James Naismith, canadiano de origem que inventou nos EUA o basquetebol em 1891, estudou primeiro para pastor, cursou medicina e tornou-se professor de Educação Física pois viu nessa profissão o melhor e mais adaptado modo pessoal de servir os outros.
Expressou um lema de vida que deixou escrito para a posteridade: "Quero deixar o mundo um pouco melhor do que o que encontrei". Fê-lo com o basquetebol.
Hodie mihi, cras tibi. "Artigo 19.° Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão." Declaração Universal dos Direitos Humanos
05 outubro 2011
04 outubro 2011
Professores britânicos estão zangados com os pais dos seus alunos
Professores britânicos estão zangados com os pais dos seus alunos
http://www.publico.pt/Educação/professores-britanicos-estao-zangados-com-os-pais-dos-seus-alunos-1515053
E por cá é diferente?
http://www.publico.pt/Educação/professores-britanicos-estao-zangados-com-os-pais-dos-seus-alunos-1515053
E por cá é diferente?
As 13 primeiras regras do basquetebol
As 13 primeiras regras de jogo, do livro "Basketball, its origin and development"de James Naismith:
1. The ball may be thrown in any direction with one or both hands. (A bola pode ser lançada em qualquer direcção com uma ou duas mãos)
2. The ball may be batted in any direction with one or both hands, but never with the fist. (A bola pode ser tocada em qualquer direcção com uma ou duas mãos, mas nunca com o punho fechado)
3. A player cannot run with the ball. The player must throw it from the spot on which he catches it, allowance to be made for a man running at good speed. (O jogador não pode correr com a bola nas mãos. O jogador pode lançar a bola do local onde agarra a bola, embora haja alguma tolerância em relação a quem agarra a bola a partir de uma corrida em grande velocidade)
4. The ball must be held in or between the hands. The arms or body must not be used for holding it. (A bola deve ser agarrada nas mãos ou entre as mãos. Os braços ou corpo não deve ser usado para agarrar a bola)
5. No shouldering, holding, pushing, striking or tripping in any way of an opponent. The first infringement of this rule by any person shall count as a foul; the second shall disqualify him until the next goal is made or, if there was evident intent to injure the person, for the whole of the game. No substitution shall be allowed. (Não é permitido carga de ombro, agarrar, empurrar, bater ou fazer tropeçar de qualquer modo um oponente. A primeira infracção desta regra por qualquer pessoa contará como uma falta; a segunda desqualificará o jogador até que o próximo cesto ser feito, ou, se há evidente intenção de aleijar a pessoa, para o resto do encontro. Nenhuma substituição será permitida.)
6. A foul is striking at the ball with the fist, violations of Rules 3 and 4 and such as described in Rule 5. (Uma falta é marcada se a bola for batida com o punho fechado, violação das regras 3 e 4 e tal como é descrito na regra 5.)
7. If either side make three consecutive fouls it shall count as a goal for the opponents (consecutive means without the opponents in the meantime making a foul). (Se qualquer um dos lados faz três faltas consecutivas tal contará como um cesto do oponente (consecutivo significa sem que o oponente nesse espaço de tempo faça uma falta))
8. Goal shall be made when the ball is thrown or batted from the ground into the basket and stays there, providing those defending the goal do not touch or disturb the goal. If the ball rests on the edge and the opponents move the basket, it shall count as a goal. (Um cesto convertido deve ser marcado quando a bola é lançada ou tocada dentro do espaço de jogo para o cesto e permanece lá, sendo que aqueles que defendem o cesto não tocam nele. Se a bola permanecer no aro e o oponente mover a bola, deverá contar como um cesto.)
