitos de progressão, em todas as carreiras, cargos e, ou, categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudança de posição remuneratória ou categoria (...)".
Portanto um novo congelamento de vencimento e de tempo de serviço que atira para finais de 2013...
Ainda alguém acredita?
Publicada por LCB em 4:44 PM
15 Fevereiro 2008
7 Pecados no Alentejo...
• A inveja – Pensar pela própria cabeça.
• Avareza – Ganhar dinheiro. Inadmissível. Só se for longe, e que não volte!
• A preguiça – Ser “retornado”, mesmo que 65% da vida se tenha passado aqui.
• A gula – Lutar por um ideal.
• A ira – Ser democrata, e como tal, contra as unicidades...
• A soberba – Passar ao lado do cânhamo, dos arco-íris, e das “loiras”.
• A luxúria – Ter critério sentimental, abominando interesses.
Publicada por LCB em 12:54 AM
18 Novembro 2007
Metáfora
Era uma vez uma caixa. Uma caixa de fósforos. E a caixa de fósforos estava dentro de nós. E os fósforos eram a emoção, o saber, a razão, a experiência, a compaixão, a dádiva, o compromisso. Todos tínhamos, em graus diversos, estas sementes de vida.
Era uma vez um detonador que acendia um fósforo, às vezes todos os fósforos. Uma palavra. Um contexto. Um olhar. Uma consciência. Um estímulo. Uma liderança. Um reconhecimento. Uma política mobilizadora. E havia então o fogo, o lume que aquecia uma relação. Um entusiasmo.
Era uma vez o oxigénio que mantinha a chama acesa. Contra o vento, contra a desautorização, contra a rotina, contra a inércia, contra o medo, contra a indiferença, contra a humidade que tornava os fósforos inúteis. Que palavras, que contextos, que consciências, que estímulos, que lideranças, que reconhecimentos, que políticas farão acender e durar a chama de uma acção profissional dedicada e justa? Eis a questão.
Publicada por LCB em 11:46 PM
26 Outubro 2007
Nós e os "idiotas"
Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas. Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam-lhe a escolha entre duas moedas: - uma grande de 400 REIS e outra menor, de 2000 REIS. Ele escolhia sempre a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos de todos. Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e perguntou-lhe se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
-Eu sei, respondeu o tolo. Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar a minha moeda.
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando a sua fonte de rendimento.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito. Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, o que realmente somos.
Publicada por LCB em 4:31 PM
22 Agosto 2007
Estou tentado em concordar
15:40 (JPP)
DA RETÓRICA MACRO (DAS "REFORMAS") À REALIDADE MICRO: O CASO DAS ESCOLAS E DOS PROFESSORES
Uma mera observação do mecanismo dessas escolhas mostra que estão feitas para, a prazo, afastar do sistema escolar os professores que dão aulas há mais anos e que são, por norma, os mais qualificados. Como muitos aspectos da reforma da função pública, que foram feitos á pressa e apenas para poupar dinheiro, corre-se o risco de estar a desertificar a função pública do seu know-how mais especializado, do seu capital de experiência. Isto é muito bonito na retórica, mas na prática quem está a apanhar com a ameaça de despedimento a prazo, são os mais velhos, os mais experientes, os que tem maior currículo e saber. Não se trata de fazer eco da resistência sindical às mudanças que tanto favoreceu a fragilidade dos professores face ao Ministério. Trata-se de casos em que os professores têm pura e simplesmente razão para se sentirem injustiçados e as reformas podem ter um efeito perverso de agravarem a qualidade do ensino ao empobrecerem a quantidade de "saber" existente dentro das escolas.
In ABRUPTO, 22/08/07
Publicada por LCB em 11:10 P
28 Julho 2007
Concordo...
“Se eu fosse mais cinzento tinha menos inimigos.” Concordo...
Extracto de uma entrevista a Saldanha Sanches à revista Visão.
Publicada por LCB em 2:11 AM
13 Julho 2007
Digo eu...
Os professores e as professoras têm de orientar a sua dedicação para tarefas “pedagogicamente ricas”: criar um bom clima, estimular o compromisso optimista, desenvolver boas relações, favorecer a dimensão ética da organização, prestar atenção aos afectos... Quando a principal preocupação assenta na burocracia, no controlo ou em tarefas de somenos importância, a função docente fica empobrecida.
Publicada por LCB em 4:32 AM
01 Julho 2007
Voz corrente
"A Educação? O pior sistema que andamos a estruturar há dezenas de anos, já não se aguenta nas premissas básicas a um qualquer sistema de ensino: ensinar algo a alunos que devem aprender, para formação de elites. Os professores não ensinam porque os manuais não prestam e os programas idem. Idem aspas, para os alunos que preferem a facilidade de passar sempre, porque os pais assim o exigem e as estatísticas também. Aprender alguma coisa? Um pormenor sem importância. Saber algo mais do que aquilo que se aprende na tv? Uma inutilidade."