9. When the ball goes out of bounds, it shall be thrown into the field and played by the first person touching it. In case of dispute the umpire shall throw it straight into the field. The thrower-in is allowed five seconds. If he holds it longer, it shall go to the opponent. If any side persists in delaying the game, the umpire shall call a foul on them. (Quando a bola vai para fora do terreno, ela deve ser lançada para dentro do campo e jogada pelo primeiro jogador que toque nela. em caso de disputa o árbitro deve lançá-la a direito para dentro do campo. Esse lançamento deve ser feito no máximo de 5 segundos. Se o repositor demora mais do que esse tempo, a bola deve ser dada ao oponente. Se qualquer dos lados persiste em demorar demais, o árbitro deve marcar-lhe uma falta)
10. The umpire shall be judge of the men and shall note the fouls and notify the referee when three consecutive fouls have been made. He shall have the power to disqualify men according to Rule 5. (O árbitro principal pode julgar os jogadores e notificar o outro árbitro quando três faltas forem feitas. Ele tem o poder de desqualificar um jogador de acordo com a regra 5.)
11. The referee shall be the judge of the ball and decide when it is in play in bounds, to which side it belongs, and shall keep the time. He shall decide when a goal has been made and keep account of the goals with any other duties that are usually performed by a referee. (O segundo árbitro deve ser o juíz da bola e decidir quando ela sai fora de campo, a quem pertence a reposição e controlar o tempo de jogo. Ele decide quando um cesto foi convertido e mantém a contabilidade dos cestos com qualquer dos deveres que usualmente cabem ao árbitro principal.)
12. The time shall be two 15-minute halves with five minutes' rest between. (O tempo de jogo será de duas metades de 15 minutos com cinco minutos de intervalo entre eles.)
13. The side making the most goals in that time shall be declared the winners. (O lado que marque o maior número de cestos nesse tempo será declarado vencedor.)
1. The ball may be thrown in any direction with one or both hands. (A bola pode ser lançada em qualquer direcção com uma ou duas mãos)
2. The ball may be batted in any direction with one or both hands, but never with the fist. (A bola pode ser tocada em qualquer direcção com uma ou duas mãos, mas nunca com o punho fechado)
3. A player cannot run with the ball. The player must throw it from the spot on which he catches it, allowance to be made for a man running at good speed. (O jogador não pode correr com a bola nas mãos. O jogador pode lançar a bola do local onde agarra a bola, embora haja alguma tolerância em relação a quem agarra a bola a partir de uma corrida em grande velocidade)
4. The ball must be held in or between the hands. The arms or body must not be used for holding it. (A bola deve ser agarrada nas mãos ou entre as mãos. Os braços ou corpo não deve ser usado para agarrar a bola)
5. No shouldering, holding, pushing, striking or tripping in any way of an opponent. The first infringement of this rule by any person shall count as a foul; the second shall disqualify him until the next goal is made or, if there was evident intent to injure the person, for the whole of the game. No substitution shall be allowed. (Não é permitido carga de ombro, agarrar, empurrar, bater ou fazer tropeçar de qualquer modo um oponente. A primeira infracção desta regra por qualquer pessoa contará como uma falta; a segunda desqualificará o jogador até que o próximo cesto ser feito, ou, se há evidente intenção de aleijar a pessoa, para o resto do encontro. Nenhuma substituição será permitida.)
6. A foul is striking at the ball with the fist, violations of Rules 3 and 4 and such as described in Rule 5. (Uma falta é marcada se a bola for batida com o punho fechado, violação das regras 3 e 4 e tal como é descrito na regra 5.)
7. If either side make three consecutive fouls it shall count as a goal for the opponents (consecutive means without the opponents in the meantime making a foul). (Se qualquer um dos lados faz três faltas consecutivas tal contará como um cesto do oponente (consecutivo significa sem que o oponente nesse espaço de tempo faça uma falta))
8. Goal shall be made when the ball is thrown or batted from the ground into the basket and stays there, providing those defending the goal do not touch or disturb the goal. If the ball rests on the edge and the opponents move the basket, it shall count as a goal. (Um cesto convertido deve ser marcado quando a bola é lançada ou tocada dentro do espaço de jogo para o cesto e permanece lá, sendo que aqueles que defendem o cesto não tocam nele. Se a bola permanecer no aro e o oponente mover a bola, deverá contar como um cesto.)
9. When the ball goes out of bounds, it shall be thrown into the field and played by the first person touching it. In case of dispute the umpire shall throw it straight into the field. The thrower-in is allowed five seconds. If he holds it longer, it shall go to the opponent. If any side persists in delaying the game, the umpire shall call a foul on them. (Quando a bola vai para fora do terreno, ela deve ser lançada para dentro do campo e jogada pelo primeiro jogador que toque nela. em caso de disputa o árbitro deve lançá-la a direito para dentro do campo. Esse lançamento deve ser feito no máximo de 5 segundos. Se o repositor demora mais do que esse tempo, a bola deve ser dada ao oponente. Se qualquer dos lados persiste em demorar demais, o árbitro deve marcar-lhe uma falta)
10. The umpire shall be judge of the men and shall note the fouls and notify the referee when three consecutive fouls have been made. He shall have the power to disqualify men according to Rule 5. (O árbitro principal pode julgar os jogadores e notificar o outro árbitro quando três faltas forem feitas. Ele tem o poder de desqualificar um jogador de acordo com a regra 5.)
11. The referee shall be the judge of the ball and decide when it is in play in bounds, to which side it belongs, and shall keep the time. He shall decide when a goal has been made and keep account of the goals with any other duties that are usually performed by a referee. (O segundo árbitro deve ser o juíz da bola e decidir quando ela sai fora de campo, a quem pertence a reposição e controlar o tempo de jogo. Ele decide quando um cesto foi convertido e mantém a contabilidade dos cestos com qualquer dos deveres que usualmente cabem ao árbitro principal.)
12. The time shall be two 15-minute halves with five minutes' rest between. (O tempo de jogo será de duas metades de 15 minutos com cinco minutos de intervalo entre eles.)
13. The side making the most goals in that time shall be declared the winners. (O lado que marque o maior número de cestos nesse tempo será declarado vencedor.)
Petróleo: Petrobras e Galp iniciam exploração em Peniche
A Petrobras, em parceria com a Galp, vai mesmo avançar com a perfuração petrolífera em águas portuguesas, num sinal claro de que há fortes expectativas da existência de crude. O consórcio arrancará, já em 2012, com o primeiro poço ao largo de Peniche, cuja concessão, composta por quatro blocos, conta também com a participação da Partex. Alguns meses mais tarde será a vez da costa alentejana, onde os três blocos são partilhados apenas pela Petrobras e pela Galp, afirmou ao Diário Económico fonte do grupo brasileiro.
Cada perfuração no ‘off-shore' nacional custará entre 80 a 100 milhões de dólares (58,8 milhões de euros a 73,5 milhões de euros), refere a mesma fonte.
O próprio responsável pelo negócio da Petrobras em Portugal já tinha avançado, em entrevista ao Diário Económico no final do ano passado, que "mesmo sendo um projecto de alto risco" há 10% a 12% de probabilidades de encontrar o tão desejado ouro negro na costa portuguesa. Previsões que não assustam José de Freitas. Com um optimismo moderado, o gestor explicou então que "estes são os números da indústria de petróleo".
Cada perfuração no ‘off-shore' nacional custará entre 80 a 100 milhões de dólares (58,8 milhões de euros a 73,5 milhões de euros), refere a mesma fonte.
O próprio responsável pelo negócio da Petrobras em Portugal já tinha avançado, em entrevista ao Diário Económico no final do ano passado, que "mesmo sendo um projecto de alto risco" há 10% a 12% de probabilidades de encontrar o tão desejado ouro negro na costa portuguesa. Previsões que não assustam José de Freitas. Com um optimismo moderado, o gestor explicou então que "estes são os números da indústria de petróleo".
03 outubro 2011
Nelson Mandela decidiu retirar-se para a sua terra natal, Mvezo.
De acordo com a tradição africana, um homem idoso, ou qualquer pessoa idosa, deverá regressar a casa, descansar e esperar pelo seu último dia.
Uma das citações mais famosas de Mandela é esta: “Nós podemos mudar o mundo e transformá-lo num lugar melhor. Está nas tuas mãos fazer a diferença”.
Uma das citações mais famosas de Mandela é esta: “Nós podemos mudar o mundo e transformá-lo num lugar melhor. Está nas tuas mãos fazer a diferença”.
02 outubro 2011
Suíça – Graves confrontos no Zurique-Grasshopper. E nós é que somos os PIGS?