Medina Carreira dixit
Publicada por LCB em 1:23 AM
12 Maio 2007
Marimbondos
Continua viva entre os auto-designados sectores progressistas a convicção que se é intelectual e moralmente superior aos outros, ou seja àqueles que pensam doutro modo e que eles encafuam na direita.
Publicada por LCB em 1:35 A
23 Abril 2007
Encontrar defeito é fácil, mas fazer melhor pode ser difícil.
Plutarco
Publicada por LCB em 11:08 PM
09 Abril 2007
A HISTÓRIA é uma moda?
Ouvi numa rádio que o Dr. Mário Soares, na semana passada, deu uma extensa entrevista a um órgão da comunicação social espanhol de referência.
Segundo o Dr. Mário Soares, algo falhou no ensino em Portugal, para que no concurso televisivo português " Os Grandes Portugueses" tivesse ganho a figura do Dr. Oliveira Salazar.
A minha questão é a seguinte: há ou não relação entre o resultado final do dito concurso, e a diminuição iniciada em 1992 da carga horária semanal da disciplina de HISTÓRIA?
Depois admiram-se com os resultados....
Publicada por LCB em 12:34 PM
05 Abril 2007
calhandreiras...
RepublicaçãoMandamentos que se guardam no bolso
1. Para destruir alguém pode bastar uma calúnia bem embrulhada.
2. Para construir boa reputação, uma vida inteira pode não chegar.
O grau de incerteza destas leis é directamente proporcional ao relevo dos cépticos numa dada sociedade, mas depende também da facilidade com que as calúnias são bem embrulhadas.
Publicado em 4 Abril 2007 por Rui Cerdeira Branco
Publicada por LCB em 11:24 PM
24 dezembro 2010
23 dezembro 2010
História da Rússia
Desdobrando-se por dois continentes, Europa e Ásia, a Federação Russa surge como a maior nação do mundo, marcada por ambiguidades e contrastes. Berço de exaltada espiritualidade e de profundo teísmo, quando Moscovo assumiu a herança de Constantinopla e se fez Terceira Roma, o país também viveu um entranhado ateísmo estatal quando cenário da primeira Revolução Socialista da história; à paisagem predominantemente plana – ¾ do território é constituído de planícies e vales – conjuga-se a elevação majestosa dos Urais, com altitudes que ultrapassam os cinco mil metros; os centros urbanos e reluzentes como Moscovo e São Petersburgo associam-se as regiões inóspitas e as planícies geladas da Sibéria, " casa dos mortos" das recordações de Dostoievski; aos cerca de 120 mil rios que cortam a vastidão territorial junta-se a carência de saída para águas navegáveis; à longa costa regelada nos mares Glacial Árctico e de Bhering vinculam-se praias de sol e águas cristalinas na costa do Mar Negro; à contemplação passiva e silenciosa da Igreja Ortodoxa emparelha-se o activismo revolucionário dos partidos operários. Assim é a Rússia: desertos e taigas, dachas e metrópoles, amor e militância, guerra e paz convivem na imensidão de seu território, provocando e convocando ao desvendamento de seus mistérios e encantos. Sua história tem início com o estabelecimento, no território, por volta do século IX, de guerreiros e comerciantes da Escandinávia, os chamados Väringer, conhecidos como Vikings. Estes combatiam o povo local – os rus – e utilizavam os vencidos como escravos, slavs. Atribuem-se a esses invasores escandinavos a cunhagem e adaptação dos termos russo e eslavo.
O primeiro estado eslavo na região foi o Rus de Kiev, que se estendia do Dnieper até os grandes lagos. No século XI, o principado de Kiev foi dividido em vários estados, surgindo, então, outros centros urbanos importantes, como Novgorod, Souzdal e Galícia Volynia. No século XIII, a Rússia foi invadida pelos mongóis, bandos de invasores nómadas, liderados por Gêngis Khan. Depois de esmagarem a resistência das cidades separadas, as hordas invasoras promoveram enorme devastação, arruinando o fruto de séculos de trabalho, e exerceram um domínio de mais de dois séculos sobre a vida política e cultural do povo. Batu Khan, neto de Gêngis Khan, foi o responsável pela consolidação do império mongol na Rússia. Seu avô dividiu o império em quatro partes e coube a ele a parte norte; em 1242 ele estabeleceu a famosa Horda de Ouro, estado mongol formado pelo sul e leste russos. Há quem diga que a invasão mongólica foi "a experiência mais traumática do povo russo".