Cenário de horror na Suíça. O jogo entre o Zurique e o Grasshopper foi interrompido, devido a graves confrontos entre adeptos dos dois clubes rivais. Jorge Teixeira assistiu a tudo e por pouco não foi apanhado na incomum onda de violência.
«Parecia um filme! Os adeptos entraram em campo com máscaras de esqui e capuzes. Pareciam gangues. Só tivemos tempo de correr e fugir para o balneário. A polícia conseguiu, a custo, controlar a situação, mas foi realmente assustador», desabafou o atleta do Zurique, citado pela sua assessoria de imprensa.
Os dois emblemas partilham o relvado do Estádio Letzigrund. Quando o Grasshopper vencia por 2-1, sensivelmente a 15 minutos do fim, adeptos dos dois clubes saíram das bancadas e inundaram de violência o rectângulo de jogo.
«Parecia um filme! Os adeptos entraram em campo com máscaras de esqui e capuzes. Pareciam gangues. Só tivemos tempo de correr e fugir para o balneário. A polícia conseguiu, a custo, controlar a situação, mas foi realmente assustador», desabafou o atleta do Zurique, citado pela sua assessoria de imprensa.
Os dois emblemas partilham o relvado do Estádio Letzigrund. Quando o Grasshopper vencia por 2-1, sensivelmente a 15 minutos do fim, adeptos dos dois clubes saíram das bancadas e inundaram de violência o rectângulo de jogo.
A Concise History of Greece
Um breve resumo de "A Concise History of Greece”, de Richard Clogg: A Grécia, considerada como o berço da civilização ocidental, tem um longa história de subjugação a sucessivos invasores e de uma permanente resistência pela defesa da sua identidade cultural e religiosa. Com a queda de Constantinopla, em 1453, iniciou-se a “turcocracia”, o longo domínio do Império Turco, que havia de durar cerca de 400 anos, até à declaração de independência em Janeiro de 1822. No entanto, o processo de formação do actual Estado grego e a definição do seu território actual durou quase um século, com episódios sangrentos com a Turquia – os últimos confrontos pelo Chipre tiveram lugar em 1990 -, e alianças políticas determinantes com os principais países do ocidente. Durante a guerra da independência e após o terrível massacre dos gregos na ilha de Chios, em 1822, a Europa cristã, França, Rússia e Grã-Bretanha mobilizou-se na defesa das pretensões gregas contra o domino do sultão, entrando em pleno na guerra pela independência, a qual só viria a ser formalmente reconhecida em 1832.
A História política, a partir daí, é quase tão dramática como a Historia da subjugação e resistência dos gregos. O seu 1º Presidente eleito, Kapodistrias, criou um forte descontentamento entre as forças que tinham combatido os turcos e que esperavam as devidas compensações do novo Poder, e foi assassinado em 1831, após 3 anos de Governo. Como condição de reconhecimento da independência e protecção da Grécia, as forças aliadas impõem a monarquia, devendo o monarca ser descendente de uma casa real europeia que não fosse de nenhum dos países Protectores. Escolhem Otto da Baviera como rei da Grécia, o qual foi destituído em 1862, na sequência de uma revolução, e substituído pelo Rei Jorge I, dinamarquês, que governou em relativa estabilidade até 1913, altura em que foi assassinado por um louco. Em 1912 tinha estalado a Guerra nas Balcãs, que permitiu aos gregos alargar substancialmente o seu território (cerca de 70%), e quase duplicar a sua população, que passou a abranger várias etnias e religiões. Mas o novo rei, Constantino, quis manter a neutralidade na 1ª Guerra Mundial, entrando em conflito com o popular Primeiro Ministro, Vanizelos, acabando por renunciar em 1917. Partidário da “Grande Ideia”, o antigo sonho nacionalista grego de reconquistar Constantinopla e restaurar o império bizantino para uma “missão civilizadora”, projecto que tinha o apoio da Rússia, interessada em não permitir a influência anglo-saxónica no Mediterrâneo oriental, Vanizelos declara guerra à Turquia e conduz os gregos ao desastre de Ismirna, onde são massacrados e a população aí residente é expulsa. Em poucos dias mais de um milhão de gregos deportados da Turquia entra na Grécia e tem que aí construir os mínimos para sobreviver, enquanto 400 000 muçulmanos têm que regressar à Turquia.
Em 1924 os gregos votam pelo fim da monarquia e o rei, Jorge II, abdica, iniciando-se então um longo período de governos ditatoriais, repetidas tentativas de golpe de estado e um equilíbrio precário entre as forças ultra-direitistas monárquicas e os recém-formados quadros da esquerda socialista. Venizelos foi exilado em 1933 e a monarquia restaurada em 1935, regressando o Rei Jorge II, até então exilado em Inglaterra.
Em 1940, a Itália invade a Grécia, mas os helenos resistem. No ano seguinte, porém, cedem à invasão das tropas alemãs, o rei exila-se em Londres e a libertação só chega com a entrada de tropas britânicas em 1944. Apoiados pelas democracias ocidentais, os monárquicos ganharam as eleições gerais de 1946, facto que permitiu o regresso do rei, por um lado, e, pelo outro, a formação de um governo de extrema esquerda nas regiões montanhosas do norte do país. Este extremar de posições desencadeou uma guerra civil que só terminaria três anos volvidos.
A importância estratégica da Grécia dá-lhe entrada na NATO em 1951.
Em 1953, Konstantinos Karamanlis, do partido conservador Nova Democracia, é eleito primeiro-ministro, seguindo-se o socialista (do Partido PASOK) Georgios Papandreou. Em 1967, os militares forçam o exílio do rei Constantino II e estabelecem uma ditadura militar que duraria sete anos e que sai do poder na sequência da invasão do norte do Chipre pela Turquia. Karamanlis volta provisoriamente e convoca um referendo em que é decidida a abolição da monarquia.
Em 1981, a Grécia é aceite na Comunidade Europeia.
Habituados a sobreviver como grupo cultural, social e religioso sob o arbítrio do Império Turco e a pouca protecção legal com que podiam contar, os gregos organizaram-se em grupos de resistência interna (os Klefts) e espalharam-se numa intensa diáspora pelo mundo, mantendo em relação ao Estado e à autoridade uma atitude de enorme desconfiança e auto defesa contra as arbitrariedades, vendo com hostilidade as interferências vindas de fora do círculo familiar alargado com o qual se habituaram a contar. A rouspheti, recíproca dispensa de favores e protecções, e a mesa, ou rede de contactos (a que hoje chamamos na Europa moderna, network…) foram essenciais durante o domínio turco e são ainda o principal veículo do movimento social e condição de apoios políticos, permitindo (ou alimentando) uma enorme ineficiência da administração e adaptando, de certa forma, as regras de sobrevivência que conheciam durante os longos séculos de domínio turco.
A sua localização geográfica, que faz dela um país em simultâneo balcânico e mediterrânico, tornou-a um espaço de confluências e conflitos do leste e do ocidente, mas o domínio turco e a religião Ortodoxa Cristã isolaram-na por completo dos grandes movimentos da civilização europeia, como a Renascença, o Iluminismo ou a Revolução Francesa e a revolução Industrial, pelo que a sua identificação como parte do “espaço europeu” era muito incerta até à aceitação da Grécia como 10º membro da então comunidade europeia, facto que foi determinante para a viragem do país para o ocidente.