De
No século XVI, Ivan IV, o Terrível, casado com Anastácia, dos Romanov, consolidou o absolutismo na Rússia e implantou uma política expansionista. Assumiu o título de Czar ou Tzar, organizou um exército regular, submeteu os boiardos à centralização do estado e expandiu o domínio de Moscovo. Boris Godunov, seu cunhado e sucessor, apoiado na igreja, deu continuidade a sua política. Com a morte de Godunov, instalou-se uma crise sucessória. Os boiardos, se aproveitando da situação vigente, estimularam rebeliões no campo e apoiaram a invasão polonesa. Em 1612 os poloneses foram expulsos e uma assembleia elegeu o Czar Mikhail Romanov (1596-1645). Essa dinastia permaneceu no trono russo até o final do regime monárquico em 1917. Com os Romanov teve início um período de crescimento que culminou com a elevação da Rússia ao estatuto de grande potência sob o domínio de Pedro, O Grande.
Pedro promoveu um amplo programa de modernização e fundou São Petersburgo que, em 1712 se tornou a capital do império. Estimulou a indústria, o comércio, a colonização e a vinda de artesãos, artistas e literatos.
Em 1762, assumiu o poder Catarina II. Ela reforçou ainda mais o absolutismo do poder russo e promoveu a anexação de várias regiões. Com o apoio da Igreja Ortodoxa, governou com poder absoluto. No seu reinado, juntamente com a Áustria e a Prússia, a Rússia participou da partilha da Polónia, transformando-se na maior potência da Europa Oriental. Embora amiga de vários expoentes do iluminismo, Catarina era adversária da Revolução Francesa. Após a sua morte, seu filho, Paulo, sucedeu-a. Foi, entretanto, assassinado em 1801 e substituído pelo filho, Alexandre I, que recusou aliar-se ao império napoleónico. Em
No final do século XIX a industrialização provocou o surgimento dos centros urbanos e dos grupos de inspiração marxista, como o Partido Operário Social Democrata Russo.
No início do século seguinte, em Março de 1917, uma revolução, liderada por um grupo moderado do partido, os mencheviques, derrubou Nicolau II e instaurou uma república parlamentar. Formaram-se os sovietes, assembleias de operários camponeses influenciados pelos bolcheviques, ala radical do Partido Operário que vai dar origem ao Partido Comunista. O desprestígio dos mencheviques por insistirem na participação da Rússia na I Guerra os faz perder o apoio popular, fato que dá a Lenine, líder bolchevique, a oportunidade de comandar uma insurreição e instaurar um governo revolucionário. Depois de quatro anos de Guerra Civil, Lenine assume o domínio sobre o País, auxiliado pelo Exército Vermelho, criado por Trotsky. Morre em 1924 e é Estaline que vai assumir o controle do PC e do governo soviético. Durante 31 anos o estalinismo vigorou na Rússia, estabelecendo um período de terror e de arbitrariedades. Milhares de pessoas foram dizimadas em campos de trabalho e morte, antigos dirigentes bolcheviques foram condenados à deportação ou ao fuzilamento sumário; perseguições e forte repressão atingiram os presumidos opositores do regime. Em 1943, entretanto, Estaline impede o avanço das tropas alemãs em território russo, na famosa Batalha de Estalinegrado. Em
Kruchev promoveu uma moderada abertura política e denunciou os crimes do período estalinista. Um golpe, levado a efeito em 1964, coloca no poder Leonid Brejnev. Brejnev reprime o processo de democratização da Checoslováquia, conhecido como Primavera de Praga. E em 1978 invade o Afeganistão, decidido a intervir militarmente onde houvesse qualquer ameaça ao modelo soviético. Sucederam Brejnev, que morreu em 1982, Yuri Andropov e Konstantin Tchernenko, que também morrem após pouco tempo de governo. Em 1985, assumiu o poder russo Mikhail Gorbachev, que deu início 'as reformas que levariam ao fim da União Soviética: a Glasnost (transparência) e a Perestroika (reestruturação).
Em Agosto de 1991, Boris Ieltsin sufoca um golpe ensaiado contra Gorbachev por forças conservadoras. Sai fortalecido, mas contribui para o desgaste da autoridade de Gorbachev, que renunciou em Dezembro de 1991. Ieltsin é eleito presidente e reeleito em 1996. Em Agosto desse ano, Ieltsin nomeia Putin , do serviço secreto russo, para a chefia do governo. Em Setembro, Putin ordena a segunda invasão da Chechénia e se torna forte candidato a sucessão. Em Março de 2000, com 52, 94% dos votos, Putin vence as eleições presidenciais na Rússia.
Fonte: www.ayasofya.com.br