A História política, a partir daí, é quase tão dramática como a Historia da subjugação e resistência dos gregos. O seu 1º Presidente eleito, Kapodistrias, criou um forte descontentamento entre as forças que tinham combatido os turcos e que esperavam as devidas compensações do novo Poder, e foi assassinado em 1831, após 3 anos de Governo. Como condição de reconhecimento da independência e protecção da Grécia, as forças aliadas impõem a monarquia, devendo o monarca ser descendente de uma casa real europeia que não fosse de nenhum dos países Protectores. Escolhem Otto da Baviera como rei da Grécia, o qual foi destituído em 1862, na sequência de uma revolução, e substituído pelo Rei Jorge I, dinamarquês, que governou em relativa estabilidade até 1913, altura em que foi assassinado por um louco. Em 1912 tinha estalado a Guerra nas Balcãs, que permitiu aos gregos alargar substancialmente o seu território (cerca de 70%), e quase duplicar a sua população, que passou a abranger várias etnias e religiões. Mas o novo rei, Constantino, quis manter a neutralidade na 1ª Guerra Mundial, entrando em conflito com o popular Primeiro Ministro, Vanizelos, acabando por renunciar em 1917. Partidário da “Grande Ideia”, o antigo sonho nacionalista grego de reconquistar Constantinopla e restaurar o império bizantino para uma “missão civilizadora”, projecto que tinha o apoio da Rússia, interessada em não permitir a influência anglo-saxónica no Mediterrâneo oriental, Vanizelos declara guerra à Turquia e conduz os gregos ao desastre de Ismirna, onde são massacrados e a população aí residente é expulsa. Em poucos dias mais de um milhão de gregos deportados da Turquia entra na Grécia e tem que aí construir os mínimos para sobreviver, enquanto 400 000 muçulmanos têm que regressar à Turquia.
Em 1924 os gregos votam pelo fim da monarquia e o rei, Jorge II, abdica, iniciando-se então um longo período de governos ditatoriais, repetidas tentativas de golpe de estado e um equilíbrio precário entre as forças ultra-direitistas monárquicas e os recém-formados quadros da esquerda socialista. Venizelos foi exilado em 1933 e a monarquia restaurada em 1935, regressando o Rei Jorge II, até então exilado em Inglaterra.
Em 1940, a Itália invade a Grécia, mas os helenos resistem. No ano seguinte, porém, cedem à invasão das tropas alemãs, o rei exila-se em Londres e a libertação só chega com a entrada de tropas britânicas em 1944. Apoiados pelas democracias ocidentais, os monárquicos ganharam as eleições gerais de 1946, facto que permitiu o regresso do rei, por um lado, e, pelo outro, a formação de um governo de extrema esquerda nas regiões montanhosas do norte do país. Este extremar de posições desencadeou uma guerra civil que só terminaria três anos volvidos.
A importância estratégica da Grécia dá-lhe entrada na NATO em 1951.
Em 1953, Konstantinos Karamanlis, do partido conservador Nova Democracia, é eleito primeiro-ministro, seguindo-se o socialista (do Partido PASOK) Georgios Papandreou. Em 1967, os militares forçam o exílio do rei Constantino II e estabelecem uma ditadura militar que duraria sete anos e que sai do poder na sequência da invasão do norte do Chipre pela Turquia. Karamanlis volta provisoriamente e convoca um referendo em que é decidida a abolição da monarquia.
Em 1981, a Grécia é aceite na Comunidade Europeia.
Habituados a sobreviver como grupo cultural, social e religioso sob o arbítrio do Império Turco e a pouca protecção legal com que podiam contar, os gregos organizaram-se em grupos de resistência interna (os Klefts) e espalharam-se numa intensa diáspora pelo mundo, mantendo em relação ao Estado e à autoridade uma atitude de enorme desconfiança e auto defesa contra as arbitrariedades, vendo com hostilidade as interferências vindas de fora do círculo familiar alargado com o qual se habituaram a contar. A rouspheti, recíproca dispensa de favores e protecções, e a mesa, ou rede de contactos (a que hoje chamamos na Europa moderna, network…) foram essenciais durante o domínio turco e são ainda o principal veículo do movimento social e condição de apoios políticos, permitindo (ou alimentando) uma enorme ineficiência da administração e adaptando, de certa forma, as regras de sobrevivência que conheciam durante os longos séculos de domínio turco.
A sua localização geográfica, que faz dela um país em simultâneo balcânico e mediterrânico, tornou-a um espaço de confluências e conflitos do leste e do ocidente, mas o domínio turco e a religião Ortodoxa Cristã isolaram-na por completo dos grandes movimentos da civilização europeia, como a Renascença, o Iluminismo ou a Revolução Francesa e a revolução Industrial, pelo que a sua identificação como parte do “espaço europeu” era muito incerta até à aceitação da Grécia como 10º membro da então comunidade europeia, facto que foi determinante para a viragem do país para o ocidente.
Environment Wildlife Photographer of the Year
As 96 melhores fotografias da vida selvagem do mundo chegaram a Lisboa.
Leões, sapos, formigas, tartarugas, águias, fungos e insectos foram captados em momentos únicos por 94 fotógrafos, autores das melhores imagens do mundo da vida selvagem. Estão todos no Museu Nacional de História Natural e da Ciência em Lisboa até ao final do ano.
De 29 de Setembro a 30 de Dezembro, estarão expostas as 96 fotografias escolhidas de um total de mais de 40 mil que concorreram à última edição do Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, 2010.
Por Helena Geraldes
Leões, sapos, formigas, tartarugas, águias, fungos e insectos foram captados em momentos únicos por 94 fotógrafos, autores das melhores imagens do mundo da vida selvagem. Estão todos no Museu Nacional de História Natural e da Ciência em Lisboa até ao final do ano.
De 29 de Setembro a 30 de Dezembro, estarão expostas as 96 fotografias escolhidas de um total de mais de 40 mil que concorreram à última edição do Veolia Environment Wildlife Photographer of the Year, 2010.
Por Helena Geraldes
01 outubro 2011
Franz Liszt - 200 anos
Franz Liszt (pronuncia-se Lisst) nasceu a 22 de Outubro de 1811. Faleceu a 31 de Julho de 1886. Foi um compositor e pianista húngaro do Romantismo.
Liszt foi famoso pela genealidade da sua obra, pelas suas revoluções ao estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados.
Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, em especial pela contribuição que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento.
Liszt foi famoso pela genealidade da sua obra, pelas suas revoluções ao estilo musical da época e por ter elevado o virtuosismo pianístico a níveis nunca antes imaginados.
Ainda hoje é considerado um dos maiores pianistas de todos os tempos, em especial pela contribuição que deu ao desenvolvimento da técnica do instrumento.
30 setembro 2011
A cura para a Sida/ HIV?
Uma equipa de investigadores em Espanha testou uma nova vacina que conseguiu limitar a ameaça do vírus a uma infecção de gravidade «menor», comparável a herpes em 90% dos voluntários que participaram no estudo.
Desenvolvida pelo Centro Nacional de Biotecnologia de Espanha, a vacina chama-se «MVA-B» e foi testada em 30 voluntários saudáveis. Enquanto 24 receberam o tratamento com a vacina, seis receberam um placebo.
Ainda na primeira fase, os testes apontaram que além dos 90% dos voluntários terem desenvolvido uma resposta imune ao vírus, 85% deles mantiveram esta resposta pelo menos durante um ano.
Os resultados no estudo saíram nas revistas especializadas Vaccine e Journal of Virology.
Diário Digital, sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Desenvolvida pelo Centro Nacional de Biotecnologia de Espanha, a vacina chama-se «MVA-B» e foi testada em 30 voluntários saudáveis. Enquanto 24 receberam o tratamento com a vacina, seis receberam um placebo.
Ainda na primeira fase, os testes apontaram que além dos 90% dos voluntários terem desenvolvido uma resposta imune ao vírus, 85% deles mantiveram esta resposta pelo menos durante um ano.
Os resultados no estudo saíram nas revistas especializadas Vaccine e Journal of Virology.
Diário Digital, sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Calote do FCP?
O dirigente do Standard Liége Pierre François mostrou-se hoje «muito decepcionado» com o FC Porto, devido ao atraso no pagamento de transferências de futebolistas, sublinhando a «diferença abissal» de comportamento face ao rival Benfica.
«Estamos muito decepcionados, porque o FC Porto não respeitou o acordado e já se passaram mais de seis semanas. Muitos e-mails, chamadas e não há pagamento. Não é correcto da parte deles. A conclusão é simples, se não têm dinheiro, não têm jogadores, sobretudo quando anda toda a gente a falar de ´fair-play` financeiro», disse à Agência Lusa.
O responsável do clube belga, que «vendeu» esta época os direitos desportivos do médio Defour e do defesa Mangala aos «dragões» e os do médio Witsel aos «encarnados» - respectivamente por cerca de 13 milhões aos portistas e perto de metade dessa quantia às «águias», disse estar «aborrecido» com a situação e que «o campeão português e da Liga Europa, com grande história, não pode comportar-se assim».
Diário Digital / Lusa - quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
«Estamos muito decepcionados, porque o FC Porto não respeitou o acordado e já se passaram mais de seis semanas. Muitos e-mails, chamadas e não há pagamento. Não é correcto da parte deles. A conclusão é simples, se não têm dinheiro, não têm jogadores, sobretudo quando anda toda a gente a falar de ´fair-play` financeiro», disse à Agência Lusa.
O responsável do clube belga, que «vendeu» esta época os direitos desportivos do médio Defour e do defesa Mangala aos «dragões» e os do médio Witsel aos «encarnados» - respectivamente por cerca de 13 milhões aos portistas e perto de metade dessa quantia às «águias», disse estar «aborrecido» com a situação e que «o campeão português e da Liga Europa, com grande história, não pode comportar-se assim».
Diário Digital / Lusa - quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
29 setembro 2011
28 setembro 2011
Códigos secretos gravados em... bactérias E-coli
«Tinta invisível» pode ser usada para mensagens curtas e até auto-destrutivas.
É mais uma descoberta surpreendente. Investigadores da Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, descobriram a forma de gravar códigos secretos em bactérias Escherichia coli.
O método passou por usar proteínas fluorescentes que brilham perante a luz de sete diferentes cores. A partir daqui, cada letra número ou símbolo pode ser codificado usando duas cores, criando 49 possíveis combinações, revelou a revista «New Scientist», que aborda o estudo divulgado na publicação especializada «Proceedings of the National Academy of Sciences».
Esta espécie de «tinta invisível» pode ser colocada nas bactérias e até existe a possibilidade de desaparecer após um determinado tempo (ao estilo das mensagens destrutivas de «Missão Impossível»).Trata-se de mais uma evolução na criptografia biológica, depois de já ter sido desenvolvido o método de codificação de mensagens a partir do ADN. No entanto, nestas bactérias só será possível incluir mensagens curtas, com 500 a mil caracteres.
Lembram-se do que é que o surto epidémico de E-Coli fez recentemente à população europeia e à economia agrícola? Vale tudo?
25 setembro 2011
Eça de Queiroz, 1872, in As Farpas
Eça de Queiroz em 1872 - Portugal e Grécia
“…Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá …vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal.”
Eça de Queiroz, 1872, in As Farpas
É fantástico, não é?
Há cura possível? ... Eça de Queiroz sempre tão actual...
“…Nós estamos num estado comparável sómente à Grécia: mesma pobreza, mesma indignidade política, mesma trapalhada económica, mesmo abaixamento de caracteres, mesma decadência de espírito.
Nos livros estrangeiros, nas revistas quando se fala num país caótico e que pela sua decadência progressiva, poderá …vir a ser riscado do mapa da Europa, citam-se a par, a Grécia e Portugal.”
Eça de Queiroz, 1872, in As Farpas
É fantástico, não é?
Há cura possível? ... Eça de Queiroz sempre tão actual...
24 setembro 2011
Sérgio Silva sagra-se campeão do mundo de duatlo
O português Sérgio Silva sagrou-se hoje campeão do mundo de duatlo em elite.
O atleta luso suplantou a concorrência dos espanhóis Roger Roca e Victor Manuel del Corral, respectivamente segundo e terceiro classificados.
Na prova que decorreu em Gijón, na Espanha, Sérgio Silva terminou os três segmentos (10 quilómetros de corrida, 40 de bicicleta e cinco de corrida) com o tempo de 1:51.18 hora.
O atleta luso suplantou a concorrência dos espanhóis Roger Roca e Victor Manuel del Corral, respectivamente segundo e terceiro classificados.
Na prova que decorreu em Gijón, na Espanha, Sérgio Silva terminou os três segmentos (10 quilómetros de corrida, 40 de bicicleta e cinco de corrida) com o tempo de 1:51.18 hora.


















